Arquivo do mês: julho 2012

Secar os Cabelos com Secador Danifica Mais do que Secá-los Naturalmente? Nem Sempre, Descobrem Pesquisadores Coreanos

Diz o senso comum que secar os cabelos com secador, principalmente usando ar quente, é sempre mais nocivo do que deixar que os cabelos sequem naturalmente. Mas os cientistas estão sempre desafiando o senso comum, por isso que descobrem coisas novas e a ciência evolui.

Uma destas descobertas, feita por médicos pesquisadores sul-coreanos da Yonsei University Wonju College of Medicine, é que secar os cabelos com secador pode danificá-los menos do que secá-los naturalmente.

O estudo (Ann Dermatol. 2011 Nov;23(4):455-62. Epub 2011 Nov 3.) avaliou as alterações – morfológicas, no conteúdo de hidratação etc. – do cabelo após o mesmo ter sido repetitivamente lavado com xampu e secado com secador a determinadas temperaturas.

Na foto B o cabelo foi secado naturalmente. Notem que apresentou danos (estão vendo os “buracos” na superfície? rs) quase como – ainda que menores – os vistos nas fotos em que os cabelos foram secados com o secador a altas temperaturas (D, E). Já em C, onde o cabelo foi secado com o secador a 15 cm de distância, a 47° C, o dano foi menor (há menos “buracos”) do que no cabelo secado naturalmemte (B).

Crédito da imagem: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3229938/

A explicação? O longo tempo de exposição dos cabelos a água seria o culpado. Provavelmente os pesquisadores estudarão mais a relação entre água e danos ao cabelo no futuro.

Para facilitar a vida dos leitores, vou resumir o estudo e ir direto para a conclusão: embora, em geral, usar secador de cabelos cause mais danos aos cabelos do que secá-los naturalmente – e quanto maior a temperatura, maior o dano – usar o secador de cabelos a 15 cm de distância, 47° C (calor brando) e em movimento contínuo, causa menos danos aos fios do que deixar secá-los naturalmente.

Acredito que você não precisa ser muito preciso na hora de secar os cabelos: basta colocar o secador a uma temperatura não muito quente, “morna”, calcular uma distância de mais ou menos 15 cm e não deixar o secador “fixo”, e sim ir movimentando continuamente o mesmo. Assim, estará danificando menos os fios do que se você deixá-los secarem naturalmente, de acordo com o estudo. Estou me repetindo, eu sei, mas é para deixar bem claro.

Deve ter gente pensando: “tanta coisa mais importante para os médicos pesquisarem, e perdem tempo com isto?”. Foi o meu primeiro pensamento. Mas vale lembrar que cosméticos são extremamente importantes para a economia da Coreia do Sul. O país praticamente não tem recursos naturais, mas tem consciência de que, para “compensar”, deve investir em ciência e tecnologia – por isso se desenvolveu tão rapidamente e hoje é um dos países mais competitivos do mundo.

Astalift Lotion

ATENÇÃO: não leiam este post antes deste. No post do link foi feita uma importante introdução sobre a linha Astalift, da japonesa Fujifilm

Outra observação: os produtos da Astalift vendidos no Japão e Coreia do Sul costumam apresentar sutis diferenças em relação ao produtos da Astalift vendidos em países da União Europeia, como França. Pode ser o nome, a variedade de opções ou a ordem de descrição dos ingredientes. Por exemplo: nos produtos vendidos na Europa, a fragrância não costuma ser o último ingrediente descrito. Já nos vendidos no Japão, sim. Como sei que produtos europeus costumam ser extremamente perfumados, muito mais perfumados do que os japoneses (estou generalizando), escolhi comprar as versões japonesas dos produtos. 

Sobre a fragrância, já aviso que toda a linha é praticamente livre de perfume, apesar de constar nos ingredientes. É bem fraco mesmo. O pouco perfume que tem eu não sei descrever. Talvez seja cítrico, talvez seja de rosas ou talvez seja de mar. Pois é. Nada a ver com nada! hahaha É que é pouco mesmo, não consigo detectar do que seria.

Como o produto que resenho hoje é uma loção japonesa, leiam este post que fiz sobre loções, para entender o que são.

Embalagem: frasco de 150 ml.

Crédito da imagem: www.http://shop-healthcare.fujifilm.jp/

Crédito da imagem: www.http://shop-healthcare.fujifilm.jp/

O que eu ganhei foram amostras, já mostradas aqui. Cada uma com 3o ml. Acredito que irão durar uns 2 meses.

Vale destacar que o frasco tem um “marcador” para saber quando a loção estiver chegando no final (frasco inteiramente transparente poderia facilitar a oxidação de certos ingredientes):

Crédito da imagem: www.http://shop-healthcare.fujifilm.jp/

Alegações: mais ou menos as mesmas da versão vendida na Inglaterra.

Textura/aparência: transparente e alaranjada, pela presença de astaxantina, um carotenóide de colaração róseo-alaranjada.

Apresenta viscosidade similar a da lágrima. Espalha bem e deixa a pele levemente pegajosa. Mas não mais pegajosa que vários tônicos que já experimentei, como o Neutrogena Alcohol-Free Toner ou o La Roche Posay Physiologique Tônico Suavizante. A pegajosidade aparece uns 30 segundos após a aplicação e some após uns 3 minutos. Há quem diga que quando a pegajosidade se manifesta é que seja o momento ideal para aplicar o produto de “tratamento”.

Ingredientes:  Water, Glycerin, Pentylene Glycol, Butylene Glycol, Magnesium Ascorbyl Phosphate, Sodium Hyaluronate, Water Soluble Collagen, Hydrolyzed Collagen, Haematococcus Pluvialis Oil, Acetyl Hydroxyproline, Arginine, Tocopherol, PEG-60 Hydrogenated Castor Oil, Polyglyceryl 10 Oleate, Sucrose Stearate, Lecithin, Caprylic/Capric Triglycerides, Glucosylrutin, Xantham Gum, Tetrasodium Etidronate, Damask Rose Flower Oil, Citric Acid, Sodium Citrate, Sodium Hydroxide, Fragrance, Methylparaben, Ethylparaben, Propylparaben, Isobutylparaben, Phenoxyethanol.

(A tradução foi feita por mim e não é impossível que contenha algum erro).

O que destaco: ingredientes altamente umectantes, como glicerina e derivado de ácido hialurônico. Outros ingredientes umectantes são o colágeno e o aminoácido acetyl hydroxiproline. Na verdade, a Fujifilm alega que este aminoácido é capaz de penetrar na pele e “restaurar a elasticidade da pele”. Clicar aqui para assistir a um vídeo sobre o assunto.

Também contém o derivado de vitamina C japonês chamado magnesium ascorbyl phosphate, que como expliquei neste post, pode ajudar a hidratar a pele e clarear manchas.

Também é rica em antioxidantes como, claro, a astaxantina* (já comentei sobre no post que fiz introduzindo a marca), a vitamina E e a glucosylrutin, um flavonóide vegetal com propriedades antioxidantes e fotoprotetoras para a pele, de acordo com o estudo do link (J Dtsch Dermatol Ges. 2004 Jul;2(7):580-7.).

*Presente no óleo de Haematococcus pluvialis, uma alga marinha.

Modo de usar: o vídeo mostra. Claro que você não precisa fazer as caras e bocas que a modelo faz…

Opinião pessoal/subjetiva: realmente gostei! Deixou a minha levemente hidratada, macia e iluminada. Para testar bem, teve uma vez que eu usei somente esta loção – mais nada – e não acordei com a pele mais oleosa do que o habitual. Não irritou minha pele.

Onde comprar e preço: a versão que estou usando talvez possa ser encomendada na Ichibankao (não sei quanto eles cobrarão). Mas a versão vendida na Europa, que não é idêntica, mas é parecida, pode ser comprada, por exemplo, na Feel Unique – por aproximadamente US$56.

Conclusão: loção levemente hidratante, de pegajosidade relativamente baixa (para a média destas loções) e com possíveis benefícios que vão além de hidratar.

Importância das Loções na Teoria Japonesa de Cuidados Com a Pele

Este post é mais para servir de apoio a futuras resenhas de loções japonesas. Uma, aliás, será publicada daqui a pouco.

Na foto, loção da Hada Labo – extremamente popular no Japão. Crédito da imagem: Hada Labo/Rohto.

Como já expliquei diversas vezes, asiáticos raramente usam tônicos/adstringentes. O que eles usam são as loções, que têm uma proposta diferente. Enquanto a proposta dos tônicos e adstringentes é ajudar a limpar a pele, a proposta das loções é “suavizar” a pele que foi agredida pela limpeza e “prepará-la” para receber os produtos de “tratamento”.

Praticamente toda a mulher japonesa usa loções diariamente. Há por todos os preços e de centenas de marcas. Não só as mulheres, mas até uma grande parte dos homens, como mostrei neste post que fiz para o Stash. Consumidores japoneses compram aproximadamente 124 milhões de frascos de loções todos os anos!

De acordo com a teoria japonesa de cuidados com a pele, a pele precisa estar “saturada” de umidade para receber bem os “tratamentos”.

Faz sentido? Todo! Já está bem estabelecido que a hidratação (não no sentido de usar um creme hidratante, mas hidratação causada quando a pele fica long período imersa em água – em um banho de banheira, por exemplo) pertuba a função de barreira da pele e aumenta a permeabilidade da mesma.

Interessantemente, só recentemente a ciência entendeu ao certo por que e como isto ocorre. Graças a grandes investimentos de empresas como a Procter & Gamble, que financiam estudos bastante importantes e levam a pesquisa básica a sério. Coisa que praticamente não se vê no Brasil, uma vez que a burocracia imposta pelo governo desestimula nossa iniciativa privada a investir em ciência.

Para saber mais sobre o assunto, ler este estudoHydration Disrupts Human Stratum Corneum Ultrastructure.

Tanto faz sentido a teoria japonesa de cuidados com a pele, que na bula de medicamentos com tretinoína (“ácido retinóico”) costuma estar escrito para aguardar-se de 20 a 30 minutos após a limpeza da pele antes de aplicar o medicamento. Justamente porque após a limpeza a pele está mais “permeável”, o que poderia encurtar o tempo de absorção do medicamento, causando irritação excessiva.

Além disso, as loções japonesas são ricas em ingredientes umectantes, como glicerina. Por pressão osmótica, é possível que uma alta concentração de glicerina – ou ingrediente silimar – também cause alguma pertubação na função de barreira da pele, facilitando a absorção do que é colocado sobre a mesma em seguida. Mais detalhes sobre o assunto, aqui.

Como usar: as loções devem ser aplicadas imediamente após a limpeza, com a ajuda de um algodão ou com as mãos. Após a limpeza, não se deve demorar para aplicá-las, uma vez que a função delas é “segurar” a água na pele. Se você demorar para aplicá-las, parte da água da pele já poderá ter evaporado e a pele já poderá estar ressecada.

,Para saber mais sobre as loções japonesas, ler o  excelente artigo chamado All About Japanese Lotions, no blog Ratzilla Cosme.

Eu vou passar a comprar loções? Possivelmente não. Por acreditar que apenas lavar a pele já a deixa bem “preparada” para os produtos posteriormente aplicados. Ainda assim, é interessante saber que existe justificativa lógica para o uso de loções.

Ascorbil Fosfato de Magnésio: Mais Um Derivado de Vitamina C Japonês

Este post é mais para mim que para vocês. Explico: eu vou resenhar uma série de produtos que contêm um derivado de vitamina C desenvolvido no Japão: ascorbil fosfato de magnésio ou magnesium ascorbyl phosphate, que eu chamarei de MAP. Em vez de ter que comentar sobre este ingrediente a cada resenha, já deixo este post pronto, bastando eu colocar o link deste post sempre que o produto resenhado tiver o ingrediente em questão.

Como já expliquei aqui, os melhores resultados são vistos com o uso da vitamina C propriamente dita, ácido ascórbico. Mas alguns derivados de vitamina C também podem ser muito úteis, o que é o caso do MAP.

Crédito da imagem: http://www.chemicalbook.com/

O MAP foi obtido pela japonesa Takeda Pharmaceutical e registrado como uma quasi-drug no Japão.

Estudos mostram que o MAP, ao penetrar na epiderme, é “decomposto” por enzimas presentes na mesma e libera vitamina C livre, podendo exercer parte dos benefícios da mesma.

Apesar de não ser tão efetivo quanto a vitamina C, este estudo mostrou que o MAP melhora a hidratação da pele. (Skin Res Technol. 2008 Aug;14(3):376-80.).

Além disso, estudos mostram que é capaz de ajudar a inibir a síntese de melanina e clarear manchas.

A melhor parte é que este derivado de vitamina C apresenta melhor estabilidade em formulações aquosas apresentando pH neutro ou levemente alcalino, em torno de 7 ou 7.5. Isso pode significar que, ao contrário de produtos contendo vitamina C, que costumam ser bastante ácidos, com pH por volta de 3.5, o MAG não tende a irritar a pele, já que não costuma ser usado em fórmulas “muito ácidas”.

Para quem tiver mais curiosidades “técnicas” sobre este derivado de vitamina C, clicar aqui.

P.s: ascorbil fosfato de magnésio também é chamado de VC-PMG.

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Shiseido É Reconhecida por Ter os Batons Mais Tecnológicos do Mundo e Lança Mais Uma Geração de Batons

Em se tratando de batons, a Shiseido alega que desde a década 80 conseguiu unir duas características: hidratação e longa duração. Fazer um batom que seja bastante hidratante ou que dure por um longo período nos lábios é fácil. O difícil – e que poucas empresas conseguem, com maior ou menor grau de sucesso – é fazer um batom com ambas as características.

Mas parece que a Shiseido conseguiu. A empresa desenvolveu um modo de fórmula chamada ”two-layer system”. Mais detalhes, de acordo com a empresa:

(…)

Applying the results of research conducted over many years, Shiseido has successfully developed a “two-layer system” formula taking a totally different approach from previous technologies used for long-lasting lipstick (barely leaves a color mark on cups) that covers the lips surface with a coating ingredient. This “two-layer system” formula is separated into two layers, specifically a “color layer that contains color materials and moisturizing ingredients” and a “luster layer”, when it is applied on the lips. This technology enabled such a contradictory need to be realized.

(…)

Fonte: Shiseido.

Por esta tecnologia, em 2010 a Shiseido foi reconhecida pela IFSCC como a marca que tem os batons mais tecnológicos do mundo. Já expliquei em posts anteriores o que é a IFSCC: é uma organização com aproximadamente 15 mil membros, a maioria químicos e engenheiros químicos, que estão ligados a pesquisas e formulações de cosméticos. As premiações da IFSCC são consideradas o “Oscar da Indústria Cosmética”. Sendo que a Shiseido foi a empresa que mais ganhou prêmios da IFSCC até o momento.

Mesmo após ter sido premiada e ter sido reconhecida como a marca com os batons mais “avançados” do mercado, a Shiseido não se acomodou e acaba de lançar uma linha de batons com uma tecnologia ainda mais “avançada”, de acordo com a empresa. Trata-se da linha Lacquer Rouge.

Crédito da imagem: http://www.shiseido.com/

Detalhes aqui.

Esta nova linha conta não mais com um “two-layer system”, e sim com um “three-layer system”.

Resumindo, a Shiseido conseguiu criar um batom líquido que é altamente pigmentando, altamente hidratante e com longa duração. Características que, como já expliquei, eram consideradas incompatíveis:

Crédito da imagem: http://www.shiseido.com

Mais detalhes sobre esta nova tecnologia vocês podem ler no release” da marca.

De acordo com todas as resenhas que li, estes novos batons – apesar da hidratação intensa - ficam praticamente intactos por no mínimo seis horas, mesmo que a pessoa como ou beba.

Para ser perfeito, poderia oferecer protetor solar.

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Lotte e Innisfree Haul!

Fiz haul na Lotte, que é uma loja de deparatamentos da Coreia do Sul, uma espécie de Sephora ou Neiman Marcus sul coreana, e na loja da Innisfree. Essas lojas não enviam ao Brasil, mas um coreano comprou para mim.

Na Lotte comprei, por exemplo, um serum da Astalift (Fujifilm).

O serum da Astalift veio dentro de uma caixa de presente, mais ou menos do tamanho de uma caixa de sapatos. Adorei isso porque assim pude fazer de conta que estava ganhando um presente, e não gastando. Rá!

Além do serum, veio uma necessaire cor de astaxantina (ok., laranja é mais fácil) e um outro pacote recheado de amostras em tamanhos generosos.

As amostras são compostas por loções, serums e cremes e geleias hidratantes.

Também  recomprei alguns óleos esseniais da Innisfree, no próprio site da marca:

Não foi nem na “viagem” que a terceira caixa amassou, porque veio tudo super bem embalado, mas durante o transporte feito por mim. rs

Claro que também ganhei amostras generosas, da linha de chá verde! (Sabonete líquido, loção, creme hidratante, sleeping pack e serum).

Também comprei coisas de marcas ocidentais, como Estée Lauder, Clinique e Physiogel (ou Fisiogel, no Brasil) e ganhei diversas amostras e miniaturas das marcas citadas. Só não mostro aqui porque sairia do tema do blog.

Fui taxado? Sim, fui. Em mais de R$ 100. Mesmo assim valeu muito a pena, uma vez que só o Fisiogel no Brasil custa  mais de R$ 100 – na Coreia do Sul, costuma custar menos de R$ 50… Já paguei a taxa apenas com a diferença para os respectivos valores de um produto da Clinique e um Fisiogel vendido no Brasil.

Quanto tempo demorou para eu receber? Menos de 20 dias (veio por EMS).

Shiseido Maquillage Essence Glamour Rouge

Maquillage é uma marca de, óbvio, maquiagem da Shiseido.

Fiz uma compra na Ichibankao e ganhei uma cartela com amostras de todas as cores do Essence Glamour Rouge, um gloss.

Crédito da imagem: http://www.maquillage.shiseido.com/

Um gloss inovador…

Este gloss não é um gloss comum. Enquanto os glosses tradicionais são à base de óleos vegetais ou petrolato, este é rico em silicone. No site da marca, felizmente em inglês, é mostrada a diferença e por que isto possivelmente torna este gloss superior aos concorrentes. Clicar aqui para ler.

Rico em hidratantes…

Todo gloss combate o ressecamento. Mas este é particularmente rico em hidratantes. Além do silicone, do extremamente conhecido e eficiente petrolato, entre outros, contém derivado de ácido hialurônico, glicerina e vitamina E. O derivado de ácido hialurônico e a glicerina talvez façam com que a hidratação proporcionada pelo Essence Glamour Rouge seja mais eficiente do que a proporciona por muito concorrentes, que costumam ter apenas ingredientes oclusivos (já expliquei o que são em posts anteriores), e não, também, umectantes – o que é o caso da glicerina e do derivado de ácido hialurônico.

Longa duração, efeito não pegajoso e disfarce imediato de linhas verticais…

Para um longa duração, efeito não pegajoso e disfarce imediato de linhas superciais, este gloss contém mais um ingrediente que não costuma ser visto em glosses: Nylon-12. O Nylon-12 é um ingrediente que pode criar o que os fornecedores desta matéria prima chamam de “soft focus effect”, que seria um “disfarce óptico” das linhas finas.

Produto muito premiado…

Como vocês estão vendo, este gloss já ganhou diversos prêmios, inclusive o da @cosme:

Crédito da imagem: http://www.shiseido.co.jp/

Naturalmente, não iria testar em mim. Portanto mandei para a minha amiga Adriana, do Stash, testar. Ela fez swatches:

Nesta foto estão as cores (respectivamente: RD791 / OR292 / BE790) que a Shiseido descreve como “naturais”:

E nesta (respectivamente: RS794 / PK393 / RS595) estão as que a Shiseido chama de “glamourosas”:

A seguir está a opinião dela. O interessante é que não mandei  a tradução da descrição destes glosses e nem fiz nenhum comentário sobre eles. Acho que ela testou “no escuro”, logo não havia como estar sugestionada pelas alegações da marca:

“Os glosses tem uma textura excepcional! Fixam muito bem, sem serem grudentos. Eu diria que eles são cremosos, quase como um batom liquido.

Tem um brilho dourado muito discreto. Tão discreto que eu só percebi quando fui limpar o braço após os swatches. Ou seja: você não vê o brilho nos lábios, mas ele da um efeito lindo. Acho que é porque o brilho é tão pequeno e fininho que se torna imperceptível. Não é como aqueles glitters grosseiros que arranham os lábios.

Não tem cheiro, nem gosto algum. E as cores são todas bem neutras e usáveis.

A fixação é fantástica. Pode comentar. Ta na minha boca há mais de 4 horas (e eu bebi).

Resumindo: amei.

P.S.: eu tenho alergia aos glosses antigos da Shiseido. Vamos ver se alteraram esta fórmula.”

Onde comprar: a Ichibankao vende todas as cores, cada um por 3150 Ienes, algo em torno de R$ 80. É relativamente caro, mas pela minha experiência, as encomendas feitas na Ichibankao costumam chegar em apenas uns 20 dias (muitas vezes até menos). E a chance de o produto ser texado é muito pequena, já que é enviado em uma embalagem discreta.

Conclusão: embora eu não entenda absolutamente nada de maquiagem e nunca, por razões evidentes, tenha testado o produto, baseado em tudo o que li – como várias resenhas, por exemplo – recomendo muito. É um gloss mais inovador e possivelmente superior em vários aspectos. Para ser perfeito, acho que só faltou ter filtros solares.

Opções para Quem Procura por Produtos Sem Silicones para os Cabelos

Muitas pessoas procuram por xampus e condicionadores sem silicones. Em geral, defendo o uso de silicones em produtos para os cabelos em virtude de que estes ingredientes costumam deixar um toque agradável, dar brilho, domar o volume, diminuir frizz, proteger contra diversos danos e combater o ressecamento – justamente tudo o que a maior parte das brasileiras procura.

Mas para quem tem cabelos finos e naturalmente lisos, com pouco volume, que ficam rapidamente oleosos, o uso de produtos sem silicones é muito interessante.

Além disso, o uso de produtos sem silicones também é interessante para quem faz a técnica do No Poo.

Para quem, por motivos que eu concorde ou não, só usa produtos sem silicones – algo bastante difícil de ser encontrado aqui – a linha Nature & Co, da japonesa Kosé, oferece muitas opções. Como a linha Honey Blend, composta por xampu, condicionador de tratamento e spray umidificador. Além disso, os produtos contêm óleos vegetais no lugar do óleo mineral ou petrolato. Em geral, também não vejo nada de errado em usar estes ingredientes no cabelo – mas não é o objetivo deste post discutir este assunto. É apenas mostrar alternativas para quem procura produtos sem estas substâncias, sem levar em consideração minha opinião sobre elas.

 

Crédito da imagem: Kosé Corporation.

Crédito da imagem: Kosé Corporation.

 

 

Crédito da imagem: Kosé Corporation.

Para quem não gosta de cheiro de mel (existe? rs) ou tem alergia, uma alternativa é a linha de rosas:

Crédito da imagem: Kosé.

Onde comprar: Sasa, Ebay etc. Os produtos têm um preço amigo, por assim dizer.

Qualquer dúvida sobre composição ou modo de usar, possivelmente poderei esclarecer.

P.s: não sei se todo mundo já viu, mas na coluna direita do blog há um campo para cadastrar e-mail e assim receber as atualizações por e-mail.

Twitter do blog: @easttowestsc

 

Pele Não Uniforme, Avermelhada ou Pálida? Shiseido tem Uma Resposta para Cada Problema

Muita gente já deve ter visto que a linha contra manchas White Lucent, da Shiseido, é bastante extensa. É uma linha vendida não só na Ásia, mas também em vários países ocidentais, como os Estados Unidos. No entanto, alguns produtos bem interessantes da linha infelizmente não são encontrados nos Estados Unidos. Alguns destes produtos são os primers chamados Brightening Control Base SPF 33 PA+++.

Crédito da imagem: http://www.sg.shiseido.com/

Há em três versões, cada uma para um problema diferente. A saber:

Ivory: para pele não uniforme, com manchas marrons ou acastanhadas. Tem uma leve cor de base. Mas muito leve mesmo, servindo para todas as tonalidades de peles.

Green: como o nome já indica, tem uma leve cor esverdeada. Para neutralizar vermelhidão, muito comum em pós-peelings, em que tem rosácea, em quem mora em lugares muito frios…

Pink: cor rosada, para tirar a palidez da pele e diminuir o tom amarelado.

Como todos eles contêm um pouco de cor e o pigmento dióxido de titânio, lembrem-se de que a cobertura da base usada por cima irá ficar bem mais intensa.

Quem ficou interessado, pode facilmente encontrar em alguma loja virtual estrangeira. Custa mais ou menos US$35, valor bastante aceitável.

Comentando sobre a linha White Lucent, aproveito para fazer três observações:

1 – Um dos primeiros produtos que resenhei para o blog foi um hidratante desta linha, o Brightening Moisturizing Gel W, clicar aqui quem ainda não leu;

2 – Também resenhei o Haku Malano Focus W Essence, clicar aqui. Apesar de não ser vendido no ocidente, este serum tem os mesmos clareadores encontrados no serum que será comentado a seguir, da linha global;

3 – Estava procurando algumas fotos do “antes e depois” do novo serum da linha White Lucent - Intensive Spot Targeting Serum+ – e fiquei impressionado com os resultados que a autora deste blog mostrou. Do ponto de vista científico, a experiência de apenas uma pessoa não tem praticamente nenhuma relevância. Mas não deixa de chamar a atenção. Será que não tem base na segunda foto? Não vejo por que ela faria isso, mas sei lá, né?! De qualquer forma, vi outras fotos em outros blogs e também achei que os resultados foram bons, principalmente porque as pessoas tiraram fotos após pouco tempo de uso do produto.

 

Shu Uemura Essence Absolue Nourishing Protective Oil

Fabricante: Shu Uemura, uma marca da L’oréal. Apesar de a L’oréal ser francesa, Shu Uemura é japonesa e está mantendo todos os aspectos tipicamente japoneses em seus produtos, como embalagens, sites, conceitos, entre outros. Por isso está dentro do foco do meu blog.

Embalagem: 

Crédito da imagem: http://www.shuuemuraartofhair-usa.com/

O que ganhei foi amostra da minha amiga Adriana.

Comercial:

Alegações e modo de usar: clicar aqui para ler.

Como vocês leram, há vários modos de usar. Usei da forma mais comum, no cabelo seco.

Textura/aparência: fluido de silicone incolor e transparente.

Para efeito de comparação, é um pouco mais viscoso que o Kérastase Soin Lissant Oléo-Relax e o L’oréal Professionnel Mythic Oil.

Nem tirei foto porque há várias resenhas que mostram, como esta:

Perfume: a marca descreve como de pétala de camélia… É isso mesmo. Levemente adocicado e discreto. Achei delicioso.

Ingredientes: Cyclopentasiloxane, Dimethiconol, Camellia Kissi/Camellia Kissi Seed Oil, Ethyhexyl Methoxycinnamate, butylphenyl Methylpropional, Hexyl Cinnamal, Hydroxycitronellal, Fragrance, (C29120/1).

(Fonte não oficial, mas tenho praticamente certeza de que está correta).

Como vocês podem ver, o produto é praticamente uma mistura de dois silicones: cyclopentasiloxane e dimethiconol. Já comentei sobre o cyclopentasiloxane aqui. Resumindo, é um silicone volátil, evapora do cabelo e da pele.

Quanto ao dimethicone, permanece nos fios, combatendo frizz e pontas duplas, amaciando, dando brilho, facilitando o ato de pentear e evitando a quebra, entre outros benefícios.

A quantidade de óleo de camélia eu imagino que seja mínima. Quem faz o trabalho são os silicones mesmo. Se alguém quer saber o que o óleo de camélia é capaz de fazer pelos cabelos, recomendo comprar o Tsubaki Oil, que é óleo de camélia puro. Mas aí vai ser um óleo vegetal mesmo, não vai ter o “sensorial” de produtos com maravilhosos silicones.

Também tem um pouco de filtro solar (ethyhexyl methoxycinnamate) contra os raios UV-B. Mas pelo que pesquisei, sol no cabelo não é tão danoso quanto as pessoas imaginam. De acordo com alguns amigos formuladores de cosméticos, os raios UV recebidos diariamente nos cabelos tendem a ter um efeito irrelevante perto de outras agressões, como o simples ato de lavá-los e secá-los com uma toalha. Além disso, imagino que a quantidade presente deste filtro contra os UV-B seja baixa para um efeito significativo.

O restante é fragrância.

Opnião pessoal/subjetiva: excelente! Este “blend” de silicones que a L’oréal escolheu é um espetáculo da Química. Espalha bem e faz tudo o que promete, como combater frizz. O cabelo fica altamente macio e com brilho, além de menos volumoso, mas sem ficar pesado ou com aspecto de sujo/oleoso. Não tenho muito o que falar sobre o produto porque concordo 100% com a resenha que as gurias do Stash fizeram sobre este óleo.

Preço e onde comprar: sem contar os impostos, caso alguém seja taxado, sai por aproximadamente R$ 120. Para os brasileiros, é um produto relativamente difícil para ser comprado. Pode ser comprado em alguma viagem a um país onde tenha Shu Uemura, Ebay e Mercado Livre (para quem tem um vendedor de confiável), encomendado com pessoas que moram nos Estados Unidos (há várias) ou com a Vania. Se alguém tiver mais sugestões…

Contrariando muitos, não acho caro. Pelos seguintes motivos:

1 – É à base de silicones, que são ingredientes caros;

2 – Contém um óleo vegetal não muito comum, o que também não é muito barato;

3 – Tem uma fragrância sofisticada e pouco comum. Fragrância costuma ser o ingrediente mais caro de um cosmético;

4 – Pelas experiências que estou fazendo, produtos baratos com silicones (abaixo de R$ 15) são totalmente diferentes: grossos, deixam aspecto oleoso e não deixam o cabelo tão macio;

5 – Tem 150 ml, muito mais que diversos concorrentes. Imagino que dure por volta de um ano para a maioria das pessoas.

Conclusão: excelente óleo para os cabelos, que faz tudo o que promete e ainda por cima sem deixaer o cabelo com aspecto oleoso. Recomendo forte!

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