Arquivo do mês: agosto 2012

Um Breve Panorama do Que Existe no Japão para Clarear Manchas – Parte I

Apesar de eu já ter publicado muitos artigos sobre o assunto, muitos ainda me enviam perguntas sobre o que os japoneses usam para clarear as manchas.

Resposta curta: nada muito diferente do que os brasileiros usam, uma vez que, como já comentei em artigos anteriores, quase todos os ingredientes clareadores existentes no mundo foram desenvolvidos ou descobertos pelos japoneses. Portanto, ao comprar um cosmético brasileiro, europeu ou americano, existe uma enorme chance de que este cosmético contenha algum ingrediente desenvolvido no Japão. Em se tratando do assunto, o que existe de “especial” no Japão em relação ao ocidente é uma variedade muito, mas muito mesmo, maior de produtos.

Sobre as manchas (hiperpigmentações), vale esclarecer que há vários mecanismos envolvidos na formação das mesmas. Cada mancha pode ter uma causa diferente e, consequentemente, necessitar de um tratamento também diferente. Esse é dos motivos pelos quais é muito importante que você procure o seu médico antes de usar qualquer produto. Mesmo que seja apenas um cosmético, na minha opinião.

Ainda há muita coisa para descobrir-se sobre a formação das manchas. Ainda não se sabe exatamente tudo sobre como e por que elas surgem. Mas, resumindo muito, acredita-se que elas surjam em virtude de uma irregular e localizada “super produção” de melanina pelos melanócitos na camada basal da epiderme ou pela retenção de melanina na epiderme devido a uma troca celular aberrante na epiderme ou ambos os casos. (1)

Já a produção de melanina também é bastante complexa e ainda não compreendida exatamente, em todos os detalhes. Mas é explicada pela presença da enzima tirosinase. Este “desenho” mostra bem, em parte, como ocorre a produção de melanina e o envolvimento da tirosinase na mesma:

A forma mais efetiva e rápida de clarear a pele consiste em bloquear a síntese de melanina. (2)

E para bloquear (ou melhor: tentar bloquear) a síntese de melanina, há várias estratégias possíveis: inibição da atividade catalítica da tirosinase, inibição da glicosilação da tirosinase, inibição de mediadores pró-inflamatórios desencadeados pela exposição aos raios UVB etc. etc. etc. (Obviamente, este blog não é o local adequado para entrar em detalhes sobre o assunto; logonão farei isso aqui, mas quem se interessar, basta pesquisar).

Resumindo, aqui estão os principais ingredientes usados pela indústria cosmética japonesa para clarear a pele e os diferentes mecanismos pelos quais eles atuam. Cliquem na imagem para aumentar:

Fonte: 
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2920561/

Como vocês observaram, embora o objetivo final seja o mesmo, há diversos ingredientes que funcionam por “vias” diferentes. Uma coisa que os médicos costumam dizer é que quando há muitos tratamentos para um mesmo problema é porque – geralmente – nenhum é realmente eficaz. Nesse caso, não é diferente. Não existe cura para melasma e dificilmente, para não dizer que é impossível, um cosmético irá apagar totalmente uma mancha antiga. Pode diminuir um pouco o tamanho e proporcionar um leve clareamento – se usado com muita disciplina e evitando exposição da pele aos raios UV. Fazer com que a mancha suma, porém, eu realmente não esperaria.

Mesmo que houvesse um ingrediente capaz de fazer isto, provavelmente não poderia ser usado em cosméticos, em razão de que, por motivos legais, cosméticos têm uma ação bastante limitada.

Ainda assim, há estratégia da indústria cosmética japonesa vem sendo usar vários ingredientes que atuam por mecanismos diferentes em um só produto ou em alguns produtos de uma mesma linha. Ou ainda usar um único ingrediente que atue por mais de um mecanismo. Ou tudo isso que foi citado “ao mesmo tempo”. rs Acredita-se que assim o resultado possa ser melhor. O produto X, por exemplo, pode conter arbutin e derivado de vitamina C; assim poderia clarear a pele pela inibição da atividade da enzima tirosinase por meio de duas formas: inibição competiva da mesma e ação antioxidante.

A parte II é a que as pessoas costumam gostar, mostrando produtos que alegam funcionar desta ou daquela forma e relatando minha experiência pessoal com o assunto. Aguardem!

P.s: não esqueçam de que no Japão há uma categoria – não existente no ocidente – chamada de “Quasi-drug”. Expliquei o significado deste termo aqui. A maioria dos ingredientes que serão mostrados amanhã, sã0 – ou seriam – considerados cosméticos no ocidente. Já no Japão são “Quasi-drugs”.

(1) Quasi-Drugs Developed in Japan for the Prevention or Treatment of Hyperpigmentary Disorders.(Int J Mol Sci. 2010; 11(6): 2566–2575.).

(2) 
http://www.dermage.com.br/dermage/paginas/belides-artigo.pdf

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Alguns Hidratantes Refrescantes

Ainda nem chegou o verão, mas acima de 15°C já estou querendo entrar em uma piscima com gelo. :P

E como em muitas regiões do Brasil faz um grande calor seja lá qual for a estação, decidi selecionar alguns hidratantes refrescantes.

Os primeiros são da Beyond, marca da sul-coreana LG (sim, a mesma que também faz eletrônicos).

Estou dando destaque aos hidratantes da Beyond principalmente pelo seguinte motivo: perfumes deleciosos. São perfumes suaves, de muito bom gosto e “naturais”, porém marcantes. Costumam ter “cheiro de banho” e proporcionar uma sensação agradável. Não posso dizer que todos são assim, já que ainda não testei nem 10% de tudo o que a marca tem, mas o que testei até o momento realmente me agradou em relação ao pefume.

Refresh Body Serum - 리프레시 바디 세럼

Crédito da imagem: http://www.beyond.co.kr

Este hidratante, bem leve (não é o que compraria se tivesse pele seca) e refrescante, é um fluido tixotrópico. Quem é da área de Química, Física e Farmácia deve conhecer o significado do termo, mas traduzindo e simplificando ao extremo para quem não é, tixotropia “seria a capacidade de um gel se liquefazer à medida que lhe aplicamos uma determinada quantidade de calor ou uma força mecânica“. Ou seja, este produto inicialmente é um serum relativamente viscoso, mas enquanto você aplica, ele “se desmancha”, facilitando o espalhamento e proporcionando uma sensação refrescante.

Aloe Soothing Body Gel - 알로에 수딩 바디젤

Crédito da imagem: http://www.beyond.co.kr

Muita gente ama Aloe vera, né? rs Este gel contém 90% de  extrato de Aloe Vera. Além de extrato de chá verde, glicerina, derivado de ácido hialurônico e outras ingredientes que ajudam a hidratar e refrescar a pele.

Beauty House Cactus Moisture Pack - 뷰티 하우스 선인장 모이스춰 팩

Crédito da imagem: http://www.beyond.co.kr

Este produto é uma espécie de máscara hidratante para o rosto (é um pack e já expliquei o conceito de packs em artigos anteriores).

Aplica-se sobre a pele limpa e aguarda-se entre 10 e 15 minutos. Após esse período, enxágua-se. O fabricante sugere mantê-lo em geladeira, significando que é um produto excelente para “aplicações refrescantes” no verão. Não sei quanto a vocês, mas no verão não é comum a minha pele ficar muito vermelha. Em virtude do calor (e não por queimadura de sol, calor mesmo). Só um gel com textura refrescante consegue “acalmar” o vermelhidão da minha pele causado pelo calor.

E a última sugestão não é da Beyond, e sim da Happy Bath.

Aqua Soothing Body Lotion - 내추럴 24 아쿠아 수딩 바디 로션

Crédito da imagem: http://www.happybath.co.kr/

Esta loção hidratante, como vocês estão vendo no rótulo,é à base de aloe, laranja e verbena, também para proporcionar uma sensação agradavelmente refrescante.

Onde comprar os produtos citados: podem ser encontrados, por exemplo, em lojas virtuais sul-coreanas que tenham conta no Ebay. Se algum produto não estiver disponível, pode-se tentar comprá-lo pedindo ao vendedor. Aqui no Brasil, provavelmente podem ser encomendados com a Vania. E claro, também podem ser comprados no Gmarket (para quem consegue comprar pelo Gmarket, já que pode ser bem complicado para quem não é coreano).

Preços: Beyond custa mais ou menos o que Natura custa aqui. Talvez até menos. E Happy Bath é ainda mais em conta.

P.s: coloquei os nomes em coreano ao lado dos nomes em inglês para que vocês possam procurar fotos das texturas. E também no Gmarket. Uma curiosidade é que o Google não é popular na Coreia do Sul (muitos coreanos não gostam, não acham bom e acabam preferindo os buscadores desenvolvidos na Coreia do Sul). Os sites de busca populares na Coreia do Sul são o Naver e o Daum. Portanto, eu usaria esses dois sites para procurar as fotos dos produtos.

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Sugestões Para Quem Pode Gastar Muito

Meu artigo de hoje é com sugestões de produtos bastante caros, para quem pode pagar por eles (a título de curiosidade: infelizmente ainda não é o meu caso).

Primeiramente, alguns esclarecimentos:

1 – Cosmético não é como carro, em que quanto mais caro melhor costuma ser. Em se tratando de cosméticos, há fórmulas excelentes que custam muito pouco e há fórmulas ruins que custam muito;

2 – Se vocês observarem, muitas vezes um produto caro tem fórmula praticamente idêntica a um produto barato e ambos são produzidos pelo mesmo fabricante. Existe até um nome para isto: “drugstore double”. Tratei do assunto em mais detalhes aqui;

3 – Já experimentei quase tudo que existe no mundo, de Avon a La Prairie, e posso dizer que, do ponto de vista pessoal, o resultado de nenhum produto muito caro tenha me impressionando em relação a um mais em conta;

4 – Há algumas coisas que quando são mais caras realmente costumam ser melhores, como, por exemplo, pós de maquiagem. Para produzir um bom pó de maquiagem são necessários equipamentos “especiais”, mais sofisticados e caros. Isso é repassado ao consumidor. Portanto, um pó de R$ 120 pode ser muito melhor que um pó de R$ 20. Não significando, no entanto, que um pó de R$ 300 vai ser, necessariamente, melhor que um pó de R$ 120. Porque há um limite. A partir de um certo preço, há mais marketing do que benefício real;

5 – Não há nenhum estudo, nenhuma evidência científica, mostrando que cosméticos muito caros funcionam, necessariamente, melhor que cosméticos baratos. Até porque muitas vezes os ingredientes usados tanto em um cosmético barato quanto em um muito caro são praticamente os mesmos, como já comentado;

6 – Tenho medo de artigos assim porque praticamente não há educação financeira neste país. De acordo com especialistas no assunto, os currículos do Ensino Fundamental e Médio das escolas brasileiras costumam ser dominados por assuntos inúteis aos estudantes destas “fases”. Sendo assim, assuntos importantes – como educação financeira (que até poderia ser tratado em uma aula de matemática) – costumam ser deixados de lado;

Não me preocuparia em fazer este tipo de observação em um blog de cosméticos se eu estivesse, por exemplo, em Singapura, país onde desde criança já se aprende aplicar em investimentos e nas paredes das escolas infantis constam biografias de empresários e mais de 10% da população tem mais de um milhão de dólares americanos aplicados em investimentos. Mas escrevendo a brasileiros, é necessário, sim.

Além do fato de quase não existir educação financeira no país, pelo menos de acordo com a minha percepção pessoal, existe uma espécie de “guerra de classes” no Brasil (não só no Brasil, em países emergentes de um modo geral). De acordo com a minha percepção pessoal, para uma pessoa ser bem tratada em uma loja brasileira, ela tem de parecer rica (não, necessariamente, ser rica). Portanto, muitas brasileiras (no feminino mesmo), talvez até com problemas de auto-estima, acabam comprando o que não podem comprar, para manter as aparências. O resultado é que não conseguem nem uma coisa nem outra: nem manter as aparências por muito tempo, já que acabam criando muitas dívidas e o crédito vai mingunado; e também não conseguem enriquecer, uma vez que, claro, só enriquece quem gasta menos do que ganha.

Como li hoje no Twitter de um professor da FVG, “(@quebreabanca), “você tem que ser do tamanho do seu dinheiro”. Logo, se você é, por exemplo, é um universitário recém-formado, minha sugestão é comprar produtos que caibam no “bolso” de um universitário recém-formado típico. Até porque, como mostrei anteriormente, sua pele não terá nenhum prejuízo por isto. Não é porque uma pessoa está usando um produto mais caro que, necessariamente, ela está tendo um resultado melhor ou está com uma maquiagem mais bonita do que quem está usando um produto mais em conta. Aliás, conheço várias pessoas ricas (de verdade) que são fiés a vários cosméticos populares. Porque gostam dos resultados.

Esclarecimentos feitos, achei legal sugerir alguns produtos bem caros para quem pode comprá-los. Obviamente, não seria deslumbrado a ponto de sugerir estes produtos simplesmentes porque são caros. Selecionei produtos que, além de serem de marcas asiática (em virtude do tema do meu blog) e caros, têm algum diferencial, algum aspecto realmente interessante.

Clé de Peau UV Protection Cream (SPF 50+ PA+++)

Crédito da imagem: Clé de Peau/Shiseido.

Como meus leitores já devem saber, Clé de Peau é uma marca da Shiseido.

Por que comprar este protetor? Ler resenha aqui.

Há duas versões, a vendida nos Estados Unidos e a vendida no Japão. Como você já vai pagar caro mesmo, sugiro ir direto para a japonesa. Minha sugestão é em virtude de que nos Estados Unidos ainda são aprovados poucos filtros solares; portanto não é incomum encontrar protetores americanos com texturas ruins e oferecendo baixa proteção contra os UV-A.

E se é para você aplicar pouco produto por “pena de gastar”, é melhor nem comprá-lo, uma vez que todo protetor solar precisa ser aplicado generosamente para que o FPS declarado no rótulo seja atingido.

Onde comprar a versão japonesa: na Adam Beauty, por exemplo.

Tanto a versão japonesa quanto a americana custam por volta de US$100.00.

Crédito da imagem: Shiseido/Clé de Peau

Já fiz resenha sobre – aqui.

Não resisti a esta espuma e até eu, que não sou rico, acabei comprando! hehe Tem algo muito especial no produto: minha pele fica imediatamente mais luminosa e bonita. Atribuo isso a dois motivos: a um filme hidratante que o produto deixa sobre minha pele e alguns pigmentos, que talvez permaneçam após o enxágue. Mas não são “simples pigmentos”. São pigmentos que, aparentemente, foram cuidadosamente selecionados para realmente deixar a pele o mais bonita possível.

Nos Estados Unidos custa por volta de US$70.00.

Kanebo Sensai Premier the Eye Cream

Crédito da imagem: http://www.neimanmarcus.com/

O primeiro ingrediente de quase todo o creme é água. No caso deste, porém, é a glicerina (que é pouca coisa mais cara que a água, mas não vem ao caso). Isso significa que este creme para a área dos olhos provavelmente deixa a pele intensamente hidratada!

Nos Estados Unidos custa em torno de US$320.00.

Amore Pacific Time Response Intensive Skin Renewal Ampoule

Crédito da imagem: http://us.amorepacific-cosmetics.com

Estas ampola da Amore Pacific é para ser usada durante uma semana e é extremamente concentrada em extratos de chá verde, ginseng (já comentei que há estudos interessantes sobre ambos os extratos), outros ingredientes antioxidantes, hidratantes e papaína, que pode ajudar a esfoliar levemente a pele.

Também conta com um “sistema de liberação” desenvolvido em parceria com Harvard, já comentei brevemente sobre o assunto aqui.

Sulwhasoo Concentrated Ginseng Cream

Crédito da imagem: http://us.sulwhasoo.com

Todo mundo que conheço e que tenha usado este creme comenta que sua textura é uma delícia (rica, mais adequada a pele normal a seca). Além disso, tem cheiro herbal. E eu adoro produtos com cheiro de ervas!

Uma resenha:

Nos Estados Unidos custa por volta de US$ 220.00.

Sulwhasoo Renodigm Dual Cream

Crédito da imagem: http://www.sulwhasoo.com/

Eu já vi a fórmula deste produto e achei excelente. Mas se eu tivesse muito dinheiro eu compraria, também, pelo design (o produto tem uma tampa interna que não deixa o creme entrar totalmente em contato com o ar e dedos; o creme sai por um pequeno furo após a embalagem ser pressionada).

Ainda não é vendido nos Estados Unidos, mas está custando por volta de US$ 500.

Assistam a esta resenha:

Talvez faça uma parte II deste post. Estou tentando (sem sucesso) escrever  artigos menos longos.

P.s: artigo complementar.

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innisfree The green tea seed serum

Fabricante: clicar aqui para detalhes.

Comercial: clicar aqui (com legenda em inglês).

Alegações e embalagem (cliquem nas imagens para aumentá-las):

Créditos das imagens: http://www.innisfree.co.kr/

Como vocês viram, o serum vem em uma prática embalagem com válvula pump (80 ml).

O que ganhei foram amostras, já mostradas aqui. Ganhei mais amostras além das mostradas, portanto deu para testar por bastante tempo.

Textura/aparência: soro não oleoso que espalha bem e praticamente não deixa a pele pegajosa.

Não tirei foto da texrtura porque é muito transparente, necessitando de grande luminosidade para que apareça na foto. Como aqui está muito escuro, mesmo durante o dia, não consegui tal luminosidade. Se o tempo melhorar eu coloco foto aqui. haha Mas lembra muito um soro mesmo. É apenas ligeiramente mais turvo que um soro.

A textura do produto não é “tipicamente siliconada”, como costuma ser a dos serums da Clinique e Lancôme, por exemplo. E sim uma textura mais refrescante, mas aquosa, meio de gel. Lembra bastanta a textura do cultuado Estée Lauder Advanced Night Repair Serum ou o Fresh Black Tea Age-Delay Face Serum. (Até tem silicone, mas é muito pouco).

Perfume: de chá verde, lembrando bastante a colônia americana Green Tea, da Elizabeth Arden. Embora eu não acho que seja forte, pessoalmente preferiria que fosse ainda mais discreto.

Pela minha experiência com cosméticos, imagino que eles não tenham usado uma fragrância muito cara ou sofisticada, até porque a Innisfree é uma marca bem em conta. E fragrância costuma ser o ingrediente mais caro de qualquer cosmético. Mas isso não é ruim para a pele, pelo contrário! Fragrâncias sofisticadas costumam ser extremamente complexas, ter até centenas de componentes, o que pode aumentar as chances de reações alérgicas. A fragrância me lembrou as usadas pela Natura, que não costumam me agradar. Mas não é que eu não tenha gostado da fragrância deste produto – até porque some rapidamente – , apenas não me apaixonei.

Ingredientes: clicar aqui para ver a lista completa.

É um serum com ingredientes ricos em antioxidantes, como extratos de chá verde e uma boa quantidade de biosaccharide gum-1. Comentei sobre esse ingrediente aqui.

Como de praxe em se tratando de produtos de marcas da Amore Pacific, não contém “conservantes tradicionais”, como os parabenos. Sendo uma alternativa a quem apresenta hipersensibilidade aos parabenos ou tem algum motivo religioso, “espiritual”, o que seja, contra os mesmos.

Opinião pessoal/subjetiva: quem acompanha meu blog sabe que estou tendo uma experiência muito boa com os produtos da Innisfree (até o momento só não gostei de uma máscara em gel deles, mas não gosto de máscaras em gel de modo geral. Alguns produtos da Innisfree até superaram minhas expectativas, o que é o caso do serum em questão.

Adorei este serum! É refrescante, hidrata levemente e acalma minha pele sem deixar sensação oleosa. Ótimo para clima quente e úmido. Além disso, deixa a pele bastante luminosa. Mas seria uma “luminosidade natural”, de pele “cuidada”. Como já comentei, lembra o serum citado anteriormente da Estée Lauder.

Mais um ponto alto: não ardeu absolutamente nada. Nada. Às vezes quando eu comento que o produto X não ardeu minha pele, na verdade, quero dizer que ele praticamente não ardeu (como escrevi aqui, minha pele é muito sensível. Homem, em geral, costuma estar com a pele quase sempre irritada e sensibilizada, devido ao ato de barbear. Até água pura pode irritar a pele após o barbear). Mas este não ardeu mesmo. Em nenhuma ocasião!

Modo de usar: é para ser aplicado imediatamente após a limpeza, antes da loção, do creme… A ideia é evitar ao máximo desidratação da pele causada pela limpeza. É mais ou menos a mesma proposta do Astalift Aquarysta Jelly.

Idioma: não garanto que seja o caso deste, já que não tenho a emabalagem original, e sim amostras, mas os produtos da Innisfree costumam vir em inglês e coreano.

Onde comprar e preço: na Sasa, por exemplo, por US$30. Bem barato, já que o frasco é grande.

Conclusão: um excelente serum com antioxidantes e levemente hidratante para evitar o ressecamento da pele provocado pela limpeza. A textura é fresca e agradável, sendo ideal para o verão.

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Óleo de Cártamo

O óleo de argan é o que está na moda, mas um outro óleo que eu gostaria que estivesse é o de cártamo.

O óleo de cártamo é extraído da planta Carthamus tinctorius, que é nativa Ásia (entenderam o porquê está no blog? rs).

E por que deveria estar na moda? Porque é o óleo mais rico em ácido linoléco, também chamado de ômega-6, que eu tenha encontrado. Ácido linoléico ou ômega-6 é um ácido graxo; isto é, uma gordura considerada essencial ao ser humano. Aproximadamente 70% do óleo de cártamo é constituído por ácido linoleíco. O de soja, para comparação, por volta de 55%.

Ácido linoléico é particularmente interessante porque alguns estudos vêm sugerindo que pode ajudar a inibir a produção de melanina e clarear manchas da pele (12, 34, 5).

O próprio óleo de cártamo também demonstrou algum potencial para clarear manchas, de acordo com este estudo (Biol Pharm Bull. 2004 Dec;27(12):1976-8.).

Não é que eu procuraria este óleo com o objetivo de clarear manchas, mas já que tenho o hábito de usar óleos, por que não selecionar o que proporcione os maiores benefícios possíveis?

Além do que foi comentando, o óleo de cártamo é rico em antioxidantes – como a vitama E – e tem uma ação oclusiva, significando que evita que a pele desidrate e pode combater o ressecamento, amaciando e proporcionando efeito emoliente. Como todo óleo vegetal, em uma maior ou menor grau.

Por uma preocaução extrema, só evitaria usar óleos ricos em ácido linoléico durante o dia, já que este estudo (J Dermatol Sci. 2012 Feb;65(2):110-7. Epub 2011 Dec 13.) sugeriu que o ácido linoléico tem algum potencial para agravar os efeitos maléficos que o raios UV podem causar na pele.

Produtos ricos em óleo de cártamo:

Avène Soothing Moisture Mask

Crédito da imagem: http://www.drugstore.com

Esta máscara pode ser encontrada nestas lojas virtuais europeias que enviam ao Brasil por aproximadamente R$ 45).

Avène Hydrance Optimale Light Hydrating Cream

Crédito da imagem: http://www.drugstore.com

Este hidratante da Avène é encontrado no Brasil custando por volta de R$ 90.

Jurlique Skin Balancing Face Oil

Crédito da imagem: http://www.sephora.com

É o que eu escolheria se quisesse observar o que o óleo de cártamo pode fazer pela pele, já que este produto é quase óleo de cártamo puro. Jurlique é uma marca da japonesa Pola Orbis Holdings e pode ser encontrada na Sephora americana (sendo que este óleo custa em torno de US$50).

Aguardem artigos sobre outros óleos de plantas originárias da Ásia, como o de coco.

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Amore Pacific Anuncia Importantes Projetos de Pesquisas

A sul-coreana Amore Pacific, líder em vendas de cosméticos na Coreia do Sul e próxima de estar entre as sete maiores empresas de cosméticos do mundo, além de fazer pesquisa por conta própria, costuma fazer parcerias com universidades e pesquisadores renomados.

Uma das parcerias mais recentes foi com a Univerdade de Harvard. Mais especificamente, com o Dr. David Weitz Research Group. Dr. Weitz é professor de física de Harvard e, em conjunto com a Amore Pacific, desenvolveu um sistema que, de acordo com a empresa,”carrega” os “ativos” para dentro da pele  durante 24 horas. Como já expliquei diversas vezes, a função de barreira da pele é extremamente eficiente. Tão eficiente que raramente um cosmético aplicado sobre a mesma é capaz de penetrar nas camadas mais profundas. Por isso que investir em “sistemas de carregamento e liberação” é tão importante. De nada adianta descobrir uma substância que in vitro faz maravilhas mas que in vivo não penetra na pele.

Este “sistema de liberação” já está na linha Time Response, que também é vendida nos Estados Unidos.

Crédito da imagem: http://blog.bergdorfgoodman.com

Além da parceria mostrada anteriormente, a marca acaba de anunciar mais duas: Universidade de Cornell (Dr. Chang Yong Lee) e Dr. Robert Huber, ganhador de um prêmio Nobel de Química e pesquisador do Instituto Max Planck.

O que irão pesquisar? Feijão, chá verde e ginseng e suas aplicações cosméticas.

A Amore Pacific já vem pesquisando estas plantas há um bom tempo. Quem tiver curiosidade, pode ir ao Pubmed e procurar o que a marca publicou sobre o assunto até o momento. Mas que “intensificar” estas pesquisas.

Os sul-coreanos valorizam muito suas plantas locais, o que é bonito e benéfico. Aqui no Brasil, a única empresa de cosméticos que vejo (tentar) fazer o mesmo é a Natura. A diferença é que, enquanto o governo da Coreia do Sul estimula a Amore Pacific a pesquisar a biodiversidade de seu país, no Brasil o governo coloca obstáculos para que a Natura pesquise plantas nativas – como vocês podem ler nesta reportagem da FAPESP.

P.s: atualizei o post Innisfree Green Barley Powder Wash.

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Por Que é Tão Caro Comprar Cosmético no Brasil (Mesmo Nacional)?

Crédito da imagem: http://www.intelligentspeculator.net/

Os brasileiros adoram comprar cosméticos em países como os Estados Unidos ou em lojas virtuais de Hong Kong, por exemplo. Os preços são altamente convidativos – mesmo quando a encomenda é taxada. O que pouca gente quer saber, infelizmente, são os porquês de variações tão grandes de preços de cosméticos entre o Brasil e o restante do planeta.

Todos os dias vejo cosméticos custando aqui no País por volta de 06 (seis) vezes mais do que na maior parte do mundo. Exemplo: esta espuma da Gillette, que nos Estados Unidos custa em torno de R$ 5, no Brasil custa em torno de R$ 30!  Mais um: o Cetaphil Loção de Limpeza vendido aqui, que é produzido no Brasil, custa por volta de R$ 60. Já nos Estados Unidos, a embalagem bem maior do Cetaphil Gentle Skin Cleanser, custa por volta de R$ 20.

Os dois pequenos exemplos (há milhares) mostram a insanidade da nossa economia não apenas pelas diferenças de valor em si, mas porque os Estados Unidos é um país desenvolvido, enquanto que o Brasil é um país emergente. Em geral, em países desenvolvidos as coisas custam mais do que nos países não desenvolvidos ou emergentes. Mas no Brasil não é o que ocorre. E percebam que estou comparando os preços dos cosméticos vendidos no Brasil aos dos Estados Unidos. Não estou nem fazendo comparações com, por exemplo, Hong Kong. Nesse caso, a diferença seria mais gritante ainda.

Escuto bastante os brasileiros falarem que o motivo disto seria uma suposta ganância excessiva dos nossos empresários. Como se o empresário estrangeiro fosse menos ávido por lucros do que o nacional. O economista Ricado Amorim abordou o assunto com muita propriedade e de forma bastante clara aqui. Por questões históricas, que “todos” sabem quais, empresários não costumam ser bem vistos no Brasil. Em folhetim da Globo, é quase sempre vilão. Como consta no artigo do Ricardo Amorim, “vivemos em um sistema capitalista onde lucrar é pecado.” Logo, não me causa surpresa que, no lugar de apontar as reais causas para os cosméticos custarem tão mais caros no Brasil do que na maioria dos países do mundo, o empresário seja usado como bode expiatório pelos consumidores e governo. Injusto, já que com certeza os preços dependem muito menos dos nossos empresários do que de outros fatores que mostro a seguir.

Muitos dos problemas que afetam os preços dos cosméticos no Brasil são comuns a diversos outros itens, claro. Mas vou focar os principais em se tratando de cosméticos:

Burocracia: é o problema mais grave. Há estudos, como este, mostrando que o Brasil é o terceiro país mais burocrático do mundo, perdendo apenas para Polônia e Grécia (não, não é coincidência que os gregos estejam literalmente desmaiando de fome). Sendo que já vi estudos, como este, mostrando que o Brasil é até, não o terceiro, mas o primeiro país do mundo mais afetado pela burocracia.

Para ilustrar, comento um artigo escrito por este estrangeiro. Após ter vindo passar as férias no Brasil, ele relatou bem a nossa burocracia. Além das exigências idiotas para requerer o visto de parmanência no Brasil (exigências não recíprocas), ele ficou assustado com a burocracia que existe aqui até para comprar uma cerveja durante um show e que precisou pegar três filas simplesmente para comprar uma cerveja!

Nem precisava citar a estranheza de um estrangeiro ao deparar-se com a burocracia brasileira, posso citar um exemplo pessoal: há um supermercado que frequento que também tem uma lanchonete. Funciona assim: se você quer comer sólido, você tem de enfrentar a fila X para pedir a comanda. No entanto, a comanda fornecida a quem está na fila X não dá direito a líquidos. Portanto, se você quer comer um misto quente e um suco, você tem enfrentar três filas: uma para pegar a comanda para o sólido, outra para pegar a comanda para os líquidos e, finalmente, a fila final, onde você pode fazer o pedido tanto dos líquidos quanto dos sólidos! Aos meus leitores que viajam bastante: já viram alguma coisa similar em algum outro país? Vale até Cuba.

De acordo com este estudo, são criadas 776 normas burocráticas por dia últil no Brasil.

Se o Brasil já é bucrático de uma forma geral, em se tratando de cosméticos, é mais ainda! Já li a legislação para o setor de cosméticos até do Vietnã. Mais: até da China continental, um país comunista, ou seja, essencialmente burocrático. Mas nada que eu tenha visto até hoje é tão burocrático para o setor de cosméticos quanto o Brasil. Nada!

Como funciona para colocar um cosmético em um país desenvolvido (exemplo: Estados Unidos): o formulador formula o produto – seguindo a legislação de seu respectivo país, claro (como tudo na vida) – e pronto! Ele pode formular um produto novo e embalá-lo pela manhã; no início da tarde já pode estar fabricando diversas unidades e no fim da tarde já pode ter vendido o produto. Em até menos de um dia é possível formular, produzir e colocar um produto à venda. Evidentemente, na prática o processo entre formular e vender um cosmético costuma ser bem mais demorado. Antes de colocar-se um cosmético no mercado, provavelmente uma empresa vai querer fazer pesquisas de mercado, diversos testes com os produtos, testes com os consumidores etc. Mas se alguém quisesse formular e vender um produto no mesmo dia, seria perfeitamente possível em um país desenvolvido. Não existe nada como “ter que registrar um cosmético no FDA para que possa ser vendido”. Não, não existem conceitos assim em países desenvolvidos. O FDA ou outra agência reguladora só atua em caso de denúncia ou suspeita  que o produto esteja causando algum risco ao consumidor. Algo bastante raro; afinal, cosméticos são coisas simples, com ação limitada e bastante seguras.

Como funciona no Brasil: é tanta burocracia que o meu artigo ficaria muito longo, mesmo que eu tentasse resumir, para colocar aqui. Sugiro que vocês leiam diretamente no site da ANVISA

Dependendo de qual produto for, pode demorar por volta de três meses para que você obtenha o registro do mesmo na ANVISA. Só então o produto poderá ser comercializado. Já vi gente relatar até por volta de um ano de demora! Como já comentei, nunca vi em país desenvolvido você ter de esperar autorização do governo para poder comercializar um cosmético! Três meses é muito, muito tempo! Em poucos dias uma empresa americana já pode ter formulado, produzido e colocado  um produto no mercado similar ao que o empresário brasileiro está tentando comercializar aqui.

Muitas vezes as exigências são tão absurdas que os fabricantes têm de pagar advogados e recorrer ao Judiciário para conseguir comercializar o produto no Brasil.

E não é só para o cosmético propriamente dito que é exigido tantos procedimentos burocráticos, mas também para o equipamentos que irão produzir estes cosméticos e até para estudos que uma empresa queira fazer. A Natura, por exemplo, resolveu publicar estudos na França. Por mais que um empresário brasileiro goste do Brasil e queira contribuir com seu país, o que ele pode fazer se a a burocracia imposta pelo governo dificulta até o investimento em pesquisa e desenvolvimento e, portanto, o desenvolvimento científico do País? Se um empresário quer investir em pesquisa, o que praticamente nem existe na iniciativa privada nacional,, acaba procurando outros países mesmo.

Toda esta burocracia aumenta muito os preços dos produtos. Por diversos motivos: “papelada” necessária, muitas vezes são necessários contratar profissionais especializados em assuntos burocrátios etc. etc. etc. Além de dificultar ao extremo a competitividade da indústria nacional. Não é sem motivo que o Brasil nunca conseguiu criar uma L’oréal, Procter & Gamble, Shiseido, Kao Corporation, Estée Lauder… No máximo criou uma Natura, que não faz parte nem das 10 maiores empresas de cosméticos do mundo.

Para importar, então, é ainda mais burocrático!

Alguém pode estar pensando: “pelo menos estamos mais protegidos”. Você realmente se sente mais seguro ao comprar um cosmético no Brasil do que nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Coreia do Sul, França…?

Vale lembrar que a burocracia só atrapalha a vida do empresário honesto. Já para o empresário desonesto, é muito simples: basta enviar dados falsos caso ele queira a obtenção de um registro de um produto sem gastar muito.

Dependente de importações: Brasil é forte na indústria de base, que produz matérias primas para outras empresas. Mas não produz quase nada que exija uma tecnologia mais sofisticada (produz avião, eu sei, mas são casos isolados). Uma enorme parte dos ingredientes de um cosmético nacional é vinda de países como Japão, Estados Unidos e China. Principalmente derivados de vitamina C, filtros solares, pigmentos para maquiagem, silicones e muitos, muitos outros.

São feitos muitos comentários mais ou menos assim: “não há justificativa para um cosmético nacional custar tanto”. Há. Porque os ingredientes podem ser importados. Para importar um ingrediente, além de toda a burocracia, há uma carga tributária aviltante.

Criminalidade: cargas de cosméticos são roubadas, lojas de cosméticos são assaltadas e, quem tem comércio na área, sabe que não é incomum ver clientes furtando maquiagem, alisadores de cabelo e vários outros itens. Em muitos países, não há nada parecido.

Não gosto muito de fazer comparações entre países (sei que não parece, uma vez que já fiz diversas comparações aqui, mas é verdade). De qualquer modo, como o blog é sobre cosméticos de marcas asiáticas, não vou resistir a mostrar algumas imagens do Japão:

Crédito da imagem: http://travellingfoodies.wordpress.com/

Crédito da imagem: http://hanshin-now.com/store/store10001125.html

Como vocês viram, os cosméticos estão sendo vendidos nas áreas externas das lojas, nas ruas, sem ninguém por perto tendo que cuidar. São cenas típicas do Japão. Isso é em virtude de que o Japão é fisicamente muito pequeno, nem sempre havendo espaço para vender todos os produtos dentro das lojas. Será que o mesmo daria certo no Brasil?

Os empresários aqui têm de gastar um valor muito maior com segurança do que os empresários de diversos outros países. Os custos com segurança são “embutidos” nos produtos e repassados ao consumidor, porque nada é de graça.

Infra-estrutura precária: não tenho mais a referência para colocar aqui, mas há algum tempo, ao assistir uma entrevista concedida por Ronald Lauder (dono da Estée Lauder, marca proprietária da Clinique, MAC e diversas outras) ao canal Globo News, escutei o mesmo relatando que a Estée Lauder não tem como expandir no Brasil se a nossa infra-estrutura não melhorar. Não tiro a razão dele. Cosmético são coisas delicadas e transportá-los pelo Brasil, país de proporções continentais, é muito difícil, devido ao alto custo causado pelas nossas estradas ruins (quando há estradas, quando um cosmético não tem que ser transportado em canoas até chegar ao consumidor).

Nossas lojas também costumam ser ruins em se tratando de infra-estrutura. Costuma ficar tudo atrás de uma balcão, desestimulando que o cliente compre por impulso (com a chegada da Sephora, talvez ocurra alguma melhora).

Impostos: causa clássica para os cosméticos vendidos aqui custarem tão caros.

Quando um produto importado custa muito aqui, vejo muitos comentários assim: “nem 60% de impostos justificam um preço tão alto”. Não sei de onde é que tiraram que são “apenas” 60% de impostos que costumam cobrar, por exemplo, sobre um perfume importado. Somando PIS, CONFINS, ICMS etc.; os impostos podem chegar a algo em torno de 170%!

Baixa concorrência: certa vez uma americana disse que o Brasil é um dos países mais fáceis do mundo para ganhar-se dinheiro, uma vez que a concorrência aqui é muito baixa. Ela está correta. Estas diversas marcas que são vistas em drogarias, supemercados e lojas mais sofisticadas, na verdade, costumam pertencer a algumas poucas multi-nacionais (L’oréal, Beiersdorf AG, Unilever, Procter & Gamble, entre outras).

“Mas agora há Benefit, Makeup For Ever, Oscar Blandi, Josie Maran…”.

Não é bem assim. O que há é um importador trazendo (poucos) produtos de (poucas) marcas. Estas marcas não estão atuando diretamente aqui. Pelos mesmos motivo que Mac (eletrônicos) também não.

O quadro pode mudar? A curto prazo, acho difícil. Talvez até surja algum governo realmente comprometido em reduzir a carga tributária, o que melhoraria bastante. Mas a burocracia, que é um dos principais fatores para cosméticos custarem tanto no Brasil, faz parte da nossa cultura. Vem desde o tempo em que Brasil era colônia de Portugal, em que tudo o que era feito precisava ser autorizado pela Coroa (atualmente é pelo governo que esteja no poder). E não vejo como mudar hábitos culturais de uma nação com quase 200 milhões de habitantes de um dia para o outro. Por outro lado, cada vez mais brasileiros estão indo estudar em países desenvolvidos. Os que voltarem, provavelmente estarão com uma visão menos burocrática do mundo e com vontade de mudarem certas coisas que atravancam o desenvolvimento da indústria – inclusive cosmética – e elevam os preços cobrados no nosso país.

Maquiagem para Pele com Acne

Aqui (no ocidente de forma geral) existe bem pouca maquiagem com um marketing voltado a quem tem acne. Em se tratando de maquiagem de marca ocidental para quem tem acne, só conheço a Clinique Acne Solutions Liquid Makeup e mais um ou outro corretivo, geralmente em bastão.

Mas no Japão existem mais opções.

Uma delas é a Ettusais, marca da Shiseido.  Como usual em se tratando de marcas japonesas, a Ettusais tem a linha de point makeup e base makeupPoint makeup são os itens como sombras, esmaltes, blushes etc., que, claro, servem para qualquer mulher – com acne ou não. Já a base makeup é composta por itens bem interessantes com um marketing voltado a quem tem acne. Destaco alguns:

Acne Whitening UV EX (Oil Block)

Crédito da imagem: http://www.ettusais.co.jp/

É um primer matificante em loção que absorve a oleosidade da pele ao longo do dia e protege a mesma contra os raios UV. Por ser à base de protetores físicos, levemente esbranquiçados, ajuda a esconder o vemelhidão, algo frequente em quem tem acne (muito embora há um produto na linha muito mais específico para tal finalidade). Além disso, tem ingrediente clareador (derivado de vitamina C) e previne que a maquiagem entre em colápso.

AC Pore Smooth Concealer 

Crédito da imagem: http://www.ettusais.co.jp/

Mais que um simples corretivo, este produto também contém ingredientes de “tratamento” prometendo prevenir e melhorar a aparência dos poros dilatados.

Crédito da imagem: http://www.ettusais.sg/

BB Mineral Powder

Crédito da imagem: http://www.ettusais.co.jp/

Como o nome já mostra, é um B.B. em pó. Só isso já é ótimo para quem quer uma cobertura de base, porém vive em uma clima quente e úmido e tem pele muito oleosa. Um pó tende a manter a pele muito menos úmida do que uma base líquida…

O produto também contém uma tecnologia desenvolvida pela Shiseido e comum aos pós da marca, que inibe a enzima uroquinase na superfície da pele.  De acordo com a Shiseido, inibir a expressão desta enzima diminui a aspereza da pele. Esta tecnologia foi premiada pela IFSCC que, como já expliquei, é uma organização de pesquisadores, principalmente químicos  e engenheiros químicos, de áreas importantes para a indústria cosmética. Isso fortemente sugere que é uma alegação capaz de ser cumprida, e não apenas uma alegação para efeito de marketing.

Crédito da imagem: http://www.ettusais.sg/

Também há o B.B. Cream, mas para quem tem pele extremamente oleosa e mora em região tropical, prefiro em pó.

Há uma quantidade muito grande de produtos da Ettusais. Como já comentei, estou apenas destacando alguns dos que considero mais interessantes. Inclusive a marca também tem produtos para pele ressecada e prometendo luminosidade; afinal, não é porque a pessoa tem acne que não pode estar com a pele ressecada e buscando luminosidade.

E já que estou comentando sobre a Ettusais, lembro que escrevi este artigo sobre um produto da marca prometendo melhorar a aparência dos poros dilatados.

Fancl Acne Care Powder

Crédito da imagem: http://www.fancl.co.jp/

Eu chamaria este pó matificante da Fancl (clicar aqui quem quiser ler a filosofia que norteia a marca) de “Blot aditivado”. É que além de o produto ser um pó matificante “comum”, ele contém enxofre. Não sou fã de enxofre, mas pode funcionar como um ingrediente contra as bactérias envolvidas na acne. Também contém derivado de ácido hialurônico e antioxidantes como a vitamina E.

Acnes Medicated UV Tinted Milk (SPF 50+ PA++)

Crédito da imagem: http://www.rohto.co.jp/

Protetor solar com cor (só há uma) para pele com acne. Contém derivado de vitamina C e ingrediente antibacteriano.

Onde comprar os produtos citados: Ettusais pode ser comprada na Ichibankao. Os outros dois eu não encontrei na Ichibankao, mas com a ajuda do Google você facilmente encontra onde comprá-los.

Twitter do blog: @easttowestsc

SHU UEMURA SATING DESIGN WHITE TEA POLISHING MILK

O produto a ser resenhado hoje é um “leite” da Shu Uemura para proteger os cabelos do secador e deixá-los mais bonitos de um modo geral, condicionando e cobatendo frizz, por exemplo.

Fabricante: Shu Uemura, uma marca da L’oréal. Apesar de a L’oréal ser francesa, Shu Uemura é japonesa e está mantendo todos os aspectos tipicamente japoneses em seus produtos, como embalagens, sites, conceitos, entre outros. Por isso está dentro do foco do meu blog. Até muitos dos formuladores da Shu Uemura são japoneses.

Embalagem: prático frasco em válvula dosadora contendo 250 ml.

Crédito da imagem: http://www.shuuemuraartofhair-usa.com/

O que ganhei foram amostras da minha amiga Adriana, do Stash.

Alegações e modo de usar: clicar aqui.

Textura/aparência: para um “leite”, esperava um produto bem mais fluido. Assemelha-se mais a um creme de leite hehe.

Perfume: o fabricante descreve como “soft green petal floral”. Pessoalmente achei bastante agradável e suave. Além de levemente adocicado.

Ingredientes: clicar aqui.

Os principais ingredientes são isoparafinas (do ponto de vista de marketing, não soam bem para o consumidor; do ponto de vista científico, no entanto, são ótimos para os cabelos), glicerina, silicone (dimethicone), hydroxypropyl guar, polyacrylamide, entre outros. Esses ingredientes combatem o ressecamento dos cabelos e o frizz, condicionam e ainda por cima protegem o cabelo do calor do secador.

Opinião pessoal/subjetiva: como já comentei aqui, estou comprando centenas (não é figura de linguagem, são centenas mesmo rs) de óleos para o cabelo para testar. Mas como este não é um óleo e não tem uma finalidade diferente, não comprei; fiquei só com uma amostrinha mesmo.

Como, evidentemente, não sou a melhor pessoa para testar este tipo de produto (tenho cabelo muito curto e me limito a usar xampu no dia a dia), eu dei uma lida em várias resenhas – dezenas delas – antes de escrever este post. Assim como outros produtos para os cabelos da Shu Uemura, o Satin Design White Tea Polishing Milk parece ser uma unanimidade: não encontrei nenhuma resenha negativa. Nenhuma. Todas eram altamente elogiosas.

E o que eu achei? Bom, certamente o produto cumpre tudo o que promete! No entanto, pessoalmente não gostei tanto assim da textura deste leite no cabelo. O cabelo – pelo menos 0 meu – não fica silky, como ocorre, por exemplo, com o Kérastase Ciment Thermique, e sim úmido mesmo. Provavelmente pela presença de glicerina. Usei muito? Pode ser.

Também achei que proporciona um leve efeito modelador.

Preço e onde comprar: nos Estados Unidos custa por volta de US$38. Não conheço nenhum site que envie ao Brasil, mas é possível comprá-lo com estas brasileiras morando nos Estados Unidos. Sou cliente cativo de algumas muito confiáveis.

Conclusão: o Satin Design White Tea Polishing Milk é mais um produto da Shu Uemura que cumpre tudo o que promete. O toque que deixa no cabelo parece ser mais “úmido” do que “siliconado”.

P.s: protetor solar deve ser aplicado antes ou depois do hidratante? Respondi em um artigo que escrevi ao blog  Stash. Clicar aqui para ler.

Twitter do blog: @easttowestsc

Coleção Kanebo Milano 2013

Este post é mais voltado aos meus leitores que moram no Japão ou quem tenha um vendedor morando no Japão (o que é bem fácil de encontrar, inclusive no Ebay). Se alguém quiser algum, posso indicar. Outra opção é Vania. O motivo é que os itens da coleção Milano, da Kanebo, são vendidos apenas por encomenda. Neste ano, a pré-pedido pode ser feito até 16 de setembro; sendo que o lançamento será em 16 de dezembro.

Milano é uma coleção – principalmente de pós – de edições limitadas da Kanebo, que vem sendo lançada anualmente desde 1991. Este é o pó da coleção de 2013, Angel Blessings:

Crédito da imagem: http://www.kanebo-cosmetics.jp/

Mais imagens:

Crédito da imagem: http://www.premiumbeautynews.com/

Crédito da imagem: http://www.kanebo-cosmetics.jp/

Para quem quiser ver muitos dos pós compactos que a Kanebo vêm lançado desde 1900, sugiro entrar no Kanebo COMPACT COLLECTION WEB MUSEUM, que felizmente é inglês. O acervo deles contém uma descrição sobre cada pó compacto. Nem começo a mostrar aqui porque é uma embalagem mais bonita que a outra, aí teria de mostrar todas. hehe

Ah, no ano passado o pó compactor da coleção Milano custava por volta de US$150. Não sei quanto o da edição 2013 está custando, mas deve ser valor similar.

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