Arquivo do mês: outubro 2011

Bioré Skin Care Facial Foam Moisture

Alegações: o produto contém uma tecnologia nova – chamada Skin Purifying Tecnology (SPT) desenvolvida pela Kao Corporation (fabricante de Bioré) que promete limpar com maior eficiência, porém de modo mais “suave” que os limpadores existentes até então.

Esta nova tecnologia de limpeza promete não apenas limpar a pele de modo eficiente e suave, mas até melhorar a textura da pele. A Kao partiu de um ponto que, na prática, a gente sabe muito bem: em uma mesma pele, coexisten áreas ressecadas e oleosas. A área oleosa é a chamada “Zona-T” (nariz, queixo e testa). E a área que muitas vezes é ressecada é o restante do rosto, principalmente próximo aos lábios e “maçãs”. Produzir um limpador que retire suficientemente bem a oleosidade da Zona-T e que ainda por cima melhore a textura das áreas ressecadas, é muito difícil. Mas a Kao promete solucionar o problema.

Mais detalhes sobre a tecnologia empregada do produto podem ser lidas em inglês no site que a Kao Corporation disponibiliza aos acionistas (não é o site da Bioré em si): http://www.kao.com/jp/en/corp_news/2011/20110926_001.html

Mais especificamente sobre a versão da espuma que estou usando, o que o fabricante alega é o seguinte:

Para pele normal, oleosa ou “mista”

Espuma agradável e lubrificante para uma fácil aplicação;

Completamente enxaguável, para um sensação hidratada;

Proporciona uma pele macia e saudável a cada uso;

Elegante, floral refrescante aroma.

Detalhes sobre esta e as outras versões, também no site da própria Kao Corporation: http://www.kao.com/jp/en/corp_news/2011/20110613_001.html

Textura: típica de espumas de limpeza. Meio pasta, meio creme.

Com apenas a pequena quantidade mostrada na foto (aproximadamente do tamanho de uma ervilha), a espuma que o produto proporciona é abundante a ponto de não caber na palma da mão.

Perfume: quem gosta de produto cheiroso vai gostar deste limpador. E quem não gosta de produto muito perfume, também vai gostar do produto. É perfumada, mas não excessivamente. Como já mostrei, o fabricante descreve o perfume como “floral refrescante”. É o mesmo perfume usado na linha Jenne, da Sofina.

Idioma: depende do país onde é comprado. Tem até em inglês. Como a minha foi comprada no Japão, veio quase toda em japonês.

Modo de usar: lavar as palmas da mãos (ok., nem precisaria estar dizendo isso, desculpem); aplicar uma quantidade de 2 a 3 cm na palmão da mão. Adicionar bastante água e massagear para formar espuma. Usar esta espuma para lavar “normalmente” o rosto. Enxaguar bem!

Resultado: salvo eu estar sofrendo algum efeito placebo, o produto fez exatamente o que promete. Retirou muito bem a oleosidade, mas deixando a pele com uma sensação hidratada. Ninguém quer ficar com a pele oleosa, mas também ninguém quer ficar com a pele ressecada. Pelo menos em mim, o produto fez exatamente o que sempre sonhei que um limpador fizesse: retirar a oleosidade sem ressecar (na verdade, ele fez mais do que isso: melhorou a aparência da pele já a partir do primeiro uso).Vocês já devem ter notado que não costumo me “deslumbrar” com produtos, mas em relação a este fica difícil encontrar alguma coisa para criticar. Uma outra coisa importante a dizer é que, embora teoricamente ele não substitua um demaquilante, eu imagino que apenas alguém que use uma maquiagem extremamente pesada vá precisa de um.

Onde comprar: como foi lanaçada há muito pouco, ainda não estou vendo nos sites internacionais pelos quais costumo comprar. Obviavemente, há várias lojas do Ebay que já estão vendendo. Pessoalmente, porém, acho mais seguro comprar com a vendedora Vania (vaniasousil@gmail.com). A Vania encomenda diretamente com uma conhecida nossa do Japão e os preços dela são ótimos. E como ela só cobra quando o produto estiver aqui, não há risco de extravio. Não tenho absolutamente nenhuma relação financeira com a Vania. Estou apenas citando esta vendedora porque a conheço e sei que é honesta.

Update (24/11/2011): chegou à loja do Adam, que não cobra frete para enviar ao Brasil. Clicar aqui.

Conclusão: a maioria dos limpadores que estão no mercado, sejam caros ou baratos, usam a mesma tecnologia de mais ou menos a década de 60; isto é, detergentes como Sodium Lauryl Sulfate e/ou Sodium Laureth Sulfate, que até limpam bem, mas têm um potencial relativamente alto para irritar e ressecar a pele (só não esqueçam que estas coisas são extremamente relativas e dependem de vários fatores. Não é porque o produto contém SLS ou SLES que, necessariamente, vai irritar ou ressecar a pele). Este limpador, no entanto, relamente tem algo novo nele  e de fato me surpreendeu (mais uma vez, a não ser que eu esteja sofrendo algum efeito placebo…) por, em mim, cumprir o que promete.

Observações:

1 – A Kao promete que, com o tempo, disponibilizará esta tecnologia em escala global (ou seja, os limpadores americanos da Bioré provavelmente também passarão a ter esta tencologia). Um adendo: embora “no papel” a Bioré america e asiática sejam a mesma empresa, na prática, elas não são muito unificadas.

2 – Um teste legal que a principal cientista que formulou o produto fez foi adicionar um pouco do limpador à clara de ovo. É comum os químicos ou farmacêuticos usarem clara de ovo para prever o potencial de irritação que o limpador provocará na pele humana. Isso porque a albumina, proteína presente na clare do ovo, tem solubilidade similar às proteínas encontradas na epiderme. Quanto mais rapidamente elas se desnaturarem (quando isso ocorre a clara de ovo muda de consistência), maior é o potencial para o produto irritar a pele. No testezinho que a cientista fez para divulgar o novo limpador aos blogueiros, a clara de ovo com o novo limpador da Bioré não se desnaturou, enquanto com outro limpador sim. Mais detalhes aqui. Este teste, inclusive, é aceito pela ANVISA.

3 – A embalagem do produto varia de país para país.

Ingredientes: basta clicar aqui para ler os ingredientes de todas as versões.

Referência: http://www.revistaanalytica.com.br/ed_anteriores/32/Art07.pdf

Investimento em Ciência pelas Marcas de Cosméticos: Ocidentais X Asiáticas

Uma das coisas que mais me atraem nas marcas asiáticas – na verdade, a mais – é o relativamentr grande investimento em pesquisa e desenvolvimento que elas fazem. Proporcionalmente, muito mais que as marcas ocidentais.

Por exemplo: a Natura é uma gigante brasileira (mais especificamente, a décima sétima maior empresa de cosmétcos do mundo). Já a japonesa Kosé Corporation, embora também seja grande, é menor que a Natura (décima nona). O que elas têm de diferente, já que, apesar de a Kosé ser menor que a Natura, o tamanho delas  é similar? Investimento em pesquisa e desenvolvimento! Uma rápida busca no Pubmed mostra que a Kosé Corporation tem aproximadamente 30 vezes mais artigos científicos publicados do que a Natura – sendo vários em periódicos de grande impacto. Já a Natura, não tem praticamente nada publicado. E o pouco que tem, quase não tem relevância. Ora, se a Kosé, que é uma empresa menor que a Natura, consegue investir tanto em pesquisa, a Natura, se quisesse, também conseguiria.

Cito exemplos ainda mais “gritantes”: Avon é a quarta maior empresa de cosméticos do mundo. Shiseido, porém, está na sétima posição. Pois bem! Shiseido tem aproximadamente 40 (quarenta!) mais artigos científicos publicados do que a Avon. Muitos deles de extrema relevância não só para descobrir-se cosméticos melhores, mas que no futuro podem levar a tramentos mais efetivos de doenças de pele  que podem levar à morte, como o melanoma, um câncer considerado “agressivo”.

A Kao Corporation (fabricante de Bioré e várias outras marcas) é a oitava maior marca de cosméticos do mundo; a Estée Lauder, sexta. A Kao Corporation, no entanto, tem aproximadamente 10 (dez) vezes mais artigos científicos publicados do que a Estée Lauder.

Se a gente for analisar o impacto de cada um, vai chegar a conclusão de que as marcas asiáticas também costumam publicar em periódicos científicos de maior impacto.

Obviamente, há empresas ocidentais que também investem bastante em ciência, principalmente Procter & Gamble e L’oréal. Mas são exceções. Além disso, pelo tamanho delas, poderiam fazer ainda mais. L’oréal é a segunda maior empresa de cosméticos do mundo, mas tem pouca coisa, pouca coisa mesmo, a mais publicada que a Kao Corporation, a oitava.

São vários exemplos, mas darei um último: a sul coreana AmorePacific, em 2009, nem estava na lista das vinte maiores empresas de cosméticos. Mas tem aproximadamente o dobro de artigos científicos publicados do que a LVMH, a décima primeira maior empresa de cosméticos do mundo. Artigos tão importantes para o progresso científico da Coreia do Sul que a marca todos os anos ganha vários prêmios do governo sul coreano: http://en.amorepacific.com/about/tec_prize_win.jsp

Por que uma empresa de cosméticos deve investir em ciência (obviamente, qualquer outra, mas vou me ater a cosméticos)? Porque só assim produtos melhores serão criados. Além disso, sem investir em ciência de base, não há como se descobrir tratamentos melhores para diversas doenças de pele que, mesmo que muitas vezes não levem à morte, causam grande queda na qualidade de vida do portador.

E por que as empresas de cosméticos ocidentais investem tão pouco em proporção (e muitas vezes em quantidade) às asiáticas?

1 – Porque empresários (principalmente brasileiros), provavelmente por razões culturais, não conseguem pensar a médio e longo prazo. Empresários (mais uma vez: principalmente brasileiros) querem lucro rápido! E eles veem usar dinheiro em pesquisa e desenvolvimento como um gasto, não como um investimento, uma vez que pesquisa de base pode levar anos, décadas, até mostrar alguma utilidade prática (ou até nunca mostrar). Se o fundador da Shiseido, um farmacêutico das Forças Armadas do Japão, tivesse pensado somente a curto prazo, hoje a Shiseido não seria a empresa de cosméticos mais antiga do mundo (foi criada em 1872). Não teria resistido a milhares de terremotos, a duas grandes guerras mundias e a diversas crises econômicas.

2 – Pela baixa escolaridade dos nossos empresários (mais uma vez: principalmente dos brasileiros). Obviamente, mesmo pessoas analfabetas podem ter noção da importância de se investir em ciência. Porém, é mais comum que pessoas mais escolarizadas deem maior importância a isso.

3 – Pouco prestígio que cientistas e pessoas estudiosas de uma forma geral têm no ocidente. Quem gosta de ler artigos sobre educação, sabe que, por exemplo, na Coreia do Sul, os alunos mais admirados são os que tiram maiores notas. Já nos Estados Unidos, por exemplo, estes alunos não só são “esquecidos”, como frequentemente são vítimas de “bullying”. Aluno admirado nos Estados Unidos, Brasil e tantos outros países, é o que brinca de bola melhor. No Brasil, então, nem os esportistas costumam receber incentivos do governo. Sou aficcionado por vários (tanto jogar quanto assistir), mas tenho plena consciência de que eles não servem para nada além de divertir por alguns instantes e movimentar o corpo. Ora, se os empresários ocidentais vieram de um ambiente onde não se deu valor ao estudo durante a infância, não é de se estranhar que eles também não queiram “gastar” com muitos cientistas nas empresas deles.

4 – Ambiente difícil para fazer ciência (principalmente no caso do Brasil). Enquanto um pesquisador de uma empresa de cosméticos japonesa (americana também) consegue linhages de ratos ou de células para suas pesquisas praticamente no dia seguinte, no Brasil, o processo é extremamente burocrático. Esta materia do Estadão ilustra bem o quanto a burocracia brasileira impede o progresso científico do País. Se um pesquisadore, por exemplo, da Natura, quisesse comprar uma linhagem de células-tronco para fazer suas pesquisas, ele teria de enfrentar uma burocracia estúpida e praticamente sem equivalentes no restante do mundo. Como mostra a reportagem do Estadão, um pesquisador brasilero poderia comprar o material necessário de outros países pela Internet. Em mais ou menos uma semana estaria aqui. Mas o material teria grande chance de ficar “parado” na Receita e ANVISA, a ponto de estragar e ficar inviável para o uso.

Referências:

http://www.beautypackaging.com/articles/2009/10/top-20-global-beauty-companies

http://www.shiseido.com.br/

Sofina Alblanc Medicated Cleansing Cream

Ganhei várias amostras do Sofina Alblanc Medicated Cleansing Cream, um creme de limpeza demaquilante. (A linha Alblanc conta com extratos vegetais que prometem uniformizar o tom da pele, clareando manchas).

Embalagem:

Crédito da imagem: http://www.sofina.co.jp

Alegações: clicar aqui.

Textura: creme não muito “espesso”. Mais um pouco de água e seria chamado de loção.

Perfume: não sei explicar, mas seria “de plantas”. Muito agradável e fraco (o que é um elogio). Cheiro de “coisa boa”, entendem? rs

Ingredientes: clicar aqui para ler a lista completa.

Idioma: acredito que só tenha com embalagem em japonês e chinês.

Modo de usar: clicar aqui para ler.

Resultado e opinião pessoal/subjetiva: os protetores solares que uso são japoneses e, como muitos já estão sabendo, protetores solares japoneses, em sua grande maioria, não podem ser removidos apenas com “sabonetes” e similares. É necessário o uso de um demaquilante. E para retirar o protetor o produto foi muito eficiente. Obviamente, não uso maquiagem. Mas recebi grátis um lápis de maquiagem em uma compra que fiz. Para não jogar fora, aproveitei o lápis para testar o poder de limpeza do produto.

Fiz três riscos com o lápis:

Para efeito de comparação, limpei com uma “solução micelar”:

Como se observa, a “solução micelar” não retirou quase nada.

Já com o Sofina Alblanc Medicated Cleansing Cream… Eis o resultado:

Ficou apenas um pouco de resíduo na primeira linha. Muito pouco mesmo. Mas isso porque praticamente não apliquei pressão nem esfreguei. Se eu tivesse colocado um pouco mais de pressão, teria saído praticamente tudo ou tudo. Quanto ao resíduo do produto em si, deixou apenas um pouco de resíduo oleoso após o enxágue com água (também muito pouco mesmo, na verdade, um resíduo “hidratante”, não oleoso). Mas não há nenhum problema que deixe resíduo, umas vez que o produto não foi formulado para ser usado sozinho, e sim para ser usado como Double Cleansing”.

Fiz mais um teste, desta vez com giz de cera e um rímel muito resistente:

Após o uso, ficou assim:

Retirou uns 93%. É bom. Mas está longe de ser o demaquilante mais eficiente que já testei. Aparentemente, o fabricante não promete que o produto remova maquiagem muito pesada.

Preço: aproximadamente US$ 40.

Onde comprar: Bobodave.

Conclusão: até é um bom demaquilante. Mas conheço mais eficientes. Quem gosta de usar a linha inteira e não está procurando pelo demaquilante mais eficiente do mundo, vai gostar deste. Caso contrário, há opções melhores.

Observações:

1  - Apesar do nome, não há “medicamento” na fórmula. Explico o porquê do nome aqui;

A linha Alblanc conta com outros limpadores: óleo em gel, espuma e sabonete (o sabonete foi eleito por uma edição da Elle Hong Kong como um dos melhores).

Crédito da imagem: http://www.sofina.co.jp

Bioré UV Aqua Rich Watery Essence Water Base SPF 50+ PA+++

Bioré UV Aqua Rich Watery Essence Water Base SPF 50+ PA+++ é um protetor solar da japoensa Kao Coportation.

Textura: gel com cor levemente amarelada. Contém cápsulas de água que estouram durante o uso.

Perfume: nada que lembre os protetores solares vendidos no Brasil! O produto não contém aquele cheiro característico de protetor solar. Contém um leve cheiro cítrico, lembrando bastante grapefruit (uma espécie de laranja).

Resultado: em menos de 1 minuto a pele está como se não estivesse nada ou praticamente nada sobre ela! Não deixa sensação pegajosa nem resíduos brancos (mesmo em pele negra). Sabem aqueles geis vendidos aqui, que costumam deixar uma sensação de filme sobre a pele? Esqueçam! Este some! Para efeito de comparação, é muito mais leve que o Heliocare Gel FPS 50. Não deixa a pele oleosa, mas também não absorve a oleosidade da pele (não é o objetivo).

Para mostrar que realmente o produto não é pegajoso, fiz um pequeno teste. Passei o Bioré UV Aqua Rich Watery Essence Water Base SPF 50+ PA+++ na palma da mão esquerda; e na direita passei o Vichy Capital Soleil Toque Seco FPS 30. Ambos mais ou menos na mesma quantidade, claro. Feito isso, passei chocolate granulado (sim, chocolate granulado) na palma da mão esquerda e na palma da mão direita. Também mais ou menos a mesma quantidade. Vejam só a diferença.

Na palma da mão direita (Vichy). Grudou um monte de grânulos!

Na palma da mão esquerda (Bioré). Não grudou praticamente nada! (Só um pouco de um grânulo que estava desmanchado). Fantástico!

Como todo mundo percebeu, o teste mostrou que o Vichy Capital Soleil FPS 30 Toque Seco – considerado uma maravilha aqui, deixa muito a desejar (em se tratando de “pegajosidade”) perto do protetor da Bioré. E olha que o FPS do protetor da Bioré é muito maior do que o da Vichy!

Idioma: depende do país em que é comprado. Em alguns países, a embalagem vem em inglês. Mas como o meu foi comprado no Japão, a embalagem vem quase toda em japonês.

Onde comprar: Ichibankao.

Conclusão: mais um protetor solar japonês que, se não fosse pela proteção excelente, em nada lembraria um protetor solar típico.

Observações:

1 –  Tem um pouco de álcool. Para pele extremamente sensibilizada, talvez não seja o ideal.

2 – PA é um método japonês para medir a proteção contra os UV-A. PA +++ significa que o produto oferece alta proteção contra os UV-A.

3 – SPF 50+ significa que o FPS do produto é maior que 50. O governo japonês não permite que as empresas especifiquem o FPS do produto quando ele for maior que 50, principalmente para as pessoas não imaginarem que estão “super protegidas”, já que nenhum protetor solar protege 100% contra os raios solares.

4 – Contém derivado de ácido hialurônico e xilitol (um açúcar), ingredientes que ajudam a manter a hidratação da pele. O xilitol absorve água de forma similar à glicerina, porém, deixa uma sensação menos pegajosa que a mesma.

Ingredientes: Water (Aqua), Alcohol, Ethylhexyl Methoxycinnamate, Lauryl Methacrylate/Sodium Methacrylate Crosspolymer, Diethylamino Hydroxybenzoyl Hexyl Benzoate, Dimethicone, Acrylates/C10-30 Acrylate Crosspolymer, Glyceryl Stearate, Agar, Polyvinyl Alcohol, Sodium Hyaluronate, Citrus Grandis (Grapefruit) Fruit Extract, Citrus Medica Limonum (Lemon) Fruit Extract, Citrus Aurantium Dulcis (Orange) Fruit Extract, Xylitol, Butylene Glycol, Propylene Glycol, Sodium Hydroxide, Potassium Hydroxide, Phenoxyethanol, Disodium EDTA, BHT, Fragrance (Parfum).