Venho testando três bases supostamente clareadoras, voltadas a quem tem manchas na pele: Clinique Even Better Makeup SPF 15, Sofina Alblanc Transclear White Foundation UV Liquid SPF 25 PA++ e Laneige Snow Crystal Dual Foundation [White Plus Renew] SPF 41 PA++.
Condições em que as bases foram testadas: todas elas foram testadas por cima de um hidratante pegajoso e oleoso, o Curél Whitening Moisture Facr Milk. Minha pele estava muito ressecada, irritada e até descamando. Não teria, portanto, como testá-las sem um hidratante “potente” por baixo.
Clima em que fiz o teste mais recente usando a base da Clinique:
Clima em que fiz o teste mais recente usando a base da Sofina:
Clima em que fiz o teste mais recente usando a base da Laneige:
Embalagem:
Da Clinique
Crédito da imagem: http://www.clinique.com.br
Da Sofina
Crédito da imagem: http://www.sofina.com/jp
Da Laneige
Certame a mais bonita é a da Laneige. E em se tratando de funcionalidade, talvez a da Laneige também ganhe. Enquanto a da Clinique é com aquela embalagem com gota dosadora (como de medicamento líquido) e a da Sofina, que eu imagine, é com aquela tampa com um furo no meio, a da Laneige é em uma espécie de válvula pump. Mas uma válvula pump diferente: uma válvula pump que você aperta e sai um pouco de base, ficando o pouco da base ali para você ir enconstando a esponja.
Ah, e a da Laneige também vem com um espelho na parte interna da tampa. Levando em consideração apenas a embalagem, a da Laneige vence em todos os aspectos.
Características e alegações:
Da Clinique
Clicar aqui.
Da Sofina
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Da Laneige
Cobertura: como sempre, além de ter aplicado no meu rosto, fiz diversos outros testes. Passei em um filme plástico cada uma delas e as coloquei contra a luz, simulei manchas em um papel etc. Desta vez foi fácil chegar a uma conclusão, porque elas são bem diferentes.
Clinique
Moderada.
Sofina
Baixa.
Laneige
Extra-baixa (tem hidratante com cor que cobre mais, os asiáticos gostam assim).
Ingredientes:
Da Clinique
A da Clinique possui alguns antioxidantes, como um derivado de vitamina C (magnesium ascorbyl phosphate) e manteiga de mururu, que é emoliente e provavelmente contém algumas vitaminas lipossolúveis.
Da Sofina
O que destaco é que a da Sofina tem um extrato específico de camomila desenvolvido pelo próprio fabricante (Kao Corporation), prometendo ajudar no clareamento de manchas. Comentei aqui sobre tal extrato.
Também há em sua fórmula um extrato de eucalipto (não é óleo de eucalipto, portanto não causa sensação de “resfriamento” e também não tem cheiro de eucalipto). De acordo com estudos comentados aqui, este extrato de eucalipto pode estimular a pele a produzir ceramidas, o que melhoraria a hidratação da mesma.
Ainda vale destacar que tem um pouco de álcool (álcool etílico, etanol…). Muitas das bases modernas contêm álcool. Mas a da Sofina parece ter um pouco mais que a média. De qualquer modo, não ressecou e não irritou absolutamente nada minha pele, por isso não vejo problema com o álcool nesta base. Ainda assim, eem virtude do álcool, não é uma base que escolheria para usar em um pós-peeling, por exemplo.
Da Laneige
Infelizmente só encontrei em coreano. O que encontrei em inglês foram os ingredientes desta. Já que a descrição de ambas são muito parecidas, suponho que os ingredientes também.
Geralmente um dos ingredientes para suportar as alegações de clareamento nas bases da Laneige é o extrato de Morinda citrifolia (“noni”). Além de poder ser rico em vitamina C, de acordo com alguns estudos – como este (J Nat Med. 2009 Jul;63(3):351-4. Epub 2009 Mar 13.) - talvez ajude a proteger a pele dos raios UV-B.
A conclusão sobre os ingredientes é que não esperaria nenhum clareamento visível de nenhuma destas três bases. Vejo os ingredientes delas – no máximo – como um “bônus”.
Textura: a da Sofina é bem fluida, já as da Clinique e Laneige são mais cremosas. Todas elas espalham muito bem, sendo que a da Sofina parece espalhar ainda mais.
Textura ao toque:
Da Clinique
Achei levemente emoliente. Muita gente diz que é mate, pessoalmente não achei nem um pouco mate. Achei levemente oleosa e pegajosa ao toque. Mesmo no braço, onde não apliquei hidratante. Por que será?
Da Sofina
Levíssima. Evolui para uma sensação mate, mas não mate a um ponto desconfortável. Na verdade, “mate” não seria a palavra correta. Minha pele não ficou nem mate nem oleosa. Ficou “normal”.
Da Laneige
É o que o fabricante sugere: toque “moist”, ou seja, úmido, hidratado. Também achei levemente oleosa e pegajosa (mas não é nada que incomode, e lembrem-se de que testei com um hidratante oleoso e pegajoso por baixo).
Textura visível:
Da Clinique
Luminosa. Mas não por ter aqueles pontos brilhantes, e sim por ela ser mais hidratante. Mais uma vez, muita gente diz que ela proporciona aparência mate. Mas não achei.
Da Sofina
“Normal”. Nem mate nem luminosa.
Da Laneige
Luminosa. Mas também não por ter aqueles pontos brilhantes, e sim por ser hidratante.
Acúmulo em poros visíveis e rugas: não tenho nenhum dos dois, portanto não posso dizer. Mas pelas resenhas que li, nenhuma das três bases costuma desagradar neste aspecto.
Odor:
Da Clinique
Sem perfume e sem cheiro ruim.
Da Sofina
Sem perfume e sem cheiro ruim.
Da Laneige
A base é ridiculamente perfumada. É um perfume excessivo e que lembra o de uma colônia masculina cítrica.
A Coreia do Sul tem o mercado de cosméticos mais competitivo do mundo. Imagino que, na tentativa desesperada de se destacar, eles quiserem oferecer algo diferente. E acabaram errando feio. Lendo resenhas, soube que muita gente gosta do perfume desta base e nem acha forte. Mas eu acho – e bastante!
Resistência à água, suor e oleosidade: fiz dezenas de testes (sem exagero rs). Nota 10 a todas! A da Sofina, por exemplo, lavei três vezes. E mesmo depois que tomei banho, no dia seguinte, ainda havia algum resíduo dela na faixa que fiz no antebraço.
Cor:
Da Clinique
Esta é a cor “Neutral”, a mais clara existente no Brasil. Discordando do nome, não achei neutra, não. Além disso, ficou ligeiramente mais escura que o tom da minha pele. Gente, minha pele não é tão clara assim. Sou fototipo III, que costuma ser definido como pele clara, mas que consegue bronzear-se levemente; geralmente com cabelos e olhos castanhos. Italiano típico. Mesmo assim quase tudo o que experimento fica ligeiramente mais escuro, mesmo sendo a cor mais clara disponível no Brasil. Fico pensando em quem realmente tem pele clara, como os ruivos… Provavelmente não consegue comprar nada aqui.
Da Sofina
A cor da foto é a Ochre 03. Por incrível que pareça, deu relativamente certo na minha pele. A cor dela lembra a cor da Lancôme Teint Miracle 01 Beige Albâtre, inclusive em relação ao subtom.
Mas ainda que tenha dado relativamente certo (usaria tranquilamente), talvez a Beige Ochre 03 ou até a Beige Ochre 01 ficasse ainda melhor. Cores disponíveis:
Crédito da imagem: http://www.ichibankao.com
Da Laneige
Nos primeiras 15 minutos ficou ligeiramente mais escura e amarelada que a minha pele. Depois, não sei por quê, a cor parece que “assentou” e ficou do mesmo tom da minha pele.
Oxidação: não notei oxidação exarcebada com nenhuma delas.
Opinião pessoal e efeito na minha pele:
Da Clinique
O que me surpreendeu com a base da Clinique é que, apesar da cobertura dela ser moderada (ou até intensa, caso você aplique mais camadas), o efeito dela é natural, como “segunda pele”. Não sei como a Clinique conseguiu isso, mas conseguiu.
O único problema é que um pouco menos seca do que gostaria.
Da Sofina
Não é porque costumo ser fã dos produtos da Sofina, não (não de todos, lógico). Mas achei esta base fantástica. É finíssima, espalha super bem, não deixa nenhum resíduo oleoso (mas também não parece matificar) e proporciona um efeito extramente bonito, um efeito que nunca vi em nenhuma outra base. Sabem quando no final do dia a nossa pele está meio escura, com uma aparência de suja (ou até suja mesmo… rs), em virtude do sebo oxidado e poluição; e quando a gente lava, a cor parece ficar imediatamente mais clara e a pele fica com uma aparência de limpa? É isso o que esta base fez em mim. Não sei se vocês vão entender o que estou querendo dizer, mas ela dá a impressão de que eu acabei de retirar uma máscara de argila do rosto, aquela aparência de pele “acalmada” e “revigorada”, sabem? Além disso, fica bem natural e parecendo que minha pele é naturalmente “boa”. rs A sensação de frescor proporcionada também é muito boa, sendo ideal para o verão. A pele não ficou opaca nem excessivamente iluminada. Se usasse maquiagem, compraria sem nenhuma dúvida esta base. Eu diria até que foi a base da qual mais gostei até o momento (em segundo lugar viria a Lancôme Teint Miracle).
Da Laneige
É uma base muito boa, que fez o que promete: hidratar e deixar aparência hidratada. Mas não compraria por causa do perfume.
Preço:
Da Clinique
No Brasil, por volta de R$ 150. Nos países como uma economia sã, como os Estados Unidos, por volta de US$ 25, ou seja, mais ou menos R$ 45.
Da Sofina
Aproximadamente 5200 Ienes, no Japão, o que dá algo em torno de R$ 130 e US$ 55 em Hong Kong.
Onde comprar:
Da Clinique
É vendida no Brasil.
Da Sofina
Quem prefere as lojas japonesas, pode encomendar na Ichibankao. Quem prefere as lojas de Hong Kong, pode comprar na Bobodave. Dica: entrem com o código “Ratzilla” no checkout da Bobodave para ganhar três amostras.
Conclusão:
Da Clinique
Gostei muito pela cobertura moderada, porém natural. Para mim, seria perfeita se fosse um pouco mais matificante.
Da Sofina
Cobertura leve e um acabamento muito bonito. Textura excelente para clima quente. É a base da qual mais gostei até o momento. Se tivesse que escolher apenas uma, seria esta.
Da Laneige
Cobertura extra-baixa e bem hidratante. Excessivamente perfumada. Diferencial: FPS bastante alto para uma base.
P.s:
1 – A base da Laneige vem com um iluminador separado (mas na mesma embalagem);
2 – A linha de maquiagem Alblanc, da Sofina, disponibiliza outros itens bastante interessantes. Como um corretivo em bastão FPS 30, sendo mais uma arma para quem luta contra manchas e olheiras. Corretivo em bastão há milhares no mundo, mas poucos com FPS 30. Um vídeo mostrando:




















































