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Revisão dos Demaquilantes Existentes e a Última Geração de Demaquilantes no Japão

Existem diversos tipos de demaquilantes/removedores de maquiagem (que também são usados para remover protetor solar extremamente resistente).

Uma breve revisão dos principais…

Creme: considero este tipo de demaquilante antigo e antiquado. Antigo porque faz muito tempo que existe. Antiquado porque há demaquilantes mais modernos. Claro que a eficácia vai depender de qual creme; ainda assm, de acordo com testes que fiz com diversos cremes demaquilantes do mercado, a remoção da maquiagem à prova d’água proporcionada por este tipo de produto variou entre aproximadamente 85% e 95%. Não é muito. Você não quer ir dormir com aproximadamente 10% de maquiagem no rosto, querem?

Além disso, de um ponto de vista pessoal, muitos causarem ardência na minha pele. Será que seria uma intolerância a algum emulsificante comumente usado?

Leites de limpeza ou emulsões cremosas: aplica-se os mesmos comentários feitos em relação aos cremes. Soma-se a isto o fato de que costumam ser usados com algodão, uma grande desvantagem – visto que os algodões vendidos no Brasil são de baixa qualidade e caros (formam “fiapos”, alguns são ásperos etc).

“Soluções micelares”demaquilantes aquosos: não costumam proporcionar sensação oleosa, o que é uma vantagem.

No entanto, a eficácia varia muito de produto para o produto. Alguns, como os da Bioderma, até têm eficácia que considero bem aceitável. Já o La Roche-Posay Physiologique Solução Micelar, por exemplo, considero de baixa eficácia. De acordo com os testes que fiz, não é capaz de retirar eficientemente protetor solar resistente, por exemplo.

Requerem o uso de algodão, outra desvantagem.

Bifásicos: são extremamente eficientes. Retiram praticamente 100% da maquiagem ou do protetor solar em poucos segundos.

Mas apresentam duas principais desvantagens: a necessidade do uso de algodão e o fato de não serem enxaguáveis em água, deixando sensação oleosa após o uso.

A sensação de oleosidade vai variar de acordo com o produto usado. Para mim, um dos melhores demaquilantes bifásicos do mundo, por associar extrema eficiência com baixa sensação de oleosidade, é o L’oréal Paris Limpeza Express Demaquilante Bifásico. Acho ainda melhor, inclusive, do que o Bi-Facil, da Lancôme. Outro muito elogiado, por ter características similares ao citado da L’oréal, é o Bifesta Eye Makeup Remover (Mandom).

Óleo demaquilante: nos artigos que coloquei como link no post fixo chamado “Atenção” há muita informação sobre este tipo de demaquilante.

Pelos testes que fiz, a eficiência na remoção da maquiagem ou do protetor solar costuma variar entre 95% e quase 100%. A maioria removeu próximo de 100%.

Além da grande eficiência, há outras duas grandes vantagens:

1 – Dispensam o uso de algodão;

2 – Muitos são quase completamente enxaguáveis em água (tanto é que alguns podema até remover a oleosidade da pele junto e causar sensação de ressecamento na pele de algumas pessoas).

Como desvantagem, posso dizer que a maioria dos óleos demaquilantes só funciona bem quando usados com as mãos e rosto secos, dificultando o uso durante o banho. Alguns podem ser usados também com as mãos úmidas, mas não é o caso da maioria.

Microemulsões bicontínuas: é o que conheço de mais moderno em se tratando de demaquilantes. É a última geração de demaquilantes existente  no Japão e o que considero mais próximo da perfeição. Costumam ter a mesma eficiência (ou até mais) que os óleos demaquilantes; porém, limpam a pele com uma “sensação aquosa”, e não oleosa. É a eficiência do óleo com uma textura aquosa – similar a das “soluções micelares” (“solução micelar”, neste caso, é um termo de marketing que a indústria cosmética usa para um tipo específico de demaquilante que muitos de vocês já sebem qual é, não um termo meu. Na verdade, este tipo de demaquilante também é “micelar”, por assim dizer, mas estou usando os termos de marketing que a indústria cosmética usa). Também reduzem a necessidade de fricionar a pele durante a remoção da maquiagem ou do protetor solar, evitando irritações.

Que eu saiba, a primeira marca a ter lançado este tipo de demaquilante no mundo foi a japonesa Kao Corporation:

imagem12Crédito da imagem: http://www.kao.com

Um dos principais representantes deste tipo de demaquilante atualmente é o Bioré Mild Cleansing Liquid, também conhecido como Bioré Aqua Jelly:

Este tipo de demaquilante foi altamente bem aceito pelos consumidores japoneses, o que acabou fazendo com que outras empresas japonesas também lançassem demaquilantes similar.

Observem este teste: alguns demaquilantes foram apenas pingados (não foram masseageados sobre o batom!). Aguardou-se 10 segundos e então os produtos foram enxaguados com água.

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Crédito da imagem: NOF Corporation.

Altamente eficiente, não é mesmo?! (Clear condensed emulsion é outro termo de marketing para este tipo de demaquilante).

Não conheço ninguém que não tenha gostado deste tipo de demaquilante e, até onde sei, ainda não é possível encontrar nada muito similar no Brasil.

E vocês? Já conhecem? Quais são seus preferidos?

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Alguns Lançamentos da Amore Pacific e Suas Marcas

Eu havia tido a ideia de mostrar todos os lançamentos que a Amore Pacific e suas marcas fizeram nas últimas duas semanas. Infeliz ideia: encontrei por volta de cem. Como não tenho como mostrar tudo isto em um único post, selecionei alguns.

Laneige

Fresh Brightening Cleansing Oil

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Óleo demaquilante que promete retirar as células mortas, o que ajudaria a criar uma pele mais luminosa.

Perfect Pore Cleansing Oil

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Promete remover maquiagem extremamente pesada, além de limpar os poros “profundamente”, removendo o excesso de oleosidade e combatendo cravos.

Laneige tem site em inglês. Portanto não preciso dar mais explicações, visto que vocês podem ler detalhes sobre os produtos no próprio site da marca.

Hera Sun Mate Cooling Mousse SPF 50+ PA+++

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Este protetor solar em mousse – de textura leve - reduz a temperatura na superfície da pele em aproximadamente 4°C, criando sensação refrescante. Também serve como um primer para a maquiagem.

Hera é uma marca meio cara, pois está no mesmo posicionamento de marketing de Lancôme, por exemplo.

O produto contém 70g.

Ainda não encontrei para comprar em nenhum site que envie ao Brasil. Uma opção é encomendar com a Vania.

Na marca Annick Goutal, que por sinal também é vendida no Brasil, a Amore Pacific lançou três colônias diferentes (Les Colognes):

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Eau d’Hadrien: bastante cítrica, com notas de limão limão siciliano, bergamota, grapefruit etc.

Vétiver: com notas de vetiver (óbvio rs) e amadeirada.

Néroli: refrescante e também com notas cítricas.

Na Europa cada uma custa aproximadamente 130 Euros. Caras, mas todas as resenhas que li garantem que são fragrâncias de qualidade extremamente alta.

Amore Pacific Future Response Age Defense Creme SPF 30

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Um creme altamente hidratante e rico em antioxidantes naturais. Destinado a quem quer prevenir danos na pele. Nos Estados Unidos custa 195 dólares. Sua textura proporciona um aspecto altamente hidratado; portanto, não recomendo para quem gosta de texturas matificantes ou “leves”. Amore Pacific também tem site em inglês.

Créditos das imagens: Amore Pacific.

P.s:

1 – Último artigo que publiquei no blog Stash:

Eucerin pH 5 Syndet

2 – A loja Icandy colocou em seu site as listas completas de ingredientes de quase todos os produtos que eles vendem. Não, isto não é um editorial publicitário e não estou ganhando nada para citar a loja. É voluntário, visto que infelizmente não conheço nenhuma outra loja no Brasil que tenha feito isto. Então quis mostrar a ótima iniciativa da Icandy.

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Navision Dr: a Nova Linha Clareadora da Shiseido!

Assim como a L’oréal tem a La Roche Posay, marca de cosméticos que faz marketing voltado diretamente aos dermatologistas, a Shiseido tem – no Japão – a Navision, uma marca que também tem um marketing voltado a dermatologistas.

Obviamente, não é regra, mas cosméticos com um marketing voltado aos dermatologistas costumam ter embalagens e campanhas publicitárias mais discretas e simples, evitar ingredientes “carnavalescos” (como “orquídea rara colhida a meia noite sob a lua nascente”), ter alguns ingredientes suportados por evidências científicas, como retinóides, entre outros aspectos interessantes.

Com a marca Navision, da Shiseido, não é diferente. E recentemente a marca ganhou a linha Navision Dr (não, não é difícil de comprar, comentarei sobre o assunto no final). Toda a linha é sem perfume e outros ingredientes relativamente desnecessários. O que a linha oferece:

Make Cleansing Oil

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Óleo demaquilante à base de óleo de girassol. Fórmula muito similar ao D Program Deep Cleansing Oil.

Conteúdo e preço no Japão: 150mL/2625 Ienes (aproximadamente R$ 53).

Cleansing Foam

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Espuma de limpeza tipicamente japonesa: uma pequena quantidade é capaz de fazer uma espuma extremamente densa e abundante, evitando fricção do dedo com a pele.

Conteúdo e preço no Japão: 120g/2500 Ienes (aproximadamente R$ 53,00).

Agora sim começa a ficar interessante…:

TA-White Lotion

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Mais do que uma simples loção (favor ler o significado de “loção” para os japoneses no artigo do link): uma loção rica em diversos “ativos clareadores”. Como ácido tranexâmico (ainda vou escrever mais sobre este no futuro, que também vendo sendo usado em produtos para pele sensível) e 4-Methoxy Potassium Salicylate. Além disso, conta com um umectante derivado de ácido hialurônico e dois antioxidantes: um derivado de vitamina C e extrato de curcuma (uma planta, também vou escrever sobre este ingrediente no futuro).

Conteúdo: 150mL. Preço no Japão: 6300 Ienes (aproximadamente R$129,00).

TA-White Emulsion I II

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Duas emulsões hidratantes que contêm os ingredientes citados anteriormente. Além de outros interessantes, como óleo de jojoba e derivado de vitamina E. A I tem textura mais leve; e a II mais “pesada”.

Conteúdo e preço no Japão: 120mL e 8400 Ienes (aproximadamente R$ 172,00). Não acho tão caro assim, já que elas contêm 120mL.

TA-White Essence

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Contêm vários dos ingredientes citados na loção e diversos outros ingredientes interessantes para melhorar a textura da pele, como o extrato da alga “chlorella”.

Conteúdo e preço no Japão: 34mL e 10500 Ienes (aproximadamente R$215,00).

Patch clareador para a área dos olhos (não sei o nome oficial em inglês)

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Um patch para a área dos olhos para ser “embebido” em um serum contendo vários dos ingredientes citados anteriormente. Promete clarear a área.

Não estou certo quanto ao conteúdo. Seu preço no Japão também é de 10500 Ienes.

TA-Cream AA

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Este creme contém vários dos ingredientes citados anteriormente e um retinóide.

A empresa indica para uso noturno, sendo que também vale destacar que é rico em ingrediente hidtatantes e emolientes.

Contéudo e preço no Japão: 30g/15000 Ienes (aproximadamente R$ 307,00).

TA-White Protect UV (SPF 50 PA+++)

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Além de conter vários dos ingredientes citados anteriormente, este protetor solar é tipicamente japonês. Isto é, tem textura muita fluida e leve e ingredientes potentes para proteger a pele contra os raios UV-A, como óxido de zinco.

Conteúdo e preço: 30mL/4000 Ienes (apriximadamente R$ 86,00).

É uma linha cara? Certamente. Mas é cheia de “ingredientes funcionais”, por assim dizer.

Onde comprar: lembram que uma leitora avisou que a Ichibankao poderia enviar ao Brasil o patch com “agulhas” de ácido hialurônico para a área dos olhos da linha Navision? Pois bem. Logo, imagino que talvez eles também possam enviar produtos desta linha (interessados devem mandar e-mail ao site perguntando). Além disso, pode-se tentar procurar os produtos nas lojas da Rakuten ou encomendar com a Vania. Ou ainda procurar por um vendedor japonês que possa enviar.

Créditos das imagens: Shiseido.

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Tony Moly Clean Dew Broccoli Sprout Cleansing Cream

Fabricante: Tony Moly, uma marca sul-coreana nova no mercado e que vende produtos por preços bem baixos. Além disso, tem marketing adequado a adolescentes. Me pareceu uma marca voltada ao típico adolescente que compra cosméticos com a mesada dos pais, ou seja, que costuma ter poucos recursos financeiros.

Embalagem:

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Crédito da imagem: http://eng.tonymoly.com

O conteúdo da embalagem “regular” é de 200mL. Não comprei, mas ganhei amostras do produto.

Alegações e modo de usar: clicar aqui. (Em inglês).

Textura/aparência:  É um creme branco com pequenas esferas verdes. Vejam que bonitinho hehe:

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Crédito da imagem: http://www.etonymoly.com/

Espalha relativamente bem.

Perfume: muito agradável e suave. Não sei descrever com precisão, mas parece cheiro típico de cosmético mesmo, é um cheiro de “limpeza”.

Ingredientes: não estou colanco a lista completa aqui porque o produto contém um extrato vegetal para o qual não encontrei a tradução. Mas posso dizer que vejo o mesmo com uma espécie de “cold cream modernizado”. É um creme de limpeza com óleo mineral, silicone, emulsificantes clássicos (para facilitar o enxágue) e extratos vegetais – como o de brócolis (hauahau para que isso em um produto de limpeza?). Além disso, de acordo com descrição do fabricante, contém cápsulas com vitamina E.

“Falando” em cold cream e óleo mineral, por favor, leiam este meu artigo sobre o assunto.

Opinião pessoal/subjetiva: não achei bom para remover maquiagem, o que é justamente a função do produto.

Mais uma vez, “assaltei” uma bolsa feminina e “sujei” a palma da mão com diversos itens de maquiagem e protetor solar bastante hidrofóbicos:

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Apliquei uma quantidade generosa, fiz uma massagem com duração de aproximadamente 40 segundos e enxaguei. Eis o decepcionante resultado:

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Tive de finalizar com este espetacular óleo demaquilante da Mentholatum para retirar tudo ou praticamente tudo.

Achei similar ao La Roche Posay Physiologique Solução Micelar, outro produto que pessoalmente acho péssimo para remover maquiagem altamente resistente.

Pela minha experiência pessoal, creme demaquilante não costuma retirar tão bem a maquiagem quanto óleo demaquilante. Ainda assim, este demaquilante da Sofina demonstrou um resultado muito, muito melhor.

A única utilidade que vejo para este demaquilante da Tony Moly é retirar maquiagem pouco resistente.

Preço e onde comprar: esta loja sul-coreana no Ebay está cobrando aproximadamente US$ 13.00 pelo produto.

Conclusão: um creme demaquilante decepcionante para retirar maquiagem altamente resistente à água.

P.s: amanhã sim tem resenha de um produto que adorei! ;)

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Mentholatum Acnes Pure Cleansing Oil

O produto a ser resenhado hoje é um óleo demaquilante/removedor de protetor solar para double cleansing.

Fabricante: Rohto, um laboratório farmacêutico japonês. Que inclusive também atua em vários outros países do mundo – como Estados Unidos – e é o fabricante da famosa Hada Labo.

Embalagem: não tirei foto do meu produto porque meu tempo está escasso e estas coisas são demoradas. Como a foto fornecida pela empresa é igual à embalagem original, não vi necessidade:

Crédito da imagem: Rakuten/Loja Amedora.

O frasco vem com 145ml de conteúdo e não encontrei qualquer defeito no mesmo.

Alegações: Acnes, como o nome sugere, é uma linha visando prevenir acne. Este óleo, portanto, promete retirar rímel “pesado”, limpar os poros etc. Para mais detalhes, clicar aqui.

Textura/aparência: óleo “fino” totalmente transparente e incolor.

Uma das coisas que mais gostei no produto é que tem extraordinária espalhabilidade. Isso é importante não só para o produto render mais, mas também para evitar que a pele seja fricionada – evitando, consequentemente, irritações e a piora da aparência da pele com acne.

Perfume: discreto, sutil e, na minha opinião pessoal, excelente. É um cheiro de casca de limão (daqueles bem verdes) que parece bastante natural. Tem perfume que lembra casca de limão que eu não gosto, que parece doce (apesar de que “deveria” parecer cítrico) e muito artificial e/ou enjoativo. Mas não o deste produto. O perfume deste produto realmente lembra o natural de casca de limão. É um perfume tipicamente japonês (os japoneses têm uma visão bastante diferente dos europeus de perfumes em cosméticos – vou escrever sobre isso em breve).

Ingredientes: clicar aqui para ler a lista.

O principal óleo deste demaquilante é o mineral. Como é uma linha para pele com tendência à acne, o óleo mineral foi o escolhido por não ser comedogênico. (J Cosmet Dermatol. 2005 Jan;4(1):2-3.)

Pele oleosa? Eu daria preferência ao óleo mineral e teria medo de certos óleos vegetais, como o de coco (muito embora estas coisas sejam muito relativas e parecem variar de indivíduo para indivíduo).

Também tem um pouco de cyclopentasiloxane, que é um silcone. Foi o toque perfeito, uma vez que tal ingrediente é também ajuda o produto espalhar bem.

Quanto aos derivados presentes de vitaminas C e E, pessoalmente não acho necessários porque serão enxaguados. Não consigo imaginar que em apenas segundos a pele possa absorvê-los.

Opinião pessoal/subjetiva: virei fã! É um produto que faz com que eu fique com vontade de usá-lo. Achei que removeu bastante a oleosidade natural da minha pele, mas sem ressecar e irritar. Após o enxágue, a pele fica macia e com sensação de limpeza, de que foi “purificada”. Emulsifica muito bem, até porque não é um óleo de limpeza voltado a quem tem pele seca, portanto é importante que o produto emulsifique bem para que possa ser facilmente enxaguado.

Eficácia: “assaltei” uma bolsa feminina e apliquei camadas grossas de vários itens de maquiagem altamente hidrofóbicos/resistentes à água, como batom, rímel, pó, lápis e base:

Então apliquei o óleo (notem que imediatamente a maquiagem começou a “soltar”):

Fiz leve massagem com o óleo por aproximadamente 40 segundos, emulsionei o mesmo com um pouco de água e enxaguei. Eis o resultado:

Retirou aproximadamente 97% da maquiagem, o que é a média dos bons óleos demaquilantes. Notem que restaram apenas uma pequena e fraca mancha de batom e alguns pontos muito pequenos do rímel.

Gostei mais do que este da Etude, que até pouco tempo era o meu preferido? Sim! Em todos os aspectos. Só não sei se a eficácia na removação da maquiagem deste é maior do que o da Etude. Na verdade, tive a impressão de que é menor. Mas como não uso maquiagem… O da Etude eu deixo para usar quando a minha está mais ressecada, e Acnes para quando minha pele está mais oleosa.

Modo de usar: clicar aqui. Particularmente não acho necessário quatro pumps. Consigo remover tudo do meu rosto usando menos produto.

Preço e onde comprar: mandei um e-mail à Ichibankao pedindo o produto e eles me cobraram em torno de R$ 73 contanto com o frete. Sim, saiu bem caro. Até porque é um produto de farmácia no Japão. Em compensação, tudo o que a Ichibankao envia chega em apenas alguns dias (pelo menos para mim) e eles nunca me venderam produtos velhos, danificados etc. Mas se vocês pesquisarem, muito possivelmente irão encontrar por preços bem menores (talvez no Ebay).

Conclusão: excelente óleo de limpeza – “fresco” – para quem tem pele mais oleosa do que seca.

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“Solução Micelar” ou Óleo Demaquilante?

As “soluções micelares” vendidas aqui não retiram com muita facilidade a maquiagem e protetores solares muito resistentes à água. Já fiz vários testes com várias das nossas “soluções micelares” (de marcas como La Roche Posay, por exemplo) e o resultados foram bastante ruins para a referida finalidade.

Já os óleos demaquilantes, claramente retiram com mais facilidade itens muito reisistentes à água do que as “soluções micelares” disponíveis no nosso mercado.

Mas não são todas as pessoas do mundo que se adaptam perfeitamente aos óleos demaquilantes. Algumas pessoas reclamam de que vários causam ardência na área dos óleos.

Para quem não gosta de óleos de limpeza mas por outro lado precisa de algo mais potente para remover cosméticos muito hidrofóbicos, a alternativa – talvez -seja as “soluções micelares” japonesas que, em geral, são muito diferentes das nossas. Em um país onde a maioria das mulheres usa “maquiagem completa” diariamente e que aparecer em público sem maquiagem é até algo mal visto, demaquilantes potentes realmente são uma necessidade. É por isso que o Japão acaba se destacando nesta área.

Qual é o “segredo” para a superioridade de muitas “soluções micelares” japonesas? Ao contrário de muitas das “soluções micelares” vendidas aqui, que costumam ser majoritariamente compostas por ingredientes que têm apenas afinidade com a água, as “soluções micelares” japonesas muitas vezes também contêm ingredientes que têm afinidade com óleos; podendo resultar em uma remoção mais eficiente de cosméticos altamente hidrofóbicos. Porém com uma sensação mais leve durante o uso. De água mesmo.

Algumas sugestões:

De acordo com a Kao, este tipo de demaquilante desenvolvido pela empresa é até mais potente do que os óleos, porém proporciona uma “sensação aquosa”, como já explicado. A empresa conta como chegou a este tipo de fórmula (caso necessário, cliquem na imagem para melhor visualização):

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Crédito da imagem: http://www.kao.com

O demaquilante da Kao diponível no mercado que tem tal tecnologia é o Bioré Mild Cleansing Liquid.

Crédito da imagem: http://www.kao.com

É bem barato e pode ser comprado, por exemplo, na Adam Beauty.

Outro demaquilante similar da Kao é o Sofina Jenne Liquid Makeup Remover.

Crédito da imagem: http://www.sofina.com/jp

Pode ser comprado, por exemplo, na Ichibankao.

Mais uma sugestão é o Bifesta Cleansing Liquid (Mandom Beauty)

Crédito da imagem: http://www.bifesta.jp/

Aliás, o Stash resenhou um demaquilante desta marca.

P.s: fórmulas e/ou modo de usar dos produtos mostrados vocês encontram no site da Ratzilla. Vale lembrar que os demaquilantes apresentados precisam ser enxaguados.

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Pele Sensível e a Linha Shiseido 2e

Antes de entrar em detalhes sobre a linha Shiseido 2e, que tem um marketing voltado a quem tem pele sensível e/ou propensa a reações alérgicas, é importante esclarecer o que seria considerado “pele sensível”.

Não existe uma definição clara do que seria pele sensível (problema também chamado de “sensitive skin syndrome”). É que a pele sensível costuma ser auto-diagnosticada após a sensação de sintomas subjetivos. Por exemplo: a pessoa pode sentir uma sensação de ardência ao aplicar um hidratante, mas sem que isso se manifeste com sinais visíveis clássicos de irritação, como alergia de contato, fotodermatite etc. Usando as palavras mais simples possíveis, é um problema subjetivo e invisível. Pode-se sentir um desconforto ao aplicar o cosmético (pinicação, coceira, ardência…) sem que apareça qualquer sinal visível representado por “vermelhidão”, pústulas, descamação, entre outros.

‘People complaining of “sensitive skin” often used to be written off as hysterics complaining of what we would call “dermatological non-disease”,’ says Dr Nick Lowe, consultant dermatologist at the Cranley Clinic in London.

‘But now we know that people who have sensitive skin syndrome do actually release more neuro-active chemicals into the ­dermis [the deeper layers of the skin], and that is what triggers the burning and ­itching sensations when they use a ­product that reacts badly with their skin.’

Read more: http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1354257/Half-suffer-sensitive-skin–natural-products-blamed–calm-down.html#ixzz1xznjv6CQ

Ilustro o assunto relatando minha história pessoal: nunca um cosmético causou alergia em mim. Mas uns 80% deles causam um desconforto (ardência) durante a aplicação. Isso não é considerado alergia. Mas incomoda, por isso julgo a minha pele como sensível. Com o tempo, depois de tanta tentativa e erro (é praticamente o único jeito de descobrir o que irrita a pele de fulano ou não) e por eliminação, consegui descobrir vários ingredientes que causam esta sensação na minha pele – e que podem não causar nada desagradável em você. São eles: ácido glicólico, benzophenone-3 em alta concentração, Aloe em alta concentração, sodium lauyryl sulfate, sodium laureth sulfate, triclosan em alta concentração (mais que 0.5%, o que felizmente é raro), bisabolol. Curiosamente, muitos desses ingredientes, como bisabolol e aloe, costumam ser usados para “acalmar” a pele! Não é sem motivo que medicina, biologia, não é considerada ciência exata… Já ingredientes potencialmente causadores de alergias, como fragrância, não costumam causar nenhum problema em mim!  Usei produtos ricos em álcool, conservantes e fragrância que não causaram nenhum problema. Exemplos: Clinique Clarifying Lotion 3, Nivea Q10 Plus Anti-Wrinkle Gel-Serum… Por outro lado, já usei produtos que teoricamente seriam perfeitos para pele sensível, por não terem nenhum ingrediente conhecido como potencialmente causadore de alergia, que causaram uma ardência horrível. Exemplos: Cetaphil Loção de Limpeza, Effaclar H Hidratante Compensador Suavizante, Cerave Facial Moisturizing Lotion PM, Clinique Super Rescue Antioxidant Night Moisturizer, entre muitos outros.

O que é interessante é que nenhum hidratante – o que costuma ser o item mais “problemático” para a minha pele – de marca japonesa causou qualquer sensação de ardência até hoje (coreana já teve uma que sim, infelizmente). E olha que já usei dezenas. Desconfio o motivo: marcas ocidentais costumam focar mais em teste de contato com seus produtos. Testes de contato costumam ser úteis para verificar alergias, mas praticamente inúteis para verificar as sensações subjetivas relatadas por quem tem a dita pele sensível. Se o teste de contato para a substância X causar alguma alteração visível na pele, o médico que o realizou pode concluir que você é alérgico a substância X. Mas não pode afirmar, por exemplo, que você não sentiu ardência na área em que foi aplicada a substância Y, mesmo que nenhuma alteração visível tenha sido verificada. E o que acho que explica o fato de os hidratantes japoneses não causarem ardência em mim – pelo menos não os que testei até o momento – é outro teste que muitas empresas japonesas alegam fazer, além do clássico teste de contato: “sting test”. “Teste de ardência”, em tradução minha e não literal. O sting test foi desenvolvido pelo dermatologista que mais contribuiu para o desenvolvimento da indústria cosmética, Dr. Albert Kligman (1916-2010), um dermatologista americano, justamente para tentar avaliar a reação subjetiva de ardência causada por cosméticos.

A Dra. Zoe Draelos, outra dermatologista americana que vem contribuindo muito para o desenvolvimento da indústria cosmética, tem 10 dicas excelentes a quem tem pele sensível e/ou propensa a alergias:

1 – Escolher produtos em pó quando possível.

Produtos em pó não costumam conter água, reduzindo ou até eliminando a necessidade de conservantes que podem causar problemas.

2 – Evitar cosméticos à prova d’água.

Cosméticos que não são à prova d’água podem ser removidos com maior facilidade, evitando agressões à pele.

3 – Jogar fora cosméticos velhos.

Nem preciso comentar…

4 – Optar por delineador e rímel preto.

Alguns dermatologistas “sentem” que corantes pretos causam menos reações alérgicas do que os coloridos.

5 – Usar delineador em lápis no lugar de líquido.

Deliniadores em lápis são menos propensos a causar reações alérgicas porque costumam conter menos conservantes ou até não conter. Além disso, deliniadores líquidos podem conter látex, que sensibiliza a pele de algumas pessoas.

6 – Preferir sombras claras e de cores terrosas.

Por conterem menos pigmentos, imagina-se que sombras menos pigmentadas, menos coloridas, causam menos reações alérgicas do que sombras mais intensas.

7 – Usar protetores solares somente com “filtros físicos”.

8 – Usar produtos que não contenham mais que 10 ingredientes.

Matemática: se você usar um produto com 50 ingredientes, a probabilidade de encontrar um ou mais ingredientes é maior do que se você usar um contendo 10 ingredientes. Evidentemente, não é interessante o produto conter apenas um ingrediente e este ingrediente ser acetona, por exemplo. Mas listas de ingredientes menores tendem a ser mais interessantes a quem tem pele sensível, sim.

9 – Evitar esmaltes.

10 – Procurar por bases que sejam à base de silicones. 

Quem prefere bases líquidas, as que são à base de silicones são mais indicadas do que as que são à base de óleos e ceras naturais, uma vez que silicones são ingredientes inertes; logo, tendem a causar menos reações alérgicas.

Ok., agora sim posso comentar especificamente sobre a linha 2e, da Shiseido.

A linha 2e é uma linha toda especialmente formulada para quem tem pele sensível e/ou propensa a reações alérgicas. Algumas das adaptações feitas pela linha 2e para evitar o menor risco possível de irritações e/ou reações alérgicas:

- Os produtos são feitos sob critérios mais rígidos do que a legislação exige (que já são bastante altos). Na esquerda, há petrolato que costuma ser usado pela indústria farmacêutica e cosmética; na direita, há o petrolato usado pela Shiseido, que passa por ainda mais processos de purificação:

Crédito da imagem: http://group.shiseido.com

- Os cosméticos para pele sensível, o que é o caso da linha 2e, são feitos em uma atmosfera purificada por filtros potentes, para evitar qualquer contaminação externa, criando um ambiente muito mais “puro” do que o exigido pela legislação.

Crédito da imagem: http://group.shiseido.com

- A Shiseido alega usar padrões de qualidade internacionais, como o Good Manufacturing Practices set forth e o ISO (International Organization for Standardization) não para aplicar apenas o que eles exigem: mas para aplicar padrões de qualidade superiores aos exigidos por estes padrões.

- Cada produto tem a menor quantidade de ingredientes possível. Nada daquelas listas com aproximados 30, 50, 60 ingredientes, como é comum nos cosméticos, por exemplo, da Paula Begoun.

- Tudo é livre de fragrância e corantes.

- Exceto um produto, tudo é levemente ácido, para ser neutro em relação ao pH do manto hidrolipídico da pele saudável, que também é levemente ácido (em torno de 5.5).

- Os limpadores não contém detergentes potencialmente irritantes, como sodium lauryl sulfate ou sodium laureth sulfate.

A linha é divida em três grupos:

Limpeza: xampu (resenhado por mim aqui), “sabonete líquido” para a face e corpo, demaquilante em gel e mousse de limpeza para o rosto;

Hidratação: loção, emulsão, creme, serum para banheira (um líquido que se coloca na água da banheira para ajudar a combater o ressecamento da pele), água termal em spray – comentada aqui;

Proteção: protetor solar FPS 50+ PA+++ e protetor solar FPS 45 PA+++ 100% físico.

Os preços são honestos (cada produto custa por volta de R$ 50 e suas respectivas embalagens costumam ser bem grandes) e, como de praxe em se tratando de marcas japonesas, a Shiseido vende kits com miniaturas para quem quiser testar antes, como este:

Crédito da imagem: http://2e.shiseido.co.jp

Para finalizar, saibam que a Shiseido também tem a linha 2e Baby Plus, que é voltada a bebês, lógico.

Referências e leitura recomendada:

http://95.211.45.61/images2/sensitive.skin.pdf

http://www.cosmeticsandtoiletries.com/research/biology/33605039.html?page=1

http://journal.scconline.org/pdf/cc1980/cc031n04/p00213-p00218.pdf

Chanel: Uma Marca Praticamente Asiática

Não sei se vocês já parceberam, mas muitos produtos da Chanel têm fórmulas tipicamentes asiáticas/japonesas. O exemplo clássico é o protetor solar deles, que talvez tenha até tenha sido desenvolvido no Japão, uma vez que por muitos anos podia ser encontrado somente praticamente lá: UV Essentiel Multi-Protection Daily UV Care SPF 50 (PA+++):

Crédito da imagem: http://www.chanel.com

É tudo tipicamente japonês neste protetor solar: grande quantidade de óxido de zinco, textura muito fluida, secagem rápida, ingrediente prometendo clarear a pele (extrato de licorice), sensação não oleosa, embalagem minúscula (protetores solares tipicamente japoneses são muito caros aos fabricantes, por isso as embalagens costumam ser bem pequenas).

Não é matificante, por exemplo, como o Biore UV Perfect Milk SPF 50+ PA +++ (até porque não é todo mundo que quer tanta matificação), mas tem textura bastante decente, o que é raro entre protetores solares não japoneses.

Mais produtos da Chanel com fórmulas tipicamente japonesas:

Sublimage Essential Comfort Cleanser

Crédito da imagem: http://www.chanel.com

Este óleo em gel demaquilante é praticamente idêntico ao Sofina Cleanse Make Clear Oil Gel.

Le Coton

Crédito da imagem: http://www.chanel.com

Algodão extremamente caro foi invenção japonesa. A japonesa Clé de Peau lançou o dela. Mais tarde, a Chanel também.

Le Blanc Fresh Brightening Foam Cleanser

Crédito da imagem: http://www.chanel.com

Uma espécie de pasta, que com pouca quantidade consegue-se fazer uma espuma abundante e densa na palma da mão. Quem já usou uma espuma de limpeza tipicamente asiática, imagina como esta seja.

Ingrediente derivado de ácido tranexâmico

Na Ásia, um ingrediente relativamente comum visando clarear manchas é o ácido tranexâmico. Na Coreia do Sul e no Japão usa-se ácido tranexâmico tanto na forma tópica quanto na oral com o objetivo de uniformizar o tom da pele. O que a Chanel, em seu laboratório que fica no Japão, fez foi desenvolver uma derivado de ácido tranexâmico exclusivo (o que não significa, necessariamente, melhor): Tranexamic Acid Cetyl Ester. Até o principal responsável pelo desenvolvimento deste ingrediente é japonês:

Crédito da imagem: http://thestar.com.my/

No blog FutureDerm há uma resenha interessante sobre este ingrediente, clicar aqui.

Chanel CC Cream SPF 30/PA+++

Crédito da imagem: http://www.chanel.com

O termo “CC Cream” foi criado pelos asiáticos, provavelmente pelos sul-coreanos. Mas a Chanel, francesa, já está usando. Como comentei aqui, o CC Cream da Chanel – por enquanto – é encontrado apenas na China (mainland). Os chineses adoram Chanel, chegam a aguentar filas para comprar os produtos da marca…

Claro que o termo “CC Cream” é apenas uma bobagem de marketing, uma vez que nada mais é um hidratante com cor, coisa que “sempre” existiu. Mas não vem ao caso comentar sobre isso no momento.

Vale lembrar que muitos produtos da Chanel também são encontrados no Brasil.

Dica Rápida para Remover Protetores Solares Japoneses: Natura Banho de Gato Lenços Umedecidos

Imagem retirada do site http://www. http://petmag.uol.com.br/

Crédito da imagem: www.http://scf.natura.net/

Pessoalmente não gosto da maioria dos produtos da Natura. Não vejo nada de errado com eles, mas:

1 – Acho a maioria das fórmulas “insossas” e pouco inovadoras (isso é mais culpa da burocracia estatal do que da empresa, eu sei);

2 – Não costumo gostar dos perfumes que a marca usa nos produtos.

De qualquer modo, a marca me enviou de presente algumas coisas para eu experimentar… Agradeço à Natura, mas infelizmente, continuo não gostando da maioria das coisas (uma das coisas que me enviaram foi um sabonete “de orquídea” – quem desenvolveu a fragrância do sabonete na versão orquídea talvez nunca tenha sentido cheiro de orquídea na vida).

Mas como há exceções, um dos produdos que vieram eu adorei – mesmo! Trata-se do Banho de Gato Lenços Umedecidos. É tudo legal no produto: a embalagem; o perfume; a textura… tudo!

Já experimentei muitos lenços umedecidos (Johnson & Johnson, Huggies Turma da Mônica…), mas até agora este foi o único do qual gostei. Motivos:

1 – O único que não deixou minha pele pegajosa;

2 – O único que realmente achei macio;

3 – O único que não irritou;

4 – O único que achei que limpou bem;

5 – O único que senti ter deixado minha pele hidratada por umas boas horas.

Por conter substâncias oleosas e alguns óleos vegetais, também pode ser usado para remover os protetores solares japoneses muito resistes.  Além disso, o perfume é excelente (não é de bebê, seria “cheiro de limpeza”). A Natura alega que também pode ser usado para limpar os lábios (deve ser bom para as gurias removerem batom!).

Detalhes (inclusive ingredientes).

“Decifrando” a fórmula:

Aqua (água): solvente;

Glycerin (glicerina): hidratante natural, o melhor umectante que se conhece, é padrão ouro em se tratando de umectantes;

Caprylic/Capric Triglyceride: líquido oleoso derivado do coco. Não tende a deixar sensação muito oleosa, tem uma excelente “cosmética”. Forma um filme na pele, prevenindo que a mesma desidrate. Por ser oleoso, é o principal ingrediente que irá remover a oleosidade natural da pele, protetores solares muito resistentes e maquiagem;

Elaeis guineensis Oil: óleo de palma. Também vai ajudar a retirar protetor solar muito resistente e maquiagem;

Potassium Cetyl Phosphate: emulsificante. É o que permite que os óleos e a água se misturem. Também ajuda a remover sujeira da pele;

Phenoxyethanol: conservante. Algo extremamente importante, caso você não queira colocar a sua saúde e a das crianças em risco. Phenoxyethanol é permitido pelo FDA até para que seja usadopara conservar alimentos. Portanto, tem um perfil de segurança muito grande;

Passiflora edulis seed oil: óleo de maracujá. Mesma função do óleo de palma;

Tocopheryl Acetate: derivado de vitamina E. Serve para ajudar a preservar a fase oleosa da fórmula;

Parfum: perfume.

Acrylates/C10-30 Alkyl Acrylate Crosspolymer: polímero moderno que serve para aumentar a viscosidade (“engrossar”) a fórmula, entre outras coisas;

Disodium EDTA: aumenta a eficiência dos conservantes;

Polyglyceryl-3 Caprylate: ingrediente derivado de vegetais que ajuda a emulsionar e tem propriedades e antimicrobianas, o que ajuda a conservar a fórmula e oferece propriedades desodorantes. É um ingrediente muito moderno e interessante.

The new intelligent deodorant active: polyglyceryl-3 caprylate.

Potassium Sorbate: preservativo também muito usado para conservar alimentos (e o FDA permite o uso com esta finalidade);

Sodium Hydroxide (hidróxido de sódio): para “balancear” o pH da fórmula;

TBHQ: derivado de hidroquinina. Também é permitido pelo FDA para a conservação de alimentos;

Citric Acid (ácido cítrico): mesma função do hidróxido de sódio.

Conclusão: notem que todos os conservantes usados também podem ser usados em alimentos, por isso que o produto pode ser usado tranquilamente para limpar os lábios. Uma excelente fórmula para limpar a pele de modo efetivo e suave, desenvolvida por um químico atualizado e inteligente.

Referências: www.cosmeticsinfo.org 

P.s: no Double Cleansing, você usará o produto no passo 1.

Laneige Deep Cleansing Oil Moisture

Laneige é mais uma marca da  sul coreana Amore Pacific. Embora a Laneige não despreze os hábitos culturais do asiáticos  - e por isso tem linhas muito extensas, diversos produtos voltados aos homens etc. – ela tem uma “estética” (palavra da moda, eu sei. Desculpem. rs) bastante ocidental. A começar a pelo nome, que vem do francês (tradução: a neve). Alguns produtos da Laneige são extremamente populares no mundo, mesmo nos países onde a marca não é vendida oficialmente.

O produto da Laneige sobre o qual vou comentar hoje é o Laneige Deep Cleansing Oil Moisture, um óleo de limpeza para pele seca.

Embalagem: a embalagem regular é esta que está na foto.

Crédito da imagem: http://www.laneige.com

Mas o que ganhei foi uma generosa amostra de 25 ml, com conteúdo que dará para ser usado mais ou menos 15 vezes:

(Pelos meus cálculos, o conteúdo da embalagem regular – de 175 ml – dará para ser usado por aproximadamente 105 vezes).

Alegações: ler aqui.

Textura: óleo em gel (mas não muito denso, seria mais uma textura de serum). Espalha bem (quem acompanha o blog sabe que considero isso extremamente importante).

Perfume: frutal. É muito bom, mas infelizmente está presente em uma quantidade muito maior do que pessoalmente gostaria. É perfumado mesmo (o que não me agrada)! Alguém já usou a linha Force C, da Helena Rubinstein (acho que não existe mais)? Tem praticamente o mesmo cheiro!

Ingredientes: até encontrei supostas listas de ingredientes fornecidas por alguns sites espalhados “pelo Google”. Mas a política do blog é mostrar apenas listas de ingredientes que sejam fornecidas por fontes oficiais. Repugno “informações” que não sejam acuradas, portanto não postarei aqui os ingredientes quando eles não vierem de uma fonte oficial. Porque pode conter algum erro. Mas mandei um e-mail à Laneige. Atualizo este post assim que eles me responderem.

Idiomas: até onde sei, todas as embalagens da Laneige vêm com informações em vários idiomas, inclusive o inglês.

Modo de usar: o próprio site da marca explica. Clicar aqui.

Resultado e opinião pessoal: primeiramente, lembrem-se de que é um óleo de limpeza para pele seca. Muitos óleos de limpeza tendem a ressecar a pele. Este não. Por ser para pele seca, o produto não é facilmente emulsionado, deixando uma boa quanntidade de óleo na pele após o enxágue. (O próprio fabricante avisa que o óleo fica “retido” na pele após o enxágue). Este resíduo de óleo que permanece após o enxágue serve para prevenir que o limpador do passo 2 no double cleansing (geralmente algo espumante e que remove parte da oleosidade) resseque a pele.

“Sujei” a palma da mão com uma grossa camada de itens de maquiagem e protetor solar muito resistentes à água:

Se vocês olharem com bastante atenção, irão notar que restou uma quantidade relavante de resíduos após o uso:

Não posso dizer que não é eficiente (até porque o passo 2 do double cleansing irá retirar os resíduos), mas com certeza não é o óleo de limpeza mais eficiente que já testei!

A parte boa é que deixou a pele bastante macia, mas para retirar maquiagem e protetor solar muito resistentes, achei mais ou menos.

Também achei que o óleo de limpeza da Etude House, mais barato e também fabricado pela Amore Pacific, é muito mais eficiente.

Preço: aproximadamente US$ 30.

Onde comprar: nas lojas oficiais que a marca tem sites como o Gmarket ou, por exemplo, na Sasa.

Conclusão: quem tem pele seca e não está usando maquiagem extremamente pesada, provavelmente vai gostar. Caso contrário, acho improvável que vire fã do produto.

Vale lembrar que a Laneige tem dezenas de limpadores, inclusive uma  de óleo de limpeza versão para pele normal a oleosa (essa está extremamente bem cotada).

P.s: recentemente o logotipo da Laneige mudou (há até um aviso no site). O “i” perdeu o acento. Por isso que escrevi sem o acento, mesmo que muitas embalagens ainda venham com o acento.