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Primer Para Quem Não Gosta de “Sensação Siliconada”

Praticamente todos os primers do mundo são feitos à base de silicones. E isto é ótimo: silicones são ingredientes “superiores”, por assim dizer. Podem criar uma sensação extremamente sedosa, não oleosa, sem brilho, livre de pegajosidade; além de uma superfície que faz com que a maquiagem aplicada por cima deslize muito bem. Também vale dizer que são ingredientes inertes, por isso não tendem a irritar a pele. Na verdade, dependendo do silicone usado, pode até ajudar a defender a pele de agressões ambientais.

Porém, não é todo mundo que gosta da sensação extremamente sedosa e não oleosa que muitos silicones causam. Se este for o caso de alguém que esteja me lendo, a japonesa Kanebo – na marca Sensai - oferece o Smoothing Water Make-Up Base:

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Crédito da imagem: http://www.sensai-cosmetics.com

Como o nome já sugere, o produto é à base de água, o que cria uma sensação diferente dos primers “convencionais”.

Não tenho certeza de que este produtos seja vendido nos Estados Unidos, mas em diversos países da Europa é e custa aproximadamente 33 Euros.

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Avisos Sobre o Blog

Estou muito ocupado. Por isso só vou publicar artigos novos a partir da semana que vem. Aliás, os que publiquei na última semana já estavam prontos previamente e estão sendo publicados automaticamente pelo blog… Se eu publicar algum artigo antes, é porque já estava pronto no meu arquivo.

Em virtude do motivo citado anteriormente, só passarei a responder aos e-mails do blog também a partir da semana que vem.

Em compensação, a partir da semana que vem recomeço a publicar várias resenhas, que também já estão prontas, mas não quero liberar durante esta semana para evitar ter de responder a muitos comentários no momento.Na próxima semana, porém, volto a responder aos comentários normalmente.

Enquanto isto, fiquem com alguns lançamentos de marcas asiáticas que outros blogs estão mostrando:

A Muse está mostrando diversos lançamentos legais de marcas asiáticas, além de estar fazendo resenhas. Inclusive alguns da nova linha da sul-coreana Nature Republic: Tweety. Um dos produtos que talvez os brasileiros gostem desta linha é esta geleia hidratante. Não deixem de ler as outras resenhas dela sobre os produtos desta linha e diversas outras. Ela foca em marcas asiáticas bem em conta.

urlCrédito da imagem: Nature Republic.

Já a Ratzilla fez resenha de um produto para cabelos muito interessante da Shiseido. Aliás, ela não só fez resenha de um produto interessante, como comentou sobre uma categoria de produtos para os cabelos típica do Japão: neguse.

Ela explicou que praticamente todos os japoneses não dormem antes de lavar os cabelos. (Como já mostrei aqui, os japoneses têm uma espécie de obsessão por limpeza). Não importa que esteja frio, que o cabelo não ficará “bom” no dia seguinte, que existam lendas no ocidente de que isto causa gripe e apodrece os fios etc. É muito raro um japonês dormir sem lavar os cabelos antes. Logo, muitos acordam com o cabelo totalmente bagunçado, com aqueles “chifres” que não costumam sair nem mesmo após tentar retirá-los penteando. Por outro lado, os japoneses são extremamente preocupado com a imagem pessoal. Neguse, por tanto, é um líquido em spray para quando o cabelo “acorda ruim”.

Cliquem aqui para ler a resenha e as explicações dela.

Mais um blog que está mostrando diversos lançamentos de marcas asiáticas é o A Touch of Blusher.

Aproveitem o tempo que não estarei publicando artigos para ler outros blogs sobre cosméticos asiáticos. :P

Até breve!

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Alguns Lançamentos da Shiseido e Suas Marcas

Algumas pessoas me enviaram e-mails questionando se eu poderia mostrar cílios postiços, visto que o Japão é a terra disto. Não entendo nada do assunto, mas por coincidência, recebi um release da Shiseido sobre novos cílios postiços da marca (vendidos exlusivamente no Japão):

Pelo que li, estes cílios postiços não causam sensação de estar usando cílios falsos.

Fica difícil escrever sobre um assunto que eu não entendo; pesquisando, porém, vi que há quatro formatos diferentes:

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A cola, alegando ficar transparente após a secagem, também pode ser comprada separadamente…

Não existe nome em inglês, mas aqui vocês podem ver os nomes em japonês.

Uma opção para quem quer comprar e não entende nada de japonês é escolher pelo desenho e então encomendar na Ichibankao ou com a Vania.

Nos Estados Unidos: a marca lançou edições limitadas de estojos novos para a famosa Sun Protection Compact Foundation (resenhei uma versão aqui). Pode-se comprar o estojo “tradicional” (aquele azul…) ou estes novos:

shiseido-10Será que as edições limitadas dos estojos chegarão ao Brasil?

Ettusais, marca da Shiseido voltada a adolescentes (mas que também pode ser usada por adultos, claro), também está com lançamentos interessantes, como corretivo de poros, spray FPS 30 etc. Como são edições limitadas, não me animo a entrar em detalhes sobre os produtos. Mas vocês podem ver quais são as novidades na loja Ichibankao.

Décleor, marca da Shiseido que usa óleos essenciais para perfumar os produtos, lançou um B.B. Cream24h Moisture Activator.

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É um produto tipicamente europeu, apesar de a Shiseido ser japonesa. Ou seja, é extremamente perfumado e pode deixar sensação oleosa na pele. Pessoalmente só compraria se gostasse das características citadas. Décleor pode ser comprada na Europa ou nos Estados Unidos, por exemplo.

Por fim, a NARS, mais uma marca da Shiseido, também está com diversas novidades. Vejam aqui (em inglês).

Mostrarei mais lançamentos da Shiseido e suas marcas durante a próxima semana…

Créditos de todas as imagens: Shiseido (exceto a dos novos estojos: style.com).

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A Resiliência das Empresas Japonesas e a Reinvenção da Fujifilm

As empresas mais antigas do mundo em diversos segmentos são japonesas. Esta lista mostrando as empresas mais antigas do mundo é claramente dominada por empresas japonesas. E indústria cosmética não é diferente: a empresa de cosméticos mais antiga do mundo é a japonesa Shiseido.

Eu poderia ficar algumas horas comentando sobre o assunto, mas como não é objetivo do blog, resumo que é isto é resultado de um pensamento e planejamento a longo prazo (uma empresa japonesa não costuma ser criada apenas para dar lucro ao criador da mesma, mas também para beneficiar toda a sociedade atual e as futuras gerações). Além de um estilo único que os japonoses têm de administração, que a história mostrou ter dado muito certo!

É aí que entram a Fujifilm e a Astalift. Quase todos sabem que a Fujifilm era uma empresa de filmes fotográficos. Ocorre que os filmes se tornaram obsoletos e gigantes do setor, como a Kodak, praticamente faliram. O efeito foi bastante nocivo e teve impacto no mundo inteiro. Várias pessoas no Brasil que tinham pequenos negócios de revelação de fotografias também faliram. Alguns, inclusive, eram descendentes de japoneses e – após a falência — abandonaram o País para ir trabalhar em fábricas japonesas. Ou seja, passaram de empregadores para empregados.

Mas a Fujifilm conseguiu evitar os erros da Kodak!

“Tanto a Fujifilm quanto a Kodak sabiam que o maremoto da era digital ia nos varrer”, disse o diretor-presidente da Fujifilm, Shigetaka Komori, recentemente ao The Wall Street Journal. “A questão era o que fazer sobre isso.”

E uma das principais coisas que a Fujilm fez foi investir em cosméticos, primeiramente criando a Astalift. A indústria cosmética vem crescendo a dois digítos em muitos lugares do mundo e a empresa resolveu agarrar esta oportunidade. Resultado: só um item da Astalift, o Jelly Aquarysta, resenhado por mim aqui, vendeu um milhão de unidades logo após ter sido lançado! O sucesso continua…

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Crédito da imagem: Fujifilm/Astalift

A oportunidade só costuma aparecer para quem está preparado…

Muito da margem de lucro da empresa foi reduzida (aparentemente) porque parte dos lucros eram usados em pesquisa e desenvolvimento. Pesquisa de ponta mesmo, cara. Em antioxidantes (o que era importante para manter a durabilidade das fotos), nanotecnologia, colágeno (filmes fotográficos podem ser feitos à base de colágeno), óptica etc.

Curiosamente, todas estas pesquisas mostraram uma aplicabilidade não só na indústria de filmes fotográficos, mas também na indústria cosmética. Como vocês podem ler aqui, estas pesquisas fizeram com que a empresa pudesse criar não só cosméticos “anti-idade” inovadores, mas também maquiagem. Os corretivos da Fujifilm, por exemplo, não só ajudam a esconder as imperfeições por cobrirem a pele, mas também por “manipularem a luz”, por assim dizer.

Se a Fujifilm não tivesse pensado a longo prazo e não tivesse “sacrificado” grande parte dos lucros para aplicar em pesquisa e desenvolvimento, muito provavelmente não teria como ter criado cosméticos tão inovadores. Como consequência, não teria conseguido aproveitar plenamente o forte crescimento da indústria cosmética.

Quem acompanha meu blog sabe que já escrevi diversos artigos sobre a marca. E não só resolvi escrever mais este, como também publicarei outro em seguida sobre os lançamentos de produtos clareadores (para quem luta contra manchas) da Astalift.

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Novo Grande Projeto da Shiseido: Plantar Suas Próprias Matérias-Primas

Na culinária japonesa, o conceito de pureza dos alimentos é crucial. Até porque muitos pratos da comida japonesa são altamente propensos a contaminação, como peixe cru. Se não houvesse esta enorme preocupação entre os japoneses, quase neurótica, em torno da pureza dos alimentos, eles provavelmente não seriam o povo que mais vive no mundo. Talvez já nem estivessem mais aqui.

A indústria cosmética japonesa, por estar inserida nesta cultura, também tem uma extrema preocupação em torno das matérias primas usadas. Principalmente as ervas.

Dando um passo extremo para garantir a mais alta qualidade possível das plantas usadas como matérias-primas, a Shiseido anunciou que está conduzindo testes para plantar e cultivar suas próprias plantas usadas como matérias-primas.

No que vocês confiariam mais: em um tomate comprado no supermercado, sem saber exatamente como foi cultivado; ou usar um tomate que foi plantado na sua própria casa, onde todo o processo – deste o nascimento, crescimento e extração – pode ser controlado diretamente por você? Plantando as próprias plantas que serão usadas como matérias primas, a Shiseido terá absoluto controle sobre a qualidade destas matérias primas. E poderá até usar extratos de plantas com qualidade superior aos extratos usados pelos concorrentes.

Outra vantagem disto é a redução dos impactos ambientais, por motivos óbvios…

Imagem11Esta foto mostra onde os testes com o cultivo das plantas estão sendo feitos… Crédito da imagem: Shiseido.

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Shiseido Anuncia Queda Extraordinária nos Lucros – Saiba Por Quê

Shiseido anunciou uma queda extraordinária nos lucros. ”Extraordinária”, obviamente, não no sentido de ser algo bom. Mas no sentido de ser algo extremamente raro para uma empresa bilionária como a Shiseido.

Os motivos foram vário. Dois dos principais, de acordo com o que a própria empresa divulgou aos acionistas da mesma, foram estes:

Atraso no crescimento da Bare Escentuals. A Bare Escentuals é uma marca da Shiseido que está crescendo em um ritmo mais lento do que o esperado. E não é nem por culpa da Shiseido: devido a questões regulatórias impostas pela China, a Bare Escentuals não conseguiu entrar rapidamente naquele país.

Sentimento anti-japonês entre os chineses. Isto é bastante sério. Nenhuma grande empresa de cosméticos está fora do mercado chinês. A L’oréal, por exemplo, anunciou que todos os esforços da empresa estarão voltados à China (assunto que abordarei no futuro).

Ocorre que o sentimento anti-japonês, que recentemente voltou de forma intensa entre os consumidores chineses,fez com que milhares e milhares de consumidores chineses simplesmente parassem de comprar cosméticos japoneses. Isto pode causar um choque muito grande a qualquer a empresa. Tem-se milhares de clientes e, praticamente de um dia para o outro, perde-se estes milhares de clientes.

Não sei se todos já se deram conta, mas a China conseguiu fazer algo que, de certo modo, é genial, que nenhum outro país do mundo conseguiu: o mundo inteiro ficar submisso aos chineses sem que a China tenha de ter disparado uma única arma ou invadido algum país. Um sentimento fortemente nacionalista entre os chineses foi incentivado e, agora, se algum país faz alguma coisa que eles não gostem, os consumidores, por livre vontade, param de comprar os bens importados por estes país. Visto que são muitos milhões de consumidores, se estes consumidores apenas não se simpatizarem com um país, eles podem afetar fortemente o crescimento de qualquer país que eles queiram. E empresa, claro.

A rápida resposta da Shiseido

Há um provérbio japonês que diz “Cair sete vezes; levantar-se oito!” . E as empresas japonesas levam isto a sério. Shiseido é a empresa de cosméticos mais antiga do mundo. Resistiu a terromotos, grandes guerras mundias, seu país ter sido atacado por bombas atômicas, diversas crises econômicas mundiais… Ou seja, apesar de tudo – muito provavelmente – também conseguirá vencer o sentimento anti-japonês na China. E já anunciou aos acionistas a estratégias que serão usadas para isto.

Após ter divulgado os prejuízos, o então presidente da marca, Hisayuki Suekawa, teve uma forte crise de estresse e saiu de cena. Para presidir a empresa, retornou Shinzo Maeda, que era o presidente da Shiseido antes de Hisayuki Suekawa.

Shinzo Maeda recentemente enviou um relatório detalhado aos acionistas. Neste relatório, escrito em primeira pessoa, ele explica por que retornou:

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E também por que os lucros da empresa cairam e que está sendo feito para retomar o crescimento.

São várias as estratégias para fazer a empresa voltar a crescer. De acordo com o que foi divulgado pela Shiseido, espera-se que as marcas da empresa que não são vendidas diretamente com o nome Shiseido (a Shiseido tem várias, como NARS) estejam menos suscetíveis ao sentimento anti-japonês entre os consumidores chineses. Em virtude de muitas marcas da Shiseido não levarem o nome Shiseido, pode ser que muitos consumidores chineses não percebam que estão comprando produtos de uma empresa japonesa.

Pode ser bom aos brasileiros…

Este crise na Shiseido pode ser ótima aos brasileiros. Por muito tempo as empresas de cosméticos japonesas trataram o Brasil como se praticamente não existisse. Ainda não é muito diferente, mas isto vem mudando. Na tentativa de reverter um pouco o impacto do sentimento anti-japonês na China, ainda que o foco da marca seja países como Japão e Estados Unidos (além de China, claro), países como Rússia, Indonésia, Indía e Brasil estão ganhando atenção:

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Como já comentei, estas são apenas algumas das estratégias anunciadas pela Shiseido para que a marca rapidamente volte a crescer. Quem quer ler um relatório com todas as estratégias, que são muitas, deve entrar no site institucional da marca.

Pela resposta rápida da Shiseido, uma demonstração de extremo respeito aos acionistas da mesma, acredito que em breve a marca anunciária que voltou a crescer!

Créditos das imagens: Shiseido.

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Introdução Sobre a d Program, Marca da Shiseido para Pele Sensível

Por favor, antes de ler este artigo, leiam este:

Pele Sensível e a Linha Shiseido 2e

Leram? Pois bem! Uma das marcas da Shiseido específicas para pele sensível é a d Program, que oferece não só produtos de skincare, mas uma linha de maquiagem que tem até batons. Além de produtos capilares.

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Crédito da imagem: Shiseido.

Atributos da d Program:

- Sem parabenos (a ausência de parabenos pode ser algum ruim ou bom. É ruim quando as marcas trocam os parabenos por conservantes que causam mais reações alérgicas do que os parabenos – acreditem: várias estão seguindo esta linha. É bom quando as marcas trocam os parabenos por conservantes que causam menos reações alérgicas do que os parabenos, o que é o caso da Shiseido);

- Sem fragrância;

- Sem corantes (exceto produtos de maquiagem);

- Sem álcool (etanol). (Exceto o Conditioning Soap);

- Sem óleo mineral;

- Os produtos da marca são levemente ácidos, ou seja, apresentam pH similar ao do manto hidrolipídico presente na pele (exceto o Conditioning Soap e Conditioning Wash);

- São manufaturados em um ambiente extremamente controlado, com padrões muito, muito mais elevados do que os exigidos para a manufatura de cosméticos de qualquer país do mundo;

- Embalagens que evitam contaminação, diminuindo a necessidade de conservantes.

A “estrela” da marca é o ácido tranexâmico. Como já comentei aqui, ácido tranexâmico é usado em produtos visando o clareamento da pele. Por que, então, usar este ácido em produtos para a pele sensível, mesmo nos produtos em que a marca não alega efeito clareador?

Porque estudos têm demonstrado que pode ser um ingrediente altamente importante para quem sofre com pele sensível. Já que, de acordo com alguns estudos, ajuda a recuperar a função de barreira na pele.

Para quem gosta de ler artigos científicos, sugiro a leitura do seguinte estudo:

trans-4-(Aminomethyl)cyclohexane Carboxylic Acid (T-AMCHA), an Anti-Fibrinolytic Agent, Accelerates Barrier Recovery and Prevents the Epidermal Hyperplasia Induced by Epidermal Injury in Hairless Mice and Humans

Sim, o estudo foi publicado pelos próprios pesquisadores da Shiseido. Porém, foi publicado no periódico científico de maior fator de impacto na área e foi bem conduzindo, merecendo atenção. Quem for esperar por estudos sem conflitos de interesses suportando um ingrediente usado em cosméticos, não vai usar quase nada, uma vez que quase não existem estudo assim. (Nenhum governo do mundo libera uma grande quantidade de fundos para esta área da indústria, a própria indústria cosmético acaba tendo de patrocinar os estudos).

Um outro estudo publicado por pesquisadores da marca mostrando que ácido tranexâmico pode ser um ingrediente interessante para quem tem pele sensível é este. (Br J Dermatol. 2008 Jul;159(1):49-60.).

Já resenhei uma espuma limpadora da d Program aqui. Em breve resenharei outros produtos desta marca.

Aliás, a linha de cuidados com a pele da d Program é subdividida nas seguintes linhas:

Balance Care (azul)

Voltada a quem tem pele “instável”, por assim dizer. Para quem tem pele desitratada/ressecada, poros muito aparentes e “espinhas” ocasionalmente.

Os produtos da sublinha Balance Care podem ser encontrados nas texturas I e II. Sendo a I a mais leve, “light“; e a II mais “intensa”, oferecendo um toque mais úmido mesmo, moist”.

Acne Care (laranja)

Para quem tem acne, óbvio.

Moist Care (rosa)

Para quem sofre de ressecamento mais intenso.

Vital Act (roxo)

Para quem já apresenta sinais mais evidentes do envelhecimento, como perda de elasticidade da pele. Os produtos desta sublinha também estão disponíveis nas texturas I e II.

Também há vários poodutos que não entram especificamente em nenhuma sublinha…

Para quem lê em japonês, a marca também pode disponibilizar estudos clínicos envolvendo os produtos.

Bem que a Shiseido poderia trazer esta marca ao Brasil, para concorrer com La Roche-Posay, por exemplo… Na minha opinião pessoal, está faltando um pouco de concorrência no Brasil nesta área de cosméticos com um marketing voltado – também – a médicos.

Onde comprar: a Ichibankao vende quase tudo da d Program. O que não estiver na loja delas pode ser encomendado, geralmente. Além disso, pode-se encomendar com a Vania, que tem fornecedores no Japão. E também pode ser comprada nas lokas da Rakuten, que costumam enviar ao Brasil. Lembrando que não tenho conflitos de interesses com nenhuma loja citada.

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Quais São As Marcas Asiáticas Vendidas Em Paris?

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Imagem retirada do site verbak.com

Estou recebendo alguns e-mails de pessoas me perguntando quais são as marcas asiáticas que podem ser encontradas em Paris… Até porque as férias estão chegando para muita gente e provavelmente muitos brasileiros irão visitar a cidade em breve.

Que eu saiba, são as seguintes marcas:

Kanebo Sensai

Sensai é uma das marcas mais caras da japonesa Kanebo. Os preços da Sensai são similares aos da La Prairie, por exemplo.

É encontrada na Sephora.

Shiseido e suas marcas

Na França, inclusive na Sephora, a “linha global” da Shiseido é facilmente encontrada.

Além disso, é possível encontrar diversas marcas da Shiseido, como Clé de PeauCarita ParisDecléor, Nars e muitas outras.

Claro: também é possível visitar a perfumaria do Serge Lutens, que imagino ser a mais bonita do mundo (Shiseido sabe fazer coisas bonitas!).

Herborist

Herborist é uma marca de uma grande empresa chinesa de cosméticos que está fazendo bastante sucesso na Sephora francesa.

Ménard

Ménard é uma tradicional (e cara) marca de cosméticos japonesa. No site da marca há informações sobre onde pode ser comprada.

Astalift (Fujifilm)

A minha adorada japonesa Astalift também é vendida em Paris. No site francês da marca há informações sobre onde comprar os produtos da mesma.

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Conhecendo Marcas Novas: Ahava

Quando se pensa em “Ásia”, as primeiras imagens que surgem na minha mente são Japão, Coreia do Sul, Hong Kong… Mas Israel também fica na Ásia. Logo, a Ahava, que é israelense, tem tudo a ver com o tema do meu blog.

Ahava significa “amor” em hebraico e atualmente não é vendida apenas em Israel, mas também em diversos outros países do mundo, como Estados Unidos. Pode-se ler aqui sobre a história da empresa. O marketing da marca é em torno de lama e água do mar morto.

De acordo com a dermatologista Dra. Leslie Baumman, estudos mostram que água do mar morto pode ajudar a aliviar sintomas de alguns tipos de psoríase e melhorar a função de barreira da pele, podendo sendo útil para quem tem pele seca.

Dei uma lida no que existe de estudos publicado sobre o assunto e até achei interessante, mas não é nada que eu ache que possa revolucionar a indústria cosmética e muito menos a farmacêutica. De qualquer forma, é bom saber que não parece ser um ingrediente totalmente inútil – como muitos usados em cosméticos para efeitos de marketing.

Investimento em ciência…

Uma das coisas que admiro na Ahava é o investimento que a marca vem fazendo em ciência de base – até porque  Israel é um dos polos mundiais de inovação em ciência e tecnologia.

Uma das principais linha de pesquisa da Ahava é nanotecnologia.

Polêmicas…

Por ser uma marca de Israel, gera muitas polêmicas. Não é incomum ver grandes protestos contra a Ahava em frente a uma loja da marca em Londres, por exemplo. Acusam a empresa de estar em território que seria dos palestinos.

Inclusive a África do Sul proibiu que produtos da Ahava fabricados em assentamentos israelenses nos territórios ocupados sejam marcados como “Made in Israel”. O governo israelense rebateu acusando a África do Sul de estar promovendo um segundo apartheid, desta vez contra Israel.

Já que não tenho conhecimento sobre o assunto, não vou me posicionar.

Os produtos…

Como quase toda marca, várias coisas da Ahava não me chamam a atenção. Por outro lado, eles têm umas coisas para o corpo que adoro, como os limpadores. Para o rosto ainda não experimentei nada deles, mas a emoresa oferece uma linha masculina muito interessante.

Recentemente eles lançaram mais limpadores legais para o corpo e que vou comprar. Especialmente este: Dead Sea Essentials by Ahava Invigorating Eucalyptus Shower Cream.

500Crédito da imagem: http://www.drugstore.com

O produto tem uma fórmula extremamente suave, à base de um surfactantes derivados de aminoácidos. Além disso, tem cheiro de eucalipto, que adoro. Tudo o que estava querendo. ;)

P.s: a Meire, do Salada Médica, gosta muito das bases e pós da Ahava.

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Sobre o Site da Curél em Inglês

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Crédito da imagem: Curél/Kao.

Uma das características dos sites japoneses de cosméticos é que eles são extremamente didáticos (não todos, claro, mas muitos). Muitos não se resumem apenas a mostrar produtos e informações sobre a marca, mas são praticamente um livro escolar de química e biologia – em linguagem bastante fácil.

Vários mostram a anatomia básica da pele, explicam o que é a função de barreira da mesma, como os ingredientes dos cosméticos funcionam, como o sol pode danificar a pele, entre muitas outras informações.

Quase tudo é ilustrado com desenhos, fotos e gráficos, para ficar ainda mais didático. Além disso, para uma compreensão ainda mais fácil, costuma-se explicar as coisas dando exemplos que ocorrem na vida diária.

Por exemplo: a Kao cita maionese para explicar o que são surfacantes e emulsões. Óleo e água, em condições normais, não se misturam. Mas a gema do ovo contém um surfactante natural chamado lecitina, que é capaz de fazer com que o óleo seja emulsionado com o vinagre, criando a maionese – uma emulsão clássica.

Pois bem. Até pouco tempo a Curél japonesa, marca da Kao específica para quem tem pele sensível, tinha site apenas em japonês. Agora, porém, ela também tem um site em inglês.

Recomendo muito a leitura de todo o site não apenas para conhecer os produtos da marca, que são excelentes, mas para adquirir um conhecimento sobre pele sensível e como cuidá-la adequadamente.

Este é o site.

Não esqueçam de ler a seguinte parte:

Learn About Sensitive Skin

A parte sobre as tecnologias empregadas nos produtos da marca também é bem interessante.

Há muita informação. Todas acuradas. Divirtam-se.

P.s: ainda não é tão completo quando o japonês, que mostra, inclusive, as listas de ingredientes para todos os produtos. Mas já ajuda bastante para quem quer comprar os produtos da linha japonesa da Curél.

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