Arquivo do mês: abril 2012

Batalha das Bases Clareadoras: Resenha Tripla (Clinique, Sofina e Laneige)

Venho testando três bases supostamente clareadoras, voltadas a quem tem manchas na pele: Clinique Even Better Makeup SPF 15, Sofina Alblanc Transclear White Foundation UV Liquid SPF 25 PA++ e Laneige Snow Crystal Dual Foundation [White Plus Renew] SPF 41 PA++.

Condições em que as bases foram testadas: todas elas foram testadas por cima de um hidratante pegajoso e oleoso, o Curél Whitening Moisture Facr Milk. Minha pele estava muito ressecada, irritada e até descamando. Não teria, portanto, como testá-las sem um hidratante “potente” por baixo.

Clima em que fiz o teste mais recente usando a base da Clinique:

Clima em que fiz o teste mais recente usando a base da Sofina:

Clima em que fiz o teste mais recente usando a base da Laneige:

Embalagem:

Da Clinique

Crédito da imagem: http://www.clinique.com.br

Da Sofina

Crédito da imagem: http://www.sofina.com/jp

Da Laneige

Certame a mais bonita é a da Laneige. E em se tratando de funcionalidade, talvez a da Laneige também ganhe. Enquanto a da Clinique é com aquela embalagem com gota dosadora (como de medicamento líquido) e a da Sofina, que eu imagine, é com aquela tampa com um furo no meio, a da Laneige é em uma espécie de válvula pump. Mas uma válvula pump diferente: uma válvula pump que você aperta e sai um pouco de base, ficando o pouco da base ali para você ir enconstando a esponja.

Ah, e a da Laneige também vem com um espelho na parte interna da tampa. Levando em consideração apenas a embalagem, a da Laneige vence em todos os aspectos.

Características e alegações:

Da Clinique

Clicar aqui.

Da Sofina

Clicar aqui.

Da Laneige

Cobertura: como sempre, além de ter aplicado no meu rosto, fiz diversos outros testes. Passei em um filme plástico cada uma delas e as coloquei contra a luz, simulei manchas em um papel etc. Desta vez foi fácil chegar a uma conclusão, porque elas são bem diferentes.

Clinique

Moderada.

Sofina

Baixa.

Laneige

Extra-baixa (tem hidratante com cor que cobre mais, os asiáticos gostam assim).

Ingredientes:

Da Clinique

A da Clinique possui alguns antioxidantes, como um derivado de vitamina C (magnesium ascorbyl phosphate) e manteiga de mururu, que é emoliente e provavelmente contém algumas vitaminas lipossolúveis.

Da Sofina

O que destaco é que a da Sofina tem um extrato específico de camomila desenvolvido pelo próprio fabricante (Kao Corporation), prometendo ajudar no clareamento de manchas. Comentei aqui sobre tal extrato.

Também há em sua fórmula um extrato de eucalipto (não é óleo de eucalipto, portanto não causa sensação de “resfriamento” e também não tem cheiro de eucalipto). De acordo com estudos comentados aqui, este extrato de eucalipto pode estimular a pele a produzir ceramidas, o que melhoraria a hidratação da mesma.

Ainda vale destacar que tem um pouco de álcool (álcool etílico, etanol…). Muitas das bases modernas contêm álcool. Mas a da Sofina parece ter um pouco mais que a média. De qualquer modo, não ressecou e não irritou absolutamente nada minha pele, por isso não vejo problema com o álcool nesta base. Ainda assim, eem virtude do álcool, não é uma base que escolheria para usar em um pós-peeling, por exemplo.

Da Laneige

Infelizmente só encontrei em coreano. O que encontrei em inglês foram os ingredientes desta. Já que a descrição de ambas são muito parecidas, suponho que os ingredientes também.

Geralmente um dos ingredientes para suportar as alegações de clareamento nas bases da Laneige é o extrato de Morinda citrifolia (“noni”). Além de poder ser rico em vitamina C, de acordo com alguns estudos – como este (J Nat Med. 2009 Jul;63(3):351-4. Epub 2009 Mar 13.)  - talvez ajude a proteger a pele dos raios UV-B.

A conclusão sobre os ingredientes é que não esperaria nenhum clareamento visível de nenhuma destas três bases. Vejo os ingredientes delas – no máximo – como um “bônus”.

Textura:  a da Sofina é  bem fluida, já as da Clinique e Laneige são mais cremosas. Todas elas espalham muito bem, sendo que a da Sofina parece espalhar ainda mais.

Textura ao toque:

Da Clinique

Achei levemente emoliente. Muita gente diz que é mate, pessoalmente não achei nem um pouco mate. Achei levemente oleosa e pegajosa ao toque. Mesmo no braço, onde não apliquei hidratante. Por que será?

Da Sofina

Levíssima. Evolui para uma sensação mate, mas não mate a um ponto desconfortável. Na verdade, “mate” não seria a palavra correta.  Minha pele não ficou nem mate nem oleosa. Ficou “normal”.

Da Laneige

É o que o fabricante sugere: toque “moist”, ou seja, úmido, hidratado. Também achei levemente oleosa e pegajosa (mas não é nada que incomode, e lembrem-se de que testei com um hidratante oleoso e pegajoso por baixo).

Textura visível:

Da Clinique

Luminosa. Mas não por ter aqueles pontos brilhantes, e sim por ela ser mais hidratante. Mais uma vez, muita gente diz que ela proporciona aparência mate. Mas não achei.

Da Sofina

“Normal”. Nem mate nem luminosa.

Da Laneige

Luminosa. Mas também não por ter aqueles pontos brilhantes, e sim por ser hidratante.

Acúmulo em poros visíveis e rugas: não tenho nenhum dos dois, portanto não posso dizer. Mas pelas resenhas que li, nenhuma das três bases costuma desagradar neste aspecto.

Odor:

Da Clinique

Sem perfume e sem cheiro ruim.

Da Sofina

Sem perfume e sem cheiro ruim.

Da Laneige

A base é ridiculamente perfumada. É um perfume excessivo e que lembra o de uma colônia masculina cítrica.

A Coreia do Sul tem o mercado de cosméticos mais competitivo do mundo. Imagino que, na tentativa desesperada de se destacar, eles quiserem oferecer algo diferente. E acabaram errando feio. Lendo resenhas, soube que muita gente gosta do perfume desta base e nem acha forte. Mas eu acho – e bastante!

Resistência à água, suor e oleosidade: fiz dezenas de testes (sem exagero rs). Nota 10 a todas! A da Sofina, por exemplo, lavei três vezes. E mesmo depois que tomei banho, no dia seguinte,  ainda havia algum resíduo dela na faixa que fiz no antebraço.

Cor: 

Da Clinique

Esta é a cor “Neutral”, a mais clara existente no Brasil. Discordando do nome, não achei neutra, não. Além disso, ficou ligeiramente mais escura que o tom da minha pele. Gente, minha pele não é tão clara assim. Sou fototipo III, que costuma ser definido como pele clara, mas que consegue bronzear-se levemente; geralmente com cabelos e olhos castanhos. Italiano típico. Mesmo assim quase tudo o que experimento fica ligeiramente mais escuro, mesmo sendo a cor mais clara disponível no Brasil. Fico pensando em quem realmente tem pele clara, como os ruivos… Provavelmente não consegue comprar nada aqui.

Da Sofina

A cor da foto é a Ochre 03. Por incrível que pareça, deu relativamente certo na minha pele. A cor dela lembra a cor da Lancôme Teint Miracle 01 Beige Albâtre, inclusive em relação ao subtom.

Mas ainda que tenha dado relativamente certo (usaria tranquilamente), talvez a Beige Ochre 03 ou até a Beige Ochre 01 ficasse ainda melhor. Cores disponíveis:

Crédito da imagem: http://www.ichibankao.com

Da Laneige

Nos primeiras 15 minutos ficou ligeiramente mais escura e amarelada que a minha pele. Depois, não sei por quê, a cor parece que “assentou” e ficou do mesmo tom da minha pele.

Oxidação: não notei oxidação exarcebada com nenhuma delas.

Opinião pessoal e efeito na minha pele:

Da Clinique

O que me surpreendeu com a base da Clinique é que, apesar da cobertura dela ser moderada (ou até intensa, caso você aplique mais camadas), o efeito dela é natural, como “segunda pele”. Não sei como a Clinique conseguiu isso, mas conseguiu.

O único problema é que um pouco menos seca do que gostaria.

Da Sofina

Não é porque costumo ser fã dos produtos da Sofina, não (não de todos, lógico). Mas achei esta base fantástica. É finíssima, espalha super bem, não deixa nenhum resíduo oleoso (mas também não parece matificar) e proporciona um efeito extramente bonito, um efeito que nunca vi em nenhuma outra base. Sabem quando no final do dia a nossa pele está meio escura, com uma aparência de suja (ou até suja mesmo… rs), em virtude do sebo oxidado e poluição; e quando a gente lava, a cor parece ficar imediatamente mais clara e a pele fica com uma aparência de limpa? É isso o que esta base fez em mim. Não sei se vocês vão entender o que estou querendo dizer, mas ela dá a impressão de que eu acabei de retirar uma máscara de argila do rosto, aquela aparência de pele “acalmada” e “revigorada”, sabem?  Além disso, fica bem natural e parecendo que minha pele é naturalmente “boa”. rs A sensação de frescor proporcionada também é muito boa, sendo ideal para o verão. A pele não ficou opaca nem excessivamente iluminada. Se usasse maquiagem, compraria sem nenhuma dúvida esta base. Eu diria até que foi a base da qual mais gostei até o momento (em segundo lugar viria a Lancôme Teint Miracle).

Da Laneige

É uma base muito boa, que fez o que promete: hidratar e deixar aparência hidratada. Mas não compraria por causa do perfume.

Preço:

Da Clinique

No Brasil, por volta de R$ 150. Nos países como uma economia sã, como os Estados Unidos, por volta de US$ 25, ou seja, mais ou menos R$ 45.

Da Sofina

Aproximadamente 5200 Ienes, no Japão, o que dá algo em torno de R$ 130 e US$ 55 em Hong Kong.

Onde comprar:

Da Clinique

É vendida no Brasil.

Da Sofina

Quem prefere as lojas japonesas, pode encomendar na Ichibankao. Quem prefere as lojas de Hong Kong, pode comprar na Bobodave. Dica: entrem com o código “Ratzilla” no checkout da Bobodave para ganhar três amostras.

Conclusão:

Da Clinique

Gostei muito pela cobertura moderada, porém natural. Para mim, seria perfeita se fosse um pouco mais matificante.

Da Sofina

Cobertura leve e um acabamento muito bonito. Textura excelente para clima quente. É a base da qual mais gostei até o momento. Se tivesse que escolher apenas uma, seria esta.

Da Laneige

Cobertura extra-baixa e bem hidratante. Excessivamente perfumada. Diferencial:  FPS bastante alto para uma base.

P.s:

1 – A base da Laneige vem com um iluminador separado (mas na mesma embalagem);

2 – A linha de maquiagem Alblanc, da Sofina, disponibiliza outros itens bastante interessantes. Como um corretivo em bastão FPS 30, sendo mais uma arma para quem luta contra manchas e olheiras. Corretivo em bastão há milhares no mundo, mas poucos com FPS 30. Um vídeo mostrando:

Kracie Hadabisei Moisturizing Facial Mask 3D (Moisture Surge Care)

Já fiz uma introdução para estas máscaras asiáticas de um modo geral aqui.

Até pode haver uma “justificativa científica” para estas máscaras em “tecido”.  Há estudos mostrando, como este (Skin Pharmacol Physiol. 2007;20(1):50-6. Epub 2006 Oct 11.), que ocluir – “tampar” –  a pele pode fazer com que a mesma absorva melhor muitas subscâncias aplicadas nela.

A máscara sobre a qual comento hoje é a Kracie Hadabisei Moisturizing Facial Mask 3D (Moisture Surge Care), uma máscara hidratante.

Embalagem: cada caixa vem com 4 sachês.

Caixa.

Crédito da imagem: http://www.hadabisei.jp/

Sachet.

Formato: em 3D, como o nome já indica.

Crédito da imagem: http://www.hadabisei.jp/

Como o formato de rosto típico dos asiáticos, não encaixou muito bem no meu rosto, que é típico de ocidental. Mas deu para usar sem problemas. Não vi vantagem de um formato 3D em relacão ao regular. Talvez a única diferença é que não aperta a pele, tornando a aplicação mais confortável.

Alegações: clicar aqui

Como muitas empresas japonesas,  as alegações apelam para a nanotecnologia. No caso, o produto alega ter partículas de 100 nm, que penetrariam profundamente na pele.

Textura: a máscara vem bem umedecida, mas não exageradamente, o que é bom. O líquido que a umedece é meio leitoso.

Modo de usar: clicar aqui.

Perfume: na descrição consta que o produto tem uma relaxante essência de flores. Mas é praticamente livre de perfume – ótimo!

Ingredientes: clicar aqui para ler a lista completa.

O que destaco é que ela tem umectantes clássicos, como o butylene glycol e a glicerina. Também destaco que tem um derivado de ácido hialurônico (aparentemente, em alta quantidade).

Além disso, esta máscara contém um novo açúcar derivado do amido de milho, composto principalmente Glycosyl Trehalose e Hydrogenated Starch Hydrolysate (cito em inglês porque estes nomes vêm em inglês mesmo nos cosméticos brasileiros, portanto não há sentido em citá-los em português). Este ingrediente, ou melhor, esta mistura de ingredientes, foi desenvolvida por uma empresa japonesa e é chamada comercialmente de Tornare. Há estudos mostrando que o Tornare pode ajudar a proteger a pele dos raios UV, aumentar a maciez da pele e dos cabelos, prevenir ressecamentos/asperezas causadas por detergentes, entre outros. (Fonte 1Fonte 2).

Quanto ao extrato de limão, a quantidade tende a ser tão pequena que eu duvido que tenha qualquer capacidade de esfoliar a pele.

Resultado e opinião pessoal/subjetiva: como todas estas máscas, deixa a pele bastante úmida por horas e mais horas. A pele fica como se estivesse molhada. É justamente este o objetivo. Mas até que está eu não achei que deixou a pele tão úmida, não. Achei que foi absorvida mais rapidamente do que a média. Talvez por não vir tão “molhada”. No dia seguinte, minha pele estava extremamente macia e bem hidratada. Gostei muito. Foi a máscara da qual mais gostei até o momento. Além disso, não irritou absolutamente nada minha pele.

Idioma: a minha foi comprada no Japão e veio toda em japonês. Não sei se há em outros idiomas.

Preço: depende muito de onde é comprada. Se for na terra praticamente livre de impostos e burocracia (Hong Kong), é claro que vai custar muito menos do que no Japão. Pelos sites de Hong Kong:  aproximadamente US$ 11. Pelos sites japoneses, aproximadamente US$ 19.

Onde comorar: para quem prefere os sites japoneses, Ichibankao. Para quem prefere os sites de Hong Kong, Sasa.

Conclusão: excelente máscara hidratante contendo ingredientes bem interessantes. Deixa a pele úmida por horas, como todas estas máscaras, mas não tando como muitas.

Notícia Boa aos Brasileiros: Shiseido na Argentina

Crédito da imagem: http://group.shiseido.com/

Os brasileiros amam a Argentina: só em 2010 o país recebeu quase 900 mil turistas brasileiros (fonte). Muitos aproveitam a viajam para comprar cosméticos, uma vez que – mesmo com todo os disparates econômicos e uma assustadora inflação em torno de 25% ao ano  (fonte) – cosméticos na Argentina não são tão caros quanto no Brasil (assim como em praticamente nenhum outro país do planeta).

Mas Shiseido não podia ser encontrada na Argentina.  Não podia… Mas poderá em breve: a marca acaba de anunciar que vai passar a ser vendida neste país. :)

Detalhes: Shiseido to Commence Sales of Cosmetics Products in the Argentine Republic

E, aos poucos, o Japão parece estar acordando… 

Por muito tempo muitas empresas japonesas gigantes (não só de cosméticos, mas de áreas diversas) desprezaram completamente os países pobres/em desenvolvimento. Só queriam vender aos paísses ricos.  Ocorre que muitos países ricos começaram a empobrecer; e muitos pobres a enriquecer. O resultado foi que a economia do Japão – que já enfrentava problemas internos – estagnou, forçando muitas empresas japonesas a explorarem mercados não tradicionais, por assim dizer.

“Mas Shiseido é vendida há bastante tempo no Brasil”. Não é bem assim. Uma importadora brasileira trazia Shiseido ao Brasil. Só recentemente a marca passou a atuar diretamente no País.

No fim, a crise econômica de várias países ricos está sendo benéfica a muita gente.

 

Laneige Water Sleeping Pack EX

O  Laneige Water Sleeping Pack EX é um “pack” (expliquei aqui que é chamado de “pack” na Ásia) para hidratar a pele. Como já foi mostrado, é uma espécie de máscara hidratante que se costuma usar umas 2x por semana antes de dormir. Por ser uma “máscara”, não é algo que some na pele em segundos, é algo que deixa um filme levemente perceptível ao toque e visão, devendo ser retirado pela manhã.

De acordo com este artigo escrito por um dermatologista, há estudos mostrando que a pele perde mais água no final do dia; isto é, desidrata-se com mais facilidade (o que pode deixá-la mais propensa a irritações). Já pela manhã, a perda de água pela pele tende a ser menor. Por isso que é mais interessante deixar os hidratantes leves pela manhã e os mais intensos para a noite. Vem dai a ideia dos “packs” serem para uso noturno.

Voltanto a comentar especificamente sobre o Laneige Water Sleeping Pack EX, saibam que é um produto extremamente famoso De acordo com a Amore Pacific (fabricante de Laneige), a cada 30 segundos é vendido um pote deste pack no mundo.

Comercial: 

Bem bobo… haha

Embalagem:

Isto que vocês estão vendo no fundo da embalagem não é a data de validade, e sim a data de fabricação:

O conteúdo é de 80 ml e é capaz que dure até um ano. Até anotei a data em abri, já que o fabricante recomnda que seja usado no máximo em 12 meses após aberto. (E 30 meses quando fechado).

Não gosto de produtos em pote (só vejo desvantagens: posso deixar cair e perder o conteúdo, caso esteja aberto; as fórmulas que vão em potes costumam precisar de mais conservantes, entre outras). Mas quando o produto me parece muito interessante, abro exceção.

Alegações: 

(Cliquem na foto para aumentar, caso preciso).

Textura: gel com textura bem aquosa.

Espalha extraoridinariamente bem (oba, vocês sabem que odeio produtos que não espalham bem). Deixa a pele levemente pegajosa por alguns instantes e depois passa, restando apenas uma leve (mas extremamente leve mesmo) sensação de filme. Não tem álcool, mas como tem bastante água na fórmula, proporciona uma sensação refrescante durante a aplicação.

Perfume: aí estava o meu medo. Alguns produtos da Laneige contêm uma quantidade ridiculamente excessiva de perfume (exemplo: a base comentada aqui pela Meire). Como a descrição do produto ainda ressalta o perfume, realmente estava tenso. rs Para meu alivío, no entanto, este produto é apenas levemente perfumado. E não é um perfume ofensivo. Pelo contrário, é uma delícia! (Como vocês já leram, é uma mistura de vários óleos essenciais). Perfeito!

Ingredientes:

Resumindo, pode-se dizer que a fórmula é rica em ingredientes umectantes, que são ingredientes que atraem água para a pele, ajudando a hidratá- ,antioxidantes, emolientes (deixam a pele com uma textura macia e combatem o ressecamento) e ingredientes para efeitos de marketing em geral – como todo cosmético. Além disso, tem um ou outro ingrediente que pode ajudar a combater manchas. Para manter o produto livre de microorganismos perigosos, o produto tem uma complexa mistura de conservantes; mas sem usar parabenos, que são conservantes mal vistos pelo consumidor médio. É uma fórmula bastante moderna e pouco comum.

Para quem tem curiosidade em saber para que serve cada ingrediente, aí vai:

WATER: água… Solvente;

BUTYLENE GLYCOL: umectante;

CYCLOPENTASILOXANE : um tipo de silicone volátil (evapora, não permanece na pele). Tem ação lubrificante. Os formuladores de cosméticos amam este silicone porque é muito leve e proporciona uma textura “elegante”;

GLYCERIN: umectante natural, padrão ouro. Já comentei muito sobre a glicerina em diversos outros posts;

TREHALOSE:  açúcar natualmente encontrado em plantas, provavelmente com propriedade umectante.

CAMELLIA SINENSIS LEAF EXTRACT: extrato de chá verde. Há algumas evidências de que chá verde pode oferecer benefícios à pele.

Minha série de posts sobre chá verde:

Chá Verde (Parte I)

Chá Verde – Parte II

Chá Verde – Parte III

Chá Verde – Parte IV

WATER (HIMALAYA SNOW WATER): água de neve do Himalaia… Solvente e bobagem para efeito de marketing?

PRUNUS ARMENIACA (APRICOT) FRUIT EXTRACT: extrato de pêssego. Se é o óleo de pêssego, tem propriede emoliente. Mas se é o extrato aquoso de pêssego, não encontrei nenhum estudo relatando algum benefício;

BETA-GLUCAN: açúcar que faz parte da parede de celular de certas algas e fungos, com propriedades antioxidantes. Há alguns estudos mostrando que a aplicação deste ingrediente pode proporcional algum benefício à pele. Leiam a reportagem:

Beta glucan may help treat skin disorders and remove fine lines and wrinkles

CASTANEA SATIVA (CHESTNUT) SEED EXTRACT: extrato de semente de uma espécie de castanha. É um ingrediente vendido com o nome de Recoverine por uma empresa francesa de matérias primas de cosméticos, a Silab. A Silab alega que este ingrediente é capaz de fazer várias coisas pela pele, como melhor sua hidratação e barreira de proteção. Como não encontrei nenhum estudo publicado suportando isso, não me convenceu!

SALIX NIGRA (WILLOW) BARK EXTRACT: é uma planta rica em salicin, uma substância similar ao ácido acetil salicílico, ingrediente ativo da Aspirina. Na verdade, o que deu origem à Aspiriana foi justamente o extrato de Willow Bark. Já antes de Hipócrates usava-se o extrato desta planta. Só foi abandonado após a criação da Aspirina.

Há alguns estudos sugerindo que o ingrediente salicin pode oferecer benefícios à pele. Este (J Cosmet Dermatol. 2010 Sep;9(3):196-201) concluiu que uso pode reduzir os sinais de envelhecimento da pele. E este (Int J Cosmet Sci. 2011 Oct;33(5):416-20.) alega que a aplicação de cosméticos com este ingrediente “regula genes da juventude”. Até são estudos publicados em periódicos respeitados, mas estou cético mesmo assim. Principalmente porque foram patrocinados pelo próprio fabricante, além de outras problemas. Estou cético, mas também não posso negar que talvez não seja um ingrediente inútil;

HYDROXYPROPYL BISPALMITAMIDE MEA: é chamado de “pseudo-ceramida”. Ceramidas são lipídios (“gorduras”) encontrados naturalmente na pele. Provavelmente tem ação emoliente e ajuda a combater o ressecamento, por ser um lipídio;

CITRUS MEDICA LIMONUM (LEMON) FRUIT EXTRACT: extrato de limão. Limão é uma fruta rica em certos ácidos que até poderiam esfoliar a pele. Mas como a concentração tende a ser muito pequena e o pH do produto não é muito baixo, imagino que neste caso seja inútil. Talvez tenha sido acrescentado mais para efeito de marketing ou para perfumar;

MUSA SAPIENTUM (BANANA) FRUIT EXTRACT: extrato de banana. Não sei se oferece algum benefício;

ACTINIDIA CHINENSIS (KIWI) FRUIT EXTRACT: extrato de Kiwi. Não me parece que tenha alguma utilidade além de perfumar (neste caso);

SOLANUM LYCOPERSICUM (TOMATO) FRUIT/LEAF/STEM EXTRACT: eextrato de tomate. Dependendo o que contém este extrato de tomate, pode ser que tenha alguma utilidade. Ainda assim, me parece mais marketing. Quanto mais extratos vegetais, mas natural a fórmula parece – o que agrada aos consumidores. Praticamente todas as empresas do mundo fazem isso;

VITIS VINIFERA (GRAPE) FRUIT EXTRACT: extrato de uva, que pode ser rico em antioxidantes. Trecho de um artigo da Dra. Leslie Baumann, dermatologista americana, sobre extrato de uva em cosméticos:

(…)

Several European authors contend that proanthocyanidins* inhibit enzymes integral to the breakdown of the skin, such as collagenase, elastase, and hyaluronidase.

Much more research in the form of double-blind, placebo-controlled clinical trials is necessary before grape seed extract warrants recommendation as a primary ingredient in topical cosmeceuticals.

(…)

Fonte: http://skintypesolutions.com/index.phpoption=com_article&view=article&id=88

*Substâncias encontradas na uva.

1,2-HEXANEDIOL: solvente. Parece que também tem propriedades umectantes e age contra microorganismos;

GLYCOGEN: polissacarídeo (açúcar). Provavelmente funciona como um umectante;

GLUTAMIC ACID: aminoácido derivado do glúten do trigo. Possivelmente tem ação umectante;

DIMETHICONE: silicone oclusivo (forma um filme sobre a pele) que evita o ressecamente da pele. É tão eficiente que é reconhecido pelo FDA como um medicamento de venda livre (OTC) visando proteger a pele;

DIMETHICONE/VINYL DIMETHICONE CROSSPOLYMER: controlador de viscosidade, ajudando a “engrossar” a fórmula. Proporciona um toque sedoso e uma textura sofisticada;

DIMETHICONOL: silicone emoliente, ajuda a combater o ressecamento;

LYSINE HCL: aminoácido. Possivelmente tem ação umectante;

MAGNESIUM GLUCONATE: pode ser que funcione como um biocida (“antisséptico”);

MAGNESIUM ASPARTATE: não tem uma ação clara, mas talvez auxilie na hidratação;

MANNITOL: um açúcar que funciona como umectante;

SERINE: aminoácido. Provavelmente tem ação umectante;

SODIUM CHONDROITIN SULFATE:  componente naturalmente encontrado em cartilagens. Possivelmente também atua como um umectante;

SUCROSE: açúcar que provavelmente também atua como umecante;

STEARYL BEHENATE: classificado como emoliente;

CITRULLINE: aminoácido encontrado na melância. Provavelmente funciona como um umectante. Alegam que também atuaria como um antioxidante;

SILICA DIMETHYL SILYLATE: várias funções, como estabilizar emulsões e controlar a viscosidade da fórmula;

ACETYL TETRAPEPTIDE-11: peptídeos são os ingredientes da moda.

Os The Beauty Brains escreveram sobre estes peptídeos aqui.

Como não encontrei nenhum estudo publicado sobre este peptídeo, não me convenceu;

ATELOCOLLAGEN: um tipo de colágeno. Provavelmente funciona como um umectante;

ALANINE: aminoácido. Provavelmente tem ação umectante;

ARGININE: aminoácido. Provavelmente funciona como um umectante. A arginina é particularmente interessante porque este estudo (Hautarzt. 2004 Jan;55(1):58-64.) mostrou que a aplicação tópica de arginina pode estimular a pele a produzir ureia, o que melhoraria os sinais de ressecamento. Mas a concentração usada no estudo talvez seja bem mais alta do que a presente nesta fórmula;

AMMONIUM ACRYLOYLDIMETHYLTAURATE/VP COPOLYMER: controlador de viscosidade (é para formar a textura gel);

ETHYLHEXYLGLYCERIN: costuma ser usado para melhorar a ação dos preservativos (reduzindo a necessidade deles);

INULIN LAURYL CARBAMATE: estabiliza a emulsão, surfactante. Em bom português, serve para ajudar a misturar substâncias que não se misturam naturalmente;

ZINC GLUCONATE: parece que tem ação antioxidante;

CARBOMER: clássico polímero para fazer geis. Cliquem aqui para ler um artigo que um formulador de cosméticos escreveu sobre este ingrediente;

COPPER GLUCONATE:  o único estudo que encontrei sugerindo algum benefício deste ingrediente para a pele foi este;

CAPRYLYL GLYCOL: emoliente e umectante. Quando combinado com a ethylhexylglycerin, ajuda a preservar a fórmula. Estudo sobre o assunto;

CALCIUM GLUCONATE: não que tenha me convencido de que tenha alguma utilidade neste caso, mas de acordo com este estudo pode ter ação “cicatrizante”;

THREONINE: aminoácido. Provavelmente tem ação umectante;

TROPOLONE: de acordo com este estudo (Curr Med Chem. 2012 Mar 13), é um inibidor da tirosinase. Traduzindo em termos práticos: pode ajudar a clarear manchas;

TRIETHANOLAMINE: ingrediente para “balancear” o pH da fórmula;

PENTAERYTHRITYL TETRAISOSTEARATE: emoliente e emulsificante;

POLYGLYCERYL-3 METHYLGLUCOSE DISTEARATE: emulsificante;

POLYSORBATE 20: emulsificante e solubilizante de perfume;

PCA: sigla para Pyrrolidone Carboxylic AcidÉ considerado um NMF (Natural Moisturizing Factor). NMF é uma mistura de “ingredientes” solúveis em água naturalmente encontrados na pele que ajudam a manter a hidratação da mesma;

HISTIDINE HCL: aminoácido. Provavelmente tem ação umectante;

DISODIUM EDTA: classificado como quelante. Pode ajudar a conservar a fórmula;

CHLORPHENESIN: conservante;

PHENOXYETHANOL: mais conservante. Ninguém quer colocar a saúde em risco, certo? Um produto que não fosse bem preservado poderia ser extremamente perigoso aos consumidores.;

FRAGRANCE: perfume;

CI 42090: corante.

Referências: http://www.cosmeticsinfo.org http://www.specialchem4cosmetics.com

Não sei se vocês já notaram, mas o estilo coreano de formular tende a ser diferente do japonês. Em geral, as fórmulas coreanas contêm dezenas e dezenas de ingredientes, enquanto que as japonesas costumam ser minimalistas. Tem até uma empresa japonesa, a FANCL, que tem como lema “less is more”. Já os sul-coreanos, aparentemente, não se preocupam com os custos e com o trabalho que muitos ingredientes dão para serem armanezados (mas há outras vantagens em fórmulas minimalistas, como evitar alergias).

Idioma: assim como todos os produtos da Laneige, vem em diversos idiomas, inclusive o inglês. Mas em relação aos ingredientes, depende de que país onde é comprado. O meu veio diretamente da Coreia do Sul, contendo os ingredientes apenas em coreano.

Modo de usar: como falei, a embalagem vem – também – em inglês. Portanto não há a necessidade de ser mostrado aqui.

Resultado e opinião pessoal/subjetiva: gostei muito! Não irritou nada a minha pele (e uso alguns ácidos “esfoliantes”…) e hidratou levemente. Mas por ser um produto para quando se precisa de hidratação extra, pessoalmente gostaria que ele fosse menos leve, que fosse oleoso mesmo. Afinal, tem um “EX” no nome, certo? Quem não quer nada pesado, vai virar fã. Mas não é o meu caso, no momento estou procurando por uma hidratação ainda mais potente.

Preço: aproximadamente US$ 30.

Onde comprar: um exemplo é com este distribuidor oficial da marca, no Ebay.

Conclusão: excelente e moderno gel hidratante com textura muito leve e refrescante, mas acho que quem tem pele seca vai se decepcionar. Gostei muito e acho que vou recomprar, mas talvez seja um produto um pouco overrated.

Resenha do Livro: Asian Beauty Secrets: Ancient and Modern Tips from the Far East

Crédito: Drew Attizer.

O livro Asian Beauty Secrets: Ancient and Modern Tips from the Far East foi escrito por uma dermatologista que atua nos Estados Unidos, a Dra. Marie Jhin. Ela é médica pela Universidade de Cornell e fez parte do “staff “de dermatologia da Universidade de Stanford – sendo que hoje atende em uma clínica particular de San Francisco.

Não mostro o livro porque comprei para o Kindle, por aproximadamente US$ 4.

De família sul-coreana que imigrou para os Estados Unidos quando ela ainda era criança, a mãe da Dra. Marie sempre a fazia participar – desde criança – de vários “tratamentos de beleza” populares típicos da Coreia do Sul, como saunas públicas, esfoliações etc. Quando adulta, ela também sempre seguia os “tratamentos” impostos por sua mãe, como tomar o chá da erva X após a gravidez, o que supostamente garantiria a produção de leite (na cultura da Ásia os filhos não costumam questionar os pais mesmo que eles tenham mais conhecimento que eles, o que é o caso dela – por ser médica, ao contrário da mãe). Isso tudo a fascinou e ela decidiu pesquisar mais e lançar um livro sobre o assunto.

O que esta médica deixa bem claro é que a intenção dela não é validar cientificamente os tratamentos folclóricos mostrados (embora ela tente mostrar um embasamento para todos). E que em sua prática médica o que ela receita são produtos baseadas em estudos randomizados, duplo-cegos, placebo-controlados… Ou seja, não é porque ela está mostrando (e adora fazer) estes tratamentos folclóricos, que ela recomenda estes tratamentos aos pacientes dela.

Mas o livro não se resume a mostrar a parte folclórica, também mostra o que faz sucesso na Ásia em se tratando de opções modernas, baseadas em ciência.

Além disso, ela discorre brevemente da definição de beleza na Coreia do Sul, China e Japão (assim como na América os países são bem diferentes uns dos outros, na Ásia também, certo?!). Nessa parte, o que me chamou a atenção é que, de acordo com a autora, no Japão os japoneses gostam de clarear a pele não por uma questão de vaidade, mas para reforçar uma identidade cultural. Será?

Na parte sobre os tratamentos folclóricos do Japão, ela cita, por exemplo, o tratamento mais realizado pelas gueixas (e adorados pelas atrizes de Hollywood): cocô de rouxinol!

Imagem retiradado blog http://www.scform.com

O cocô de rouxinol, que costuma ser comprado neste frasquinho da foto, e é rico em guanina, uma das bases nitrogenadas do DNA. A guanina é usada como corante e proporciona um efeito perolado e luminoso imediatamente assim que é aplicada na pele. Mas nem preciso dizer que o mesmo efeito é conseguindo com maquiagem, não é?! E também é rica em ureia, o que pode ajudar a esfoliar e hidratar a pele (mas ureia é encontrada em hidratantes, portanto, continua não sendo algo realmente necessário nos dia de hoje. rs). De acordo com que ela alega, a guanina também ajuda a cicatrizar a pele e por isso este tratamento é muito usado antes da entrega do Oscar, porque deixa a pele bonita, mas sem descamar e deixá-la avermelhada como os peelings. Aí já não sei (vocês sabem que sou cético)… Para evitar gripe aviária, ele é esterelizado.

Também cita o óleo de camélia (tsubaki), que combate o ressecamento da pele e dos cabelos, mas tem textura leve. Este óleo eu recomendo e escrevi sobre ele aqui.

Indo à China, e ainda nas receitas ancestrais – mas que são usadas até hoje – ela dá uma receita de sopa feita com sapos brancos coletados na época X, que as chinesas juram ser ótimo para ajudar a manter a hidratação da pele. Não me atrai, mas para quem quiser tomar uma sopa de sapo branco, a receita está no livro. rs

Já na Coreia do Sul, um alimento que sempre foi visto como aliado da beleza lá é o feijão preto. O feijão preto é muito rico em antioxidantes (antocianinas), proteínas, fibras… E ainda por cima não tem uma quantidade absurda de calorias. Não há como discordar em relação a isso.

Ela também mostra que na Coreia do Sul há uma grande pressão social para os homens não ficarem calvos (como coisa se fosse culpa nossa rs). Aliás, na Coreia do Sul estas “exigência” de beleza” são feitas tanto às mulheres quanto aos homens. Bem diferente da maioria dos outros países do mundo, onde estas cobranças só costumam ser feitas às mulheres. E que as chinesasas costumam dizer que “o segundo rosto das mulheres são as mãos”. Isso significa que todo o cuidado meticuloso que elas têm com a pele do rosto elas também têm com a pele das mãos.

Já nos tratamentos modernos, ela recomenda principalmente os cosméticos da Sulwhasso, Amore Pacific, Shiseido e Kanebo. Cita como estas marcas investem tecnologia, que investem em nanotecnologia e por aí vai.

Também cita que Luz Intensa Pulsada faz um enorme sucesso entre as chinesas, porque ajuda a clarear manchas e a tirar o sub tom amarelado da pele (coisa que as chinesas não gostam). Que os LASERS mais modernos seriam os sul-coreanos e que a procura por lipoaspiração na Coreia do Sul é tão grande, mas tão grande que os cirurgiões plásticos não dão conta da demanda – e por isso o procedimento também é muito feito por dermatologistas e ginecologistas. Uma outra curiosidade é que Botox na Ásia não é muito usado para rugas de expressão (até porque os asiáticos quase não têm). E sim para deixar o rosto menos arredondado e mais “anguloso”.

Finalizando o livro, a Dra. Marie cita os problemas de pele comuns aos asiáticos de uma forma geral, como melasma, sugerindo vários produtos (tudo coisa que vocês já conhecem: Neutrogena Acne Wash, medicamentos como o Tri-Luma etc).

Vale a pena comprar?

Hum… Custou menos que uma revista aqui no Brasil. Mas preferiria que fosse mais caro, porém mais aprofundado (achei muito superficial, poderia ser imensamente mais aprofundado).

Muitas das coisas que ela cita eu recomendo que sejam vistas mais como meras curiosidades, e não que, necessariamente, sejam seguidas. Por não serem suportadas por evidências científicas (mais uma vez: a própria autora esclarece que a intenção dela não é validar cientificamente estes tratamentos, e que não fazem parte de sua prática clínica).

Por aproximadamente US$ 4, ok! Mas se custasse mais do que isso, hesitaria.

Eleição da Japonesa com Pele Mais Bonita

Acreditem: no Japão se elege quem tem a pele mais bonita. Pelo 2º ano, a atriz Haruka Ayase é eleita a japonesa com a pele mais bonita, de acordo com o site de pesquisa Oricon Style:

Imagem retirada do Google Imagens/crédito não encontrado.

Crédito da imagem: http://fooyoh.com/

Imagem retirada do Google Imagens/crédito não encontrado.

Claro que com uma pele destas ela iria ser chamada para fazer comercial de cosmético! No caso, ela é a garota-propaganda da SK-II. Aliás, só agora que me toquei que nunca comentei sobre SK-II no blog. Fazer um blog sobre cosméticos de marcas asiáticas e não comentar sobre SK-II é como fazer um blog sobre a Suíca e não comentar sobre chocolate. :P

Crédito da imagem: http://www.lifestyleasia.com/

Ípsa Pure Protect Liquid Foundation SPF 25 PA+++ X Lancôme Teint Miracle FPS 15

O post de hoje é uma comparação entre a Ípsa Pure Protect Liquid Foundation SPF 25 PA+++ (Ípsa é uma marca da Shiseido)  e a Lancôme Teint Miracle SPF 15.

Decidi comparar estas duas bases pois, pela descrição, pensei que fossem parecidas. Mas ao longo do uso fui percebendo que são bem diferentes.

Para ser sincenro, não uso maquiagem e não pretendo usar. Mas tudo pelo blog! rs Por isso que venho testando várias amostras que ganho… Testo cada base em média três vezes.

Condições em que as bases foram testadas: ambas foram testadas na pele “nua”, sem hidratante ou outro cosmético por baixo (exceto na área dos olhos).

Clima em que fiz o teste mais recente usando a base da Ípsa:

Clima em que fiz o teste mais recente usando a base da Lancôme:

Embalagens:

- Da Ípsa

Crédito da imagem: http://www.ipsa.co.jp/en/*/*/item/42253/

- Da Lancôme

Crédito da imagem: http://www.lancome-usa.com/

Ambas são em válvula pump, o que é prático e higiênico. Mas a da Lancôme achei mais bonita.

Características e alegações: 

- Da base da Ípsa

“A brightening liquid foundation that evenly covers spots, freckles and pores with single application for a translucent finish. Provides a silky smooth texture and perfect adherence to the skin. Resists perspiration and sebum to prolong the initial beautiful finish. Prevents spots and freckles caused by exposure to the sun while protecting skin from dryness. Contains a highly moisturizing ingredient, hyaluronic acid. SFF25/ PA+++”

Fonte: http://www.ipsa.co.jp/en/*/bfound/item/g0097/

- Da base da Lancôme:

“O que as mulheres querem para a sua pele? Com essa pergunta, feita a mais de 23 mil mulheres, Lancôme chega a uma única resposta: todas procuram um “look” natural e perfeito. A partir disso, Lancôme revoluciona criando um produto que irá marcar uma nova era para a maquiagem da pele. Após dez anos de pesquisa, Lancôme recria a aura harmoniosa da pele, e confere à mulher uma radiância natural, deixando-a ainda mais bonita.

Teint Miracle maximiza a luz natural da pele, além de aumentar a luminosidade de sua superfície. A luz não é somente refletida na superfície da pele. Ela também é reemitida de maneira natural desde o seu interior. Essa é chamada luz interior. As bases de maquiagem tradicionais tendem a obstruir a luz natural da pele.

A Tecnologia

A descoberta da tecnologia Aura-Inside™
Toda pele possui uma luminosidade interior natural. Essa luz dá às mulheres um certo ”je ne sais quois”, que torna a sua pele naturalmente mais bonita. Após constatar esse fato, os laboratórios Lancôme decidem estudar a Aura Luminosa, e ela passa a ser ciência.

O complexo Aura-Inside™ é desenvolvido e incorporado à revolucionária base TEINT MIRACLE.

A tecnologia Aura Inside™ é composta por três pigmentos revolucionários que conferem uma maior radiância e luminosidade à pele. Os pigmentos Rosa e Azul deixam a pele mais viva. Restituem sua pureza e naturalidade. A Essência de Luz Líquida é composta por microespelhos líquidos, e esse pigmento permite que a luz circule livremente entre as células da epiderme.

Teint Miracle é indicada para todos os tipos de pele. Disponível em 5 cores.”

Fonte: www.lancome.com.br

Cobertura: fiz diversos testes. Simulei manchas em um papel, coloquei um filme plástico com uma camada de cada base contra a luz, entre outros. Ambas são bases que oferecem cobertura muito leve. Às vezes tive a impressão de que a Lancôme Teint Miracle cobre ligeiramente mais do que a Ípsa Pure Protect Liquid Foundation, mas pode ser  impressão mesmo, já que a cobertura de ambas é praticamente idêntica.

Acho muito bom que uma base de baixa cobertura, a Teint Miracle, esteja fazendo sucesso. Porque pessoalmente acho feio mulher com base muito pesada (homem, então, nem se fala, né?!).

Choque de realidade: se uma mulher mais velha passa uma base extremamente artificial, ninguém vai olhar para ela e pensar que ela tem 10 anos a menos. Vão olhar e pensar: “uma velha maquiada”. Mas se ela está usando uma base mais natural, também ninguém vai pensar que ela tem 10 anos a menos, mas vão pensar que é uma mulher com uma pele muito bem cuidada. Não sou maquiador e não entendo de maquiagem. Mas não precisa. Isso apenas uma questão de bom senso e observação.

Ingredientes: 

- Da Ípsa

Clicar aqui.

- Da Lancôme (versão americana. Se existe alguma diferença entre a vendida aqui, não sei).

Active Ingredient: Octinoxate 3%; Inactive Ingredients: Water, Cyclopentasiloxane, Alcohol Denatured, Phenyl Trimethicone, Glycerin, Peg-10 Dimethicone, Bis-PEG/PPG-14/14 Dimethicone, PEG/PPG/Polybutylene Glycol-8/5/3 Glycerin, Rosa Gallica Flower Extract, Talc, Dimethicone, Dimethicone/ Polygylcerin-3-Crosspolymer, Methicone, Alumina, Aluminum Hydroxide, Magnesium Sulfate, Disodium Stearoyl Glutamate, Ethylhexyl Hydroxystearate, Polyethylene Glycol, Tocopheryl Acetate
May Contain: Red 28 Lake, Red 7, Mica, Titanium Dioxide, Bismuth Oxychloride, Iron Oxides

Ambas contêm silicone, álcool (para secar mais rapidamente) e alguns antioxidantes. A da Ípsa contém silica e mais silicones para proporcionar um toque mais seco. Já a da Lancôme contém mais água e glicerina para proporcionar um toque mais úmido.

Textura: ambas são fluidas.

Textura ao toque: 

- Base da Ípsa

Assim que você passa, ela deixa a pele ligeiramente – muito ligeiramente mesmo – pegajosa por alguns poucos segundos (provavelmente pela presença do derivado de ácido hialurônico). Seca rápido (na área dos olhos, por exemplo, nem deu tempo de espalhar direito, porque secou antes) e evolui para um toque altamente matificante e seco. Mas sem sensação de “sufocamento”. Lembre-se: Ásia é muito quente e úmida; além disso os asiáticos usam inúmeros cosméticos de uma vez só. A base é só um dos passos para eles. Em virtude disso,  não me causou surpresa que esta base seja tão matificante ao toque. Imaginem passar uma base que não tivesse textura seca em um clima quente e úmido; e por cima de diversos outros produtos. Não iria dar certo. O correto também seria eu ter passado um hidratante antes, assim não secaria tão rapidamente.

- Base da Lancôme

Não é seca ao toque, mas também não é oleosa. Parece que passei uma loção hidratante leve. Espalha bem (isso é extramamente importante). Acho que se eu tivesse passado um hidratante antes, talvez tivesse deixado a pele um pouco oleosa.

Textura visível: 

- Base da Ípsa

“Normal”. Nem mate (o que é bom, porque textura muito mate “aos olhos” deixa a pessoa com cara de morta) nem luminosa.

- Base da Lancôme

Luminosa (mas não no estilo “passei glitter no rosto”). Muito pelo contrário, é uma luminosidade altamente natural e bonita. Quando fiz o post sobre a Sofina Grace Smooth Liquid Foundation me perguntaram se os pontos luminosos na base da Sofina não seriam similar aos encontrados na Teint Miracle. Não muito porque os da Sofina são maiores e mais evidentes.

Acúmulo nas rugas: não tenho rugas e não tenho linhas finas, portanto não posso dizer como estas bases funcionariam em quem as tem. Mas acredito que a Teint Miracle não acumule nada, já que é muito fluida, hidratante e de baixa cobertura. De qualquer modo, quando chegar a Bio Skin Plate, vou poder testar isto, já que esta ferramenta japonesa pode simular rugas.

Cheiro: 

- Da Ípsa

Não tem perfume e não tem cheiro ruim. Mas como tem extrato de lavanda na fórmula, senti um cheiro extremamente discreto de lavanda nos primeiros aproximados três segundos. hauahau

- Da Lancôme

Não tem cheiro típico de maquiagem. Tem um perfume delicioso (achei que parece que tem notas de melão, será?) e muito discreto, também sumindo em poucos instantes.

Proteção solar: 

- Da Ípsa

Muito superior em relação a da Lancôme. Seu FPS é 25 e seu PA é ++ (média proteção contra os UV-A). A proteção solar é exercida, em parte, pelo protetor físico dióxido de titânio.

- Da Lancôme

Neste quesito fiquei decepcionado com a da Lancôme. Não pelo fato de o FPS ser apenas 15, mas por não oferecer proteção contra os UV-A. Tudo bem, sei que a proposta não é substituir o protetor solar. Mas na minha opinião, todo produto que tem FPS também deveria proteger contra os UV-A. Se não for para oferecer proteção de amplo espectro, é melhor não alegar que o produto protege a pele contra os raios solares.

Resistência à água, suor e oleosidade: ambas resistiram muito bem (fiquei positivamente surpreso com a da Lancôme – pelo fato de ela ter mais água e ser muito hidratante, pensei que não resistiria bem. Mas resistiu). Ainda assim, em virtude de que a da Shiseido tem menos água na fórmula e ser matificante, chutaria que a da Shiseido resistiria melhor. Demaquilante à base de óleos e/ou silicones para retirar ambas é fundamental!

Cor:

- Da Ípsa

A cor da base que usei da Ípsa é a 101. “Ochre”.  A Ípsa alega que esta cor seria para pele levemente clara. Infelizmente ficou bem mais escura que a minha pele. E consideravelmente amarelada. Até daria para usar esta cor, mas estaria longe de ser a cor ideal para mim. Para ver mais opções de cores, entrar no site da marca.

- Da Lancôme

A cor que usei é a 01 (Beige Albâtre). Embora seja a opção mais clara existente no Brasil, ficou ligeiramente mais escura que a minha pele. E também achei um pouco amarelada. Já vi que se eu fosse usar maquiagem não poderia comprar nenhuma base no Brasil, uma vez que mesmo os tons mais claros disponíveis aqui ficam escuros em mim. Nos Estados Unidos há uma gama de cores bem maior, entrem no site americano da marca para mas detalhes.

Engraçado que comparando as fotos parece que a da Ípsa é mais clara. Mas não é não. É mais escura.

Oxidação: não consegui avaliar. Achei que nenhuma das duas oxidam, mas tem gente dizendo na Makeupalley que a Teint Miracle oxida… Coloquei um pouco das duas bases expostas ao ar. Tirei uma foto do antes e amanhã atualizo este post com a foto do depois para mostrar o resultado.

Opinião pessoal e efeito na minha pele:

- Da Ípsa

Gostei muito da textura matificante e seca. Dava vontade de ficar passando a mão na pele só para sentir como a mesma estava livre de oleosidade em excesso. haha Não fiquei com aparência artificial, já ela não ilumina e também não deixa aparência fosca. Mas não é uma base que no meu caso de para usar sem hidratante por baixo, já que seca rapidamente e a textura matificante ressalta áreas descamadas e ressecadas. Onde eu estava com a pele ressecada, a textura ficou um pouco grosseira. Mas quem tem pele extremamente oleosa, vai adorar. Ah, não ressaltou os poros – o oposto: ajudou a disfarçá-los -, ao contrário do que costuma ocorrer com produtos matificantes.

- Da Lancôme:

Achei espetacular. A pele ficou com uma aparência muito, muito natural. Ninguém diria que eu estaria usando maquiagem. Parecia que eu tinha uma pele naturalmente bem hidratada, e não que estava usando base! Entendo por quais motivos aquela princesa lá usou esta base no casamento dela. Foi uma escolha acertada! Na minha pele, achei o efeito da Lancôme mais bonito do que com a da Ípsa (mas isso é pessoal, não é que para todo mundo o efeito da base da Lancôme vai ser mais bonito).

Preço: 

- Da Ípsa

Aproximadamente 4200 Ienes, o que dá em torno de R$ 100.

- Da Lancôme

No Brasil ela custa por volta de R$ 190. Mas nos EUA custa aproximadamente $40, algo em torno de R$ 75.

Onde comprar:

- Ípsa

Para quem preferes as lojas de Hong Kong, pode ser comprada na Bobodave. Para quem prefere as lojas japonesas, pode encomendar na Ichibankao.

- Lancôme

É encontrada no mundo todo.

Conclusão: como as duas bases têm descrições similares, minha ideia inicial era fazer um comparativo para ver qual era superior a qual em diferentes aspectos. Mas na prática elas são tão diferentes que eu não teria como comparar. Seria como comparar maça a banana, e não uma espécie de banana a outra espécie de banana. haahua

- Da Ípsa

- Excelente para quem quer textura matificante ao toque, cobertura baixa e natural, vive em clima quente e úmido. Uma ótima opção para usar durante o dia.

- Da Lancôme

- Excelente para quem quer ficar uma aparência de pele naturalmente bem hidratada e luminosa, bonita mesmo! Parece não ser ideal para ser usada em clima muito quente e úmido e/ou em pele extremamente oleosa. No Brasil, seria uma base mais adequada para ser usada à noite.

As duas são excelentes, mas diferentes.

Notas Sobre o CC Cream da Chanel

Crédito da imagem: Chanel.

1 – O marketing alega que CC Cream seria uma evolução do BB Cream, porque viria de “Control Cream” e seria mais leve e duraria mais na pele. Mas claro que isso é apenas bobagem de marketing. Não há nenhuma definição formal do que seja BB Cream. Portanto, qualquer BB Cream (ou hidratante com cor) pode ter as mesmas características de um “CC Cream” ou vice-versa;

2 – Como vocês já deve ter lidos em vários blogs – inclusive brasileiros – a Chanel estava para lançar um CC Cream;

3 – Finalmente foi lançado. E o primeiro – e único até o momento – país onde foi lançado é a China (mainland mesmo, não estou me referindo a Hong Kong);

4 – Com uma Europa em decadência e uma China pujante (além de vários outros países da Ásia, como Cingapura, Coreia do Sul etc.), é evidente que hoje em dia os principais lançamentos da indústria cosmética deixaram de ser primeiramente feitos na Europa e passaram a ser na China e/ou outro países da Ásia. Está sendo assim com diversos outros produtos, como a linha Forever Youth Liberator, da Yves Saint Laurent, que foi lançada primeiramente na Ásia e demorou bastante tempo para ser lançada nos países fora da mesma;

5 – Na China custa por volta de 580 Yuan, o que dá por volta de 90 dólares americanos (assim a gente já tem uma ideia de quanto custará no ocidente);

6 – Por um produto tão caro e vindo de Chanel, poderia ter uma embalagem mais sofisticada. Por exemplo: aquele acabemento no início da bisnaga, com nervuras, o que é meio grosseiro, poderia ser liso;

7 – Clicar aqui para ver uma foto da textura do produto;

8 – Pedi a um amigo que mora em Shanghai (e também quer experimentar) comprar para mim. Ele até foi. Mas falou que na Chanel perto de onde ele trabalha a fila para comprar o produto estava gigante, que tomava metade da rua (Iphone feelings). Amanhã ele vai tentar novamente, já que ele não tem tempo para ficar em fila. Quero ser o primeiro brasileiro a testar! haha

Ascorbyl Glucoside: o Derivado de Vitamina C Japonês que Ganhou o Mundo

Sabe-se que cosméticos com vitamina C podem ajudar a proteger a pele do sol, estimular colágeno e até clareá-la.

A indústria cosmética usa a vitamina C propriamente dita (ácido ascórbico, o que no jargão da inústria cosmética é chamado de “vitamina C pura”) ou derivados de vitamina C.

O que é mais suportado por estudos é a vitamina C propriamente dita mesmo (ácido ascórbico). A Dra. Mônica Azulay, dermatologista, atenta que “(…) não há derivados de AA* que demonstrem atividade maior que do que o próprio, e os ésteres possuem atividade de vitamina C tanto menor quanto maior for o número de radicais substituídos. (…)” (fonte: Anais Brasileiro de Dermatologia).

*AA = ácido ascórbico (vitamina C).

Mas por que a indústria cosmética vem usando derivados de vitamina C, então, se nenhum é mais eficaz do que a vitamina C propriamente dita (pelo contrário: tendem a ser menos eficazes)?

Porque é complicado formular cosméticos com vitamina C. Alguns motivos:

1 – É extremamente instável, podendo perder a eficácia logo após aberta;

2 – Tem cheiro ruim;

3 – Para ser absorvida de forma ideal, precisa estar em pH muito baixo (em torno de 3.2), o que pode irritar a pele. Inclusive no livro The Skin Type Solution, a Dra. Leslie Baumann, dermatologista americana , não recomenda cosméticos com vitamina C a quem tem pele sensível.

(Se o produto tiver vitamina C e for cheiroso e muito agradável, provavelmente a concentração usada é baixa).

Para eliminar estas desvantagens, muitas empresas, principalmente japonesas, vêm lançando derivados de vitamina C no mercado. Eles são muito mais estáveis e também podem proporcionar benefícios (embora a tendência seja que eles sejam menos eficazes que a vitamina C, como já foi comentado). E um destes derivados é o ascorbyl glucoside.

Não sei exatamente o porquê, já que há diversos outros derivados de vitamina C no mercado, mas o ascorbyl glucoside ganhou o mundo e está sendo usado não apenas pelas empresas japonesas de cosméticos, mas pela maioria das ocidentais também (Vichy, Lancôme, Estée Lauder, Dior, Clinique, Garnier etc. etc. etc.).

Um pouco mais sobre o ascorbyl glucoside: foi desenvolvido pela Shiseido no início da década de 90. Hoje a principal empresa que comercializa o ascorbyl glucoside é a também japonesa Hayashibara (clicar aqui para ler as alegações do fabricante). (Ascorbyl Glucoside também é chamado de AA2G). O que fizeram foi o seguinte:

“AA2G™ possui uma glicose ligada ao grupo hidroxila do segundo carbono (C2) do acido ascórbico. O grupo hidroxila C2 é o local primário da atividade benéfica da Vitamina C natural, porém este é o local onde ela é degradada. A glicose protege a vitamina C contra temperaturas altas, pH, íons de metal e outros mecanismos de degradação.”

Fonte: http://www.hayashibara-intl.com/port/cosmetics/aa2g.html

Teoricamente, quando o ascorbyl glucoside é aplicado na pele, uma enzima presente na mesma (α-glicosidase) degrada esta substância, liberando o ácido ascórbico intacto.

Algumas características do ascorbyl glucoside:

1 – Alta estabilidade (isso é fácil comprovar: mesmo cosméticos em pote contendo ascorbyl glucoside não costumam escurecer após abertos);

2 – Não tem cheiro tão ruim quanto a vitamina C;

3 – É formulado em pH próximo de 6 (o que evita irritações à pele).

4 – Foi aprovado como quasi-drug no Japão para o clareamento da pele.

Conclusão:

Quem quer saber o que a vitamina pode fazer pela pele, é melhor procurar por cosméticos que contenham vitamina C em grande concentração.

Exemplos:

SkinCeuticals CE Ferulic (contém 15% de vitamina C).

Crédito da imagem: http://www.skinceuticals.com

Kiehl’s Powerful-Strength Line Reducing Concentrate (contém 10.5% de vitamina C).

Crédito da imagem: http://www.kiehls.com

Redermic [+] Normal to Combination Skin (com 5% de vitamina C).

Crédito da imagem: http://www.laroche-posay.com/

Mas para quem não tolera as desvantagens da vitamina C (cheiro ruim, potencial para irritar a pele, entre outros), o derivado de vitamina C ascorbyl glucoside pode ser uma opção muito interessante.

Há centenas de produtos com este derivado de vitamina C no mercado. Uma curiosidade é que no ocidente o ascorbyl glucoside só costuma ser usado em produtos muito caros, mas no Japão é usado – mesmo em concentrações relativamente altas – em produtos extremamente populares. Para quem quer conhecer cosméticos japoneses com ascorbyl glucoside, basta procurar por produtos com este ingrediente no blog Ratzilla Cosme. Eu vou me resumir a citar alguns dos que são vendidos no Brasil:

Dior Capture Totale One Essential Skin Boosting Super Serum.

Crédito da imagem: http://www.shopluxo.com.br

Clinique Even Better Clinical Dark Spot Corrector (pessoalmente, por diversos motivos, considero superior ao da Dior).

Crédito da imagem: http://www.clinique.com

Vichy Liftactiv CxP Total Serum.

Crédito da imagem: http://www.vichyconsult.fr/

Referências:

http://www.asia.shiseido.com/about/specialty/approaches/functionality.htm

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0365-05962003000300002&lng=es&nrm=iso&tlng=pt

Lançamentos Interessantes

1 – A sul-coreana Laneige, da Amore Pacific, lançou várias linhas e produtos:

a) Linha Trouble Relief (até onde entendi, seria para peles irritadas e com tendência à acne).

Crédito da imagem: http://www.laneige.com

b) Blackhead Melting Gel

Crédito da imagem: http://www.laneige.com

É um gel para ser usado durante certo tempo algumas vezes na semana. Alega remover cravos e excesso de oleosidade. Porém, pela minha experiência pessoal, coisas que prometem remover cravos raramente funcionam. Mas quem sabe, né?

c) Na linha masculina (Homme), a marca lançou o Pure Brightening Essence, um serum com textura muito leve prometendo clarear e iluminar a pele (só aqui existe esta ideia que todo homem quer matificar a pele).

Crédito da imagem: http://www.laneige.com

A marca também lançou alguns itens de maquiagem diferentes, para mais detalhes, basta entrar no site em inglês da Laneige.

2 – Ainda falando de lançamentos de marcas sul-coreanas e também de marcas de Amore Pacific, a Sulwhasoo lançou a linha de maquiagem Evenfair, tendo a proposta de iluminar e “revitalizar” a pele.

Crédito da imagem: http://www.sulwhasoo.com

Lembrando que Sulwhasoo também é vendida nos Estados Unidos, facilitando a vida de quem está interessado em conhecer seus produtos.

Mais um pouco sobre a Sulwhasoo:

3 – A japonesa Hada-Labo lançou o UV Whitening Emulsion SPF 50+ PA+++, um protetor solar com derivado de vitamina C (farei post em breve sobre este derivado de vitamina C – talvez até hoje). Detalhes aqui.

4 – A também japonesa John Frieda (uma marca da Kao) lançou tintas para os cabelos inovadores, por serem em forma de espuma. Chamam-se Precision Foam Colour.

Crédito da imagem: http://www.johnfrieda.com

A Kao entrou em uma batalha judicial contra a alemã Henkel (fabricante de Schwarzkopf e muitas outras marcas famosas ), que também lançou tinturas em espuma. A Kao alega que desenvolveu e patentou esta ideia muito antes que a Henkel:

Kao Files Infringement Lawsuits in Germany and Japan against Henkel regarding Foam Type Hair Color Products (Hair Dyes)

5 –  Por fim, como na Ásia o os homens realmente têm vez para a indústria cosmética, a Shiseido lançou um novo serum “anti-idade” masculino: Active Energizing Concentrate.

Crédito da imagem: http://www.shiseido.co.jp/